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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Só um pode vencer...

Da forma mais dolorida possível, o Vasco perdeu para o Corinthians nesta quarta-feira por 1x0 e deu adeus ao sonho de reconquistar a Taça Libertadores da América. Em um duelo muito equilibrado, o Gigante da Colina sofreu o gol aos 42 minutos do segundo tempo, em cabeçada de Paulinho. O time agora volta suas atençoes para o Campeonato Brasileiro, onde enfrenta a Portuguesa no próximo domingo.
A exemplo da partida no Rio de Janeiro, o jogo foi muito truncado, com muita disputa e grande trabalho das defesas. Cada bola era disputada como se fosse a última e se não foi um grande jogo do ponto de vista técnico, foi um dos melhores dos últimos anos no quesito competitividade. Verdade que faltaram chances de gols, mas quem era louco de ceder espaços em um duelo onde um gol fatalmente decidiria a vaga.
Mesmo sem o Mito Dedé, a zaga não deu espaços ao adversário e cabe elogiar o trabalho de toda retaguarda, que contou com o auxílio dos jogadores de frente na marcação. O mesmo tipo de trabalho fez o time corinthiano.
Tivemos duas grandes chances no segundo tempo. Na primeira, Diego Souza avançou livre por todo o campo de ataque e parou no goleiro Cássio. Na cobrança do escanteio, Nilton cabeceou no travessão. Muita gente crucificará Diego pelo gol perdido, que realmente não se deve perder. Porém, o camisa 10 foi um dos melhores vascaínos em campo e o lance não apaga seu ótimo desempenho.
Com o passar do tempo, as equipes pareciam satisfetitas com a possibilidade de pênaltis. Porém, em cobrança de escanteio, o time paulista encontrou seu gol em cabeçada indefensável do ótimo Paulinho. Com apenas mais 5 minutos de bola rolando, o Vasco não mais ameaçou e a tristeza tomou conta de elenco e da torcida, que compareceu em grande número ao Pacaembu.
A cada eliminação, a primeira providência é eleger culpados. Treinador, arbitragem, diretoria ou até o além ficam com a responsabilidade da perda de um título. Lógico que uma análise dos acertos e erros sempre é necessária, mas sabemos que no esporte só um pode vencer e ontem não foi nossa vez.
Fosse o Vasco o time classificado, não haveria nenhuma injustiça, como não houve no avanço corinthiano. Foi um duelo igual, equilibradíssimo, como era de se esperar pela grandeza e qualidade das equipes. Pra quem quiser tornar essa derrota o fim do mundo, cabe dizer que esta foi somente a quarta vez que chegamos às quartas de final de uma Libertadores e só avançamos à semi em uma oportunidade, 1998, quando fomos campeões.
O Corinthians é hoje o Clube mais rico do país e dentro de campo possui uma forma de jogar que vem desde os tempos de Mano Menezes. A vitória de ontem não foi casual, mas fruto de um trabalho que deve ter ainda mais sucesso nos próximos anos.
Ao invés de diminuirmos o feito do rival, devemos aprender com seus acertos, especialmente fora de campo. Aumentar nossas receitas, fazer um trabalho de longo prazo e aperfeiçoamento contínuo do elenco, identificando as falhas pontuais e reforçando. No nosso caso, fica evidente a falta de poder ofensivo, então é aí que temos que investir.
Perdemos esta Libertadores, competição que não disputávamos há 11 anos. Agora é focar no Brasileirão, para que em 2013 possamos estar nela novamente e em melhores condições de lutar pelo título. Não podemos esperar mais 10 anos para estar entre os 8 melhores da América novamente.
O trabalho de todos no Clube deve ser agora no sentido de fazer do Vasco um time permanentemente grande e não vivente apenas de espasmos. Se nos próximos 10 anos, chegarmos 4 vezes em uma quarta-de-final de Libertadores teremos dado um salto gigantesco e fatalmente em uma delas seremos campeões.
Por ora, temos sim que buscar as melhorias, mas sem deixar de reconhecer que esse grupo fez sim uma ótima campanha e caiu por um detalhe, sem se mostrar em momento algum inferior ao ótimo rival que tinha pela frente.
Força Vascão!
Charge: Beto_Gomes
Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Nada decidido. Nos vemos no Pacaembu.

Debaixo de muita chuva, Vasco e Corinthians fizeram um jogo muito disputado, porém com pouca qualidade técnica. Apesar da expectativa gerada, os dois times não passaram de um 0x0 na partida de ida em São Januário. Com isso, o confronto fica totalmente aberto para o jogo de volta, semana que vem no Pacaembu. O Gigante da Colina reclamou bastante de um gol anulado de Alecsandro.

Sem anunciar o time com antecedência, Cristóvão manteve até o último instante o mistério sobre a escalação de Juninho ou Felipe. Não sei se o comandante levou o gramado pesado em consideração, mas a escolha pelo Reizinho foi a mais acertada. Os passes do Maestro não teriam a mesma qualidade com o piso encharcado.

E se o primeiro objetivo vascaíno era não sofrer gols em casa, o dos corinthianos parecia semelhante, com direito a cera desde o apito inicial. Estudado, o jogo tinha poucas chances de gol e os destaques ofensivos eram Eder Luis e Emerson Sheik que apanhou e cavou faltas o tempo todo. Paciente, a torcida incentivou o time na descida para o intervalo, tendo consciência da importância desse apoio e da dificuldade dos 180 minutos de batalha.

A segunda etapa foi mais bem jogada, com os times se movimentando e chegando com mais perigo à frente. Fernando Prass e depois Rodolfo salvaram o Vasco de sofrer um gol que seria trágico. Por sua vez, Éder Luis recebeu grande passe de Diego Souza e chutou fraco nas mãos de Cássio.

A polêmica da noite aconteceu quando Alecsandro cabeceou para o gol, mas o bandeirinha anulou alegando impedimento. Perto da lateral, Emerson dava condições. A torcida chiou e xingou muito o trio de arbitragem. Na minha opinião, gol legal, mas impossível chamar de roubo um equívoco de menos de 10 centímetros.

Má intenção mesmo foi dar apenas 2 minutos de acréscimo e ser benevolente com a cera do time paulista, além de deixar alguns corinthianos "apitarem" o jogo, sem impôr moral em campo. Sandro Ricci foi um banana!

No abafa final, o Vasco esbarrou numa muralha alvinegra, com os zagueiros se atirando nas bolas antes que elas chegassem ao gol de Cássio. Com muito brio, o Timão conseguiu o resultado que almejava, confiando na força de sua torcida no Pacaembu.

Pela primeira vez no ano o ataque vascaíno passou em branco, o que chega a ser surpreendente se observarmos a preguiça que Diego Souza e Alecsandro demonstram. Em São Paulo, um empate com gols nos garante entre os 4 melhores da América.

Vejo o filme muito parecido com o de 2009, só que agora com os times em situações opostas. Será a vez do Timão passar 90 minutos preocupado com a hipótese de tomar um gol, o que pode ser um grande trunfo do Vasco.

Com uma forte bola parada e um contra ataque letal, temos tudo para fazer uma grande partida em São Paulo e seguir firme no sonho de reconquistar a Libertadores.

Força Vascão!

Charge: Beto_Gomes


Sds vascaínas a todos!

terça-feira, 15 de maio de 2012

São Januário vai tremer!

Valendo vaga na semifinal da Libertadores, o Vasco recebe o Corinthians nesta quarta-feira, às 22 horas em São Januário. Na primeira de duas partidas que devem entrar na história, o Gigante da Colina busca assegurar vantagem para o duelo de semana que vem, no Pacaembu. Será o confronto dos dois primeiros colocados do último Campeonato Brasileiro e fortes candidatos ao título continental.

Após a árdua perseguição durante todo o segundo turno do Brasileirão, quis o destino que nossos caminhos voltassem a se encontrar. Se dessa vez não há uma taça em disputa, vale o direito de seguir sonhando com a maior conquista das Américas. No caso corinthiano, o fim de um trauma que parece eterno, de nunca conseguir conquistar o título que seus rivais já levaram algumas vezes.

Já a torcida vascaína quer reviver o histórico 1998, quando também vencemos um time brasileiro nas quartas-de-final. A vítima na época foi o Grêmio. De quebra, devolver ao time paulista a tristeza causada pela perda do título mundial em pleno Maracanã, em 2000.

Com os ingressos esgotados, todo apoio será importante. O Timão se preparou muito e parece mais forte do que nunca em busca do sonho. Taticamente, não vejo equipe mais sólida do que os comandados de Tite. Defendem e atacam em bloco, tendo sofrido apenas dois gols em 8 jogos.

Sem um centroavante fixo, Alex e Danilo tendem a flutuar no espaço entre os volantes e os zagueiros, o que deve ser observado com atenção. No 2x2 do ano passado, sofremos dois gols após bolas perdidas no meio-campo, erro que não podemos repetir. Atenção também a Paulinho, elemento surpresa que marca muitos gols.

Cristóvão Borges, como de praxe, não divulgou a escalação. Nos treinos, manteve Nilton ao lado de Rômulo, com apenas um entre Felipe e Juninho no time titular. Manter um dos ídolos no banco gerará polêmica com a torcida, mas seria suicídio usá-los juntos. Com a velocidade e intensidade do meio adversário, seríamos esmagados, sem ver a cor da bola.

Como o gol fora de casa é critério de desempate, o mais importante é não ver vazada a meta defendida por Fernando Prass. Em 2009, na semifinal da Copa do Brasil, empatamos no Rio em 1x1 e em São Paulo por 0x0, perdendo a vaga na decisão por tal critério.

Se tratando de Vasco, é difícil pedir isso, mas a torcida precisa ser inteligente e jogar junto, mesmo que o gol demore a sair. Vitória por 1x0 é motivo de muita festa, visto que, ao mesmo tempo que sofre poucos gols, o Timão também não os marca em demasia.

Se você foi um dos felizardos que garantiu ingresso na Colina, chegue cedo, se acomode e se prepare para uma guerra, dentro de campo. Nada de violência contra os torcedores do adversário que irão ao estádio. Eu, você e todo vascaíno queremos ver o Corinthians esmagado, mas com bolas na rede e uma linda festa em São Januário.
Ganhando ou perdendo, no dia seguinte nossas vidas seguem normalmente, no Rio, em São Paulo e em todo o país.

Isso é esporte e esporte é vida, nunca morte.

Força Vascão!

Charge: Beto_Gomes


Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Entre os 8 melhores da América

A noite de quarta-feira não bastou. Foi preciso virar a madrugada desta quinta para que o torcedor vascaíno enfim pudesse respirar aliviado. Depois de 90 minutos de muita tensão, 10 cobranças de pênaltis foram necessárias até que Alecsandro estufasse as redes e partisse para o alambrado, vibrando com os torcedores que representaram em La Fortaleza, esta imensa torcida bem feliz. Agora entre os 8 melhores do continente, o Gigante da Colina faz um duelo doméstico contra o Corinthians. Vai pegar fogo!!!

Cristóvão Borges surpreendeu com a escalação de Nilton em lugar de Felipe. Durante o dia foi ventilada a hipótese de alteração, mas o camisa 19 parecia atrás de Eduardo Costa e Fellipe Bastos na disputa pela vaga no meio-campo. A providência se mostrou acertada com o time resistindo bem à pressão inicial do Lanús, que abusou das bolas aéreas. Melhor ainda quando o próprio Nilton soltou uma bomba de mais de 90 km/h que o goleiro nem viu por onde passou. Golaço, que dava mais conforto para o Vasco no confronto.

O restante do primeiro tempo seguiu tranqüilo para nossa equipe, que trabalhava bem a posse de bola e levava poucos sustos. Para ficar melhor, faltou apenas o segundo gol, que sacramentaria a classificação já na primeira parte. Fágner teve boa chance, mas errou o alvo.

Ficava claro que o time grená iria para o tudo ou nada no segundo tempo. O treinador sacou o volante Pizarro, que iria ser expulso, e colocou o atacante Gutiérrez. A tática granate era um 4-3-3 variando para 4-2-4, encurralando o Vasco no campo de defesa.

A estratégia de forçar bolas em nossa área deixava cada vez mais jogadores cruzmaltinos na defensiva e quando tentávamos algum contra -ataque, vinha um bossal zagueiro argentino para tentar esquartejar o pobre Éder Luís. Não demorou mais que 15 minutos para que o gol de empate acontecesse, com o guerreiro Pavone, aproveitando falta não marcada sobre Renato Silva.

Aliás, é bom que se diga. Mesmo sendo um dos melhores árbitros do mundo, Carlos Amarilla sentiu a pressão e foi caseiro, não punindo com rigor as faltas do time argentino. Se não levássemos a vaga, teríamos muito a reclamar do paraguaio.

Com mais de meia hora por jogar, precisávamos atacar. Apesar da boa atuação da nossa zaga (Rodolfo excelente), resistir a tantos cruzamentos seria uma missão de deixar meio time com a cabeça inchada de tantas rebatidas. Cristóvão então sacou Diego Souza para entrada de Allan, tentando dar novo gás à equipe. Nossa melhor chance foi quando Juninho cobrou boa falta e o goleiro defendeu. Quando o Reizinho ajeitou a bola, foi impossível não lembrar do Monumental.

Com vários atletas dentro da área, o Vasco deu espaço para uma inversão que encontrou Velásquez livre na esquerda. O lateral acertou chute forte, Fernando Prass deu rebote e Gutiérrez virou. Eder Luís, exausto, deu lugar a Carlos Alberto, que não conseguiu levar o time à frente. Felipe também entrou, mas já nos minutos finais, visando os pênaltis.

Restou tempo ainda para duas boas aparições do nosso goleiro, que evitou uma eliminação no tempo normal. Com o 2x1, viria a agonia das penalidades máximas, onde o histórico recente nos é amplamente desfavorável. Apreensão em La Fortaleza e em todo o Brasil. Alguns rivais já até soltavam fogos crendo em nossa eliminação.

Nas cobranças alternadas, aposta na experiência, com boas cobranças de Felipe, Juninho, Carlos Alberto, Renato Silva e Alecsandro. O Lanús também bateu muito bem, apesar do esforço de Fernando Prass. Para nossa sorte, Romero mandou no travessão o sonho do pequeno time argentino.

Que venha o Corinthians, para dois duelos históricos e dificílimos contra a equipe mais organizada taticamente do continente. Concordo com o favoritismo rival, mas é a hora de nos superarmos. Já estou até cancelando minhas férias para assistir ao vivo aos dois jogos, no Rio e em São Paulo.

Quanto àquele seu vizinho flamenguista que soltou fogo nos gols do Lanús, avise a ele para guardar o estoque ou fazer coisa melhor com o dinheiro, já que não tem time pra torcer.

Valeu Vascão!

Charge: Beto_Gomes


Sds vascaínas a todos!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Vamos derrubar La Fortaleza

Nesta quarta-feira, pelo segundo jogo das oitavas de final da Libertadores, o Vasco visita o Lanús, às 22 horas. Após vencer no Rio por 2x1, o Gigante da Colina joga por um empate em La Fortaleza para avançar às quartas de final da mais importante competição sul-americana. O duelo marca o retorno do ídolo Juninho Pernambucano ao país onde marcou um dos gols mais importantes da história cruzmaltina, contra o River Plate, em 1998.

O gol marcado por Regueiro no segundo tempo do primeiro jogo deixou a torcida vascaína apreensiva. Isso porque deu ao time argentino a vantagem de jogar por uma vitória simples em seu acanhado estádio. A pressão tende a ser grande e será preciso jogar com paciência e experiência, não caindo na catimba do adversário.

Se a ausência de Dedé deixa a torcida preocupada quanto a sofrer gols, serve de motivação o fato de termos feito no mínimo um gol em todos os jogos da temporada. Ou seja. Se a defesa vacilar, mas o ataque cumprir com sua parte, o 1x1 dará a classificação tão sonhada.

A torcida deve comparecer em bom número ao país vizinho. Desde a definição do adversário, foi grande a mobilização de fanáticos buscando apoiar o Gigante neste duelo decisivo. Todo incentivo será importante, já que sabemos que, por tradição, argentinos não param de cantar por nem sequer um minuto.

Enquanto Gabriel Schurrer manterá o time que atuou em São Januário, Cristóvão Borges ainda tem uma dúvida no meio-campo, entre Fellipe Bastos e Juninho, com favoritismo para o Reizinho. No banco, boas armas como Carlos Alberto, William Barbio e Allan, que parece estar próximo da despedida rumo à Udinese.

Serão 90 minutos de emoção à flor da pele, tensão total, como sempre é na Libertadores. Temos que ter respeito e atenção com o adversário, mas sem deixar de atacá-los, já que cada gol que fizermos, complicará a missão do time grená.

Vamos com tudo para essa desejada vaga, que pode nos colocar entre os 8 melhores times do continente e manter vivo o sonho de reconquistar a América.

Força Vascão!

Charge: Beto_Gomes


Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O Vasco perdeu?

Na primeira partida das oitavas-de-final da Taça Libertadores, o Vasco recebeu o Lanús em São Januário e venceu por 2x1. Com gols de Alecsandro e Diego Souza, o Gigante da Colina garantiu a vantagem de jogar por um empate na partida de volta, na Argentina. Apesar do resultado positivo, a partida ficou marcada por inúmeras vaias e xingamentos ao técnico Cristóvão Borges.

A escalação de Juninho e Felipe juntos surpreendeu à torcida. Como o Lanús tem um meio-campo lento, a providência se mostrou acertada, com os dois veteranos ditando o ritmo do jogo. O Reizinho teve algumas oportunidades de fora da área, enquanto o Maestro buscava com seus passes deixar o trio ofensivo em boas condições de marcar. Rômulo era perfeito na marcação e em sua 100ª partida pelo Vasco, mostrava o grande jogador que é.

A superioridade vascaína foi premiada com o gol de Alecsandro, após passe de Eder Luís. Um minuto antes, Fernando Prass fizera grande defesa em chute de Valeri. Jogando pra frente, o cruzmaltino celebrou um golaço de Diego Souza, aos 42, quando chapelou o zagueiro antes de fuzilar as redes. O 2x0 do primeiro tempo era justo pelo mostrado em campo e dava boa vantagem no confronto, além de dar esperanças de mais gols na segunda etapa.

Já sem Rômulo, substituído com dor muscular, o Vasco voltou para a segunda etapa em ritmo mais lento e vendo um Lanús mais ligado e ofensivo. Com o revés de 2 gols, seria inocente crer que os gringos voltariam tão dispersos e recuados. Logo no início tiveram um pênalti, anulado por impedimento do jogador que sofreu a falta.

As chances se alternavam, até que aos 17 em falha de Fágner, o ótimo Regueiro diminuiu. Foi mais um erro grave do nosso lateral-direito, que vem perdendo crédito com a torcida. Ontem, sua atuação foi prejudicada pelo dever de marcar o melhor jogador adversário, muitas vezes no mano a mano.

No momento do gol, Fellipe Bastos aguardava à beira do gramado para entrar em lugar de Felipe. A troca foi mantida, o que gerou os maiores xingamentos e vaias da passagem de Cristóvão pelo Clube. A alteração era natural, pois estava claro que não dava para manter Juninho e Felipe juntos durante os 90 minutos, ainda mais sem Rômulo e Dedé, pilares defensivos da equipe.

O jogo se manteve com chances dos dois lados, sendo a melhor do Vasco, em chute de Eder Luís. Carlos Alberto entrou e dessa vez não conseguiu fazer a diferença. O placar final de 2x1 não agradou à torcida, que vaiou time e principalmente o treinador após o apito final.

Vaias essas, ao meu ver, exageradas. É lógico que todos queremos ver o time mais ofensivo e com o máximo possível de craques em campo. Porém, é preciso ver o jogo como um todo e é necessário salientar que o gol saiu ainda com Felipe no gramado. Não se justifica o clima de velório na saída de São Januário.

Temos que perder essa mania de achar que jogamos contra ninguém. Do outro lado estavam excelentes jogadores, experientes e alguns teriam vaga inclusive no Vasco. Valeri, Camoranesi, Regueiro e Pavone têm bagagem internacional, qualidade reconhecida, mas, para alguns torcedores, parece que só brasileiro sabe jogar bola.

Cristóvão Borges paga pelo hábito de varias as escalações. Cada um dos milhões de torcedores passa a ter suas preferências e todos aqueles que discordam do que o técnico faz, o acham burro. Eu mesmo não concordo sempre, mas ao invés de criticar, procuro entender o motivo de suas decisões e várias vezes já tive meus pensamentos calados com acertos.

Lembro que Ricardo Gomes, antes do AVC, era criticado por demorar a mexer e sempre trocar seis por meia dúzia. Ou seja. Cada um tem seu modo de trabalhar e de formas diferentes, ambos têm alcançado bons resultados. Aos que chamam o comandante atual de burro, deixo a pergunta: quem é inteligente? Felipão? Luxemburgo? Joel? Demite Cristóvão e contrata quem?

Discordar é normal, vai ser assim enquanto existir o futebol. O que não dá pra entender é este comportamento de se irritar com uma boa vitória. Parecem achar que vamos tomar um sacode do Lanús em terras portenhas. A esses mensageiros do apocalipse, deixo a notícia de que em 3 jogos fora do Brasil nesta Libertadores, vencemos dois e empatamos um. Qualquer um desses resultados nos dá a vaga às quartas de final.

Celebre a vitória, estamos mais perto da vaga. Faltam 90 minutos!

Força Vascão!

Charge: Beto_Gomes


Sds vascaínas a todos!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Vamos jogar juntos!

Nesta quarta-feira, pela primeira partida das oitavas de final da Libertadores, o Vasco recebe o Lanús às 21:45 em São Januário. Com a segunda melhor campanha entre os vice-líderes da fase de grupos, o Gigante da Colina encara o sétimo melhor primeiro colocado que, curiosamente, somou menos pontos que o cruzmaltino. O vencedor do confronto encara quem passar entre Corinthians e Emelec, que começam a duelar também nesta noite, no Equador.

Após a perda do título da Taça Rio no último domingo, sobrou apenas a Libertadores no primeiro semestre vascaíno. A competição continental, tratada desde o início da temporada como prioridade, chega à sua fase de mata-mata, onde cada duelo é decisivo. Nenhum vacilo é permitido, sob pena de uma eliminação precoce.

O histórico recente das últimas edições tem mostrado que nem sempre quem começa bem termina como campeão na Libertadores. A fase inicial muitas vezes inclui alguns deslizes e foi justamente este o caso do Vasco, que perdeu em casa para o Nacional e depois embalou cinco jogos sem derrotas.

A partir de agora conta muito mais a qualidade do time titular, a maturidade e experiência do grupo para diversas situações. Além disso, existe evidentemente o fator sorte, importantíssimo em jogos eliminatórios. Não podemos dar margem para o azar e também para a competência do adversário.

O Lanús pode até não ser o mais forte time argentino, mas possui jogadores experientes e com qualidade, como Camoranesi, Regueiro e Pavone. Além disso, tem atletas como Fritzler e Valeri, com longa carreira e identificação com Clube e torcida.

Pelo regulamento da competição, seria uma vantagem jogar a segunda em casa. Porém, esse sistema tem se mostrado polêmico, com o mandante da primeira partida avançando muito mais vezes do que o esperado. Isso porque o gol fora de casa se mostra decisivo, modificando a forma das equipes atuarem.

Desse modo, não devemos esperar um Vasco extremamente ofensivo de início. Aliás, até bom que seja assim, pois temos sofrido muitos gols nos minutos iniciais. Se eventualmente sairmos atrás do placar, aí sim se torna necessária uma vitória com larga vantagem. Sair de São Januário sem ser vazado já é positivo, mesmo em caso de 0x0 ou 1x0.

Independentemente da forma que o jogo se desenhe, é importante o apoio da torcida. É nossa obrigação jogar junto com o time, pois na Argentina, os adeptos do Lanús farão o mesmo, como lhes é tradicional. Cada gol, cada lance é importante nesses 180 minutos de decisão.

Se ainda não garantiu seu ingresso, o que está esperando? Vamos com tudo! Força Vascão!

Charge: Beto_Gomes


Sds vascaínas a todos!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Agora é aguardar o que a sorte nos reserva

Em seu último jogo na fase de grupos da Libertadores, o Vasco visitou o Nacional e venceu por 1x0. Graças ao gol de Diego Souza, o Gigante da Colina chegou aos 13 pontos e encerrou a fase em segundo lugar no Grupo 5. Apesar da mesma pontuação e saldo de gols que o Libertad, o cruzmaltino ficou em desvantagem nos gols marcados. O time agora espera a definição de seu adversário, na próxima semana, quando se encerram os jogos da primeira fase.

Com os desfalques de Dedé, Juninho e Felipe, Cristóvão Borges repetiu o time do duelo de sábado, contra o Flamengo. A única mudança ficou por conta da entrada de Diego Souza no lugar de William Barbio. O camisa 10 chamou a responsabilidade de conduzir o time e criou boas jogadas pela esquerda e pelo meio. As melhores chances de gol da primeira etapa foram vascaínas, enquanto o time uruguaio, totalmente reserva, ameaçou apenas em um chute na trave.

A igualdade permaneceu ao fim da primeira etapa. No Peru, o Libertad empatava em 1x1 com o Alianza. Desse modo, estava garantida nossa primeira posição no grupo, com 11 pontos. Garantíamos o direito de jogar o segundo jogo das oitavas em casa, mas como um dos piores primeiros colocados. Fatalmente cruzaríamos com um adversário dificílimo.

Veio o segundo tempo e o gol de Diego Souza fez justiça à superioridade vascaína. O Trem Bala da Colina apareceu em terras uruguaias, na dancinha da comemoração. Com chances de gol de ambos os lados, o jogo acabou terminando mesmo com a vantagem mínima, que deu a liderança ao Libertad que, em Lima, virou sobre o Alianza. No Parque Central, destaque para a emocionante e vibrante torcida do Nacional. Deu aula de amor ao seu Clube.

A segunda posição não era o objetivo, mas ao fim de todos os jogos, poderá se mostrar uma grande vantagem. Devemos enfrentar um dos dois piores líderes de grupo, provavelmente Unión Española ou Lanús. Times médios, que temos totais condições de passar. O Libertad por sua vez, pode ter que encarar Internacional ou Nacional de Medellín, times muito fortes.

Agora só nos cabe aguardar o que vem pela frente. Sem medo, já que nesta primeira fase somamos 7 pontos dos 9 possíveis em jogos fora do país. Teremos que lotar o Caldeirão, empurrar o time para a vitória e depois administrar a vantagem fora, jogando de forma inteligente, com o objetivo de marcar ao menos um gol na casa dos rivais.

Por fim, cabe celebrar mais uma classificação. Desde o ano passado brigamos por títulos em todas as competições que disputamos. Conquistá-las ou não é uma consequência deste bom trabalho, mas estar sempre chegando é o que realmente espera-se de um Clube da grandeza do Vasco.

Força Vascão!

Charge: Beto_Gomes


Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Amistoso no Uruguai

Nesta quinta-feira, pela última rodada da fase de grupos da Taça Libertadores, o Vasco visita o Nacional, às 21h50 em Montevidéu. Com 10 pontos no grupo 5 e já garantido na próxima fase, o Gigante da Colina disputa com o Libertad a primeira posição do grupo, que possibilitaria jogar em casa a segunda partida das oitavas de final. No mesmo horário, o time paraguaio visita o Alianza, no Peru.

Após a vitória em Lima na última semana e a posterior derrota do Nacional, a rodada derradeira se tornou apenas uma obrigação para Vasco e Libertad. Muitos dirão que está em disputa o primeiro posto, mas o histórico recente mostra que isso é absolutamente insignificante. As equipes que têm feito o primeiro jogo em casa mostram um aproveitamento muito melhor do que aqueles que decidem o mata-mata em seus estádios. Existe inclusive uma corrente em alguns lugares do mundo defendendo o fim dessa suposta vantagem.

Outros dirão que ser líder do grupo permite encarar um time mais fraco na etapa seguinte. Tal posição tem seu fundo de verdade, mas se olharmos hoje a situação dos outros grupos, veremos que o que parece fácil pode ser muito difícil. Times como Internacional, Olimpia e Boca Juniors devem ser segundos colocados em suas chaves, enquanto o fraco Union Española passará em primeiro em no grupo 3. O método de listagem por pontos totais provavelmente formará confrontos fortíssimos e outros nem tanto. Como o equilíbrio é grande, a sorte dirá muita coisa.

Por isso, vencer, empatar ou perder hoje não deve fazer nenhuma diferença no futuro do Vasco da competição, ao menos no quesito pontuação. Outras coisas porém estarão em jogo. Enfrentaremos um dos times mais tradicionais da América, em seu acanhado estádio. A pressão não deve ser grande, mas servirá de experiência para nosso grupo, que tem muitos jovens.

Além disso, será mais um jogo sem os três maiores ídolos do elenco. Sem Dedé, Juninho ou Felipe, jogadores com menos fama precisarão chamar a responsabilidade em uma batalha fora de casa. A zaga será testada sem o Mito e o meio-campo dependerá de mais uma boa atuação de Fellipe Bastos.

Que a partida de hoje possa ser mais uma na preparação do time vascaíno para aquilo que realmente importa, a próxima fase. Nela, cada jogo será o mais importante de nossas vidas e precisamos estar prontos para tudo o que der e vier.

Força Vascão!

Charge: Beto_Gomes


Sds vascaínas a todos!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mais perto das oitavas

Sofrimento e apreensão até o último minuto. Foi assim a vitória do Vasco sobre o Alianza por 2x1, na noite desta terça-feira. Apesar da pressão final do time peruano, o Gigante da Colina saiu de Lima com três pontos graças aos dois gols de Fellipe Bastos. O triunfo levou o cruzmaltino aos 10 pontos, na liderança do grupo 5 da Libertadores. A vaga antecipada às oitavas de final pode vir já nesta quinta, em caso de vitória do Libertad sobre o Nacional.

No duelo contra o desesperado adversário, em seu gramado de péssima qualidade, Cristóvão mantinha a dúvida na escalação sobre quem escalaria como segundo homem de meio-campo. Eduardo Costa e Allan concorriam à vaga com o escolhido Fellipe Bastos. A opção do treinador pelo camisa 21 se mostrou acertada, com seus dois belos gols de fora da área. O desempenho de Bastos mostra mais uma vez a força do elenco, que não tem titulares absolutos, mas um grupo sempre disposto a dar conta do recado em diferentes situações.

O que tornou a partida mais difícil do que o necessário foi a má atuação do setor de meio-campo vascaíno. Muitos erros de passe, o que impossibilitava os atacantes de chegarem na área adversária. Felipe, que sobrou contra o Alianza no Rio, esteve muito mal e errou todos os passes ousados que tentou. Outro a jogar mal foi Diego Souza. Aliás, ir bem em duas partidas seguidas é algo impossível para nosso camisa 10.

Para nossa sorte, o tradicional time peruano vive sua maior crise. A cada semana jogadores vão embora por falta de pagamento e o time se enfraquece ainda mais. Apenas na base da vontade chegaram perto do gol defendido por Fernando Prass. A vantagem de um gol no intervalo era justa, mas precisava ser ampliada.

Após um início truncado, com poucas chances de gol, o segundo tempo cresceu em emoção após os 15 minutos. Diego Souza teve duas boas chances, uma defendida com estilo pelo goleiro e outra desperdiçada por preciosismo. Éder Luís crescia pelo lado direito e criava boas jogadas. Dedé também teve chance, ao cabecear bola na trave de Libman.

Foi em jogada de Éder que o Vasco chegou ao segundo gol. Ele correu e tocou para Fellipe Bastos que, de primeira, acertou o ângulo. Golaço! Impressiona como ele melhorou após o nascimento da filha Giovanna, que já tem o carinho da torcida vascaína.

Com a boa vantagem, bastava segurar o jogo e sair na boa, sempre tendo atenção lá atrás. O adversário de fato era fraco, mas no futebol basta uma bola vadia para o fácil se tornar difícil. E foi o que aconteceu aos 31, em vacilada da defesa, em especial de Renato Silva. A pelota sobrou para Curiel diminuir e dar ânimo à apaixonada torcida.

Veio então a pressão do rival. Em jogada aérea, Fernando Prass sofreu falta não marcada pelo árbitro e Fágner salvou em cima da linha o que seria o gol de empate do Alianza. Mais uma chance aqui, outra acolá, até a expulsão tola de Nílton, que agrediu o adversário.

Mais uma vez sofremos mais do que era preciso. Porém, conseguimos o resultado necessário e isso é o que importa. A vaga está bem encaminhada e nos cabe torcer para o Libertad amanhã. Ficar em primeiro ou segundo do grupo faz pouca ou nenhuma diferença na próxima fase.

Valeu Vascão!

Charge: Beto_Gomes


Sds vascaínas a todos!

terça-feira, 3 de abril de 2012

90 minutos que separam o céu e o inferno

Nesta terça-feira, pela penúltima rodada da fase de grupos da Libertadores da América, o Vasco visita o Alianza em Lima, capital peruana. Com 7 pontos, dividindo a liderança do grupo com o Libertad, o Gigante da Colina tem a chance de sair classificado do estádio em caso de vitória. Todavia, um resultado negativo pode complicar as chances do cruzmaltino de avançar às oitavas de final.

Desde a infeliz derrota na estréia contra o Nacional, em São Januário, sabíamos que seria preciso vencer ao menos um jogo fora de casa. Contra o Libertad estivemos perto do resultado positivo, mas acabamos sofrendo o empate. Agora, com dois jogos a fazer fora do Rio, temos hoje a segunda e melhor oportunidade para alcançar tal objetivo. Contra um time que joga todas as suas fichas na partida de hoje, precisaremos de uma grande atuação para sair do gramado com os três pontos.

Passando por grave crise financeira, nosso rival de hoje perdeu pontos no campeonato nacional e está inclusive com pontuação negativa. Seriamente ameaçado de rebaixamento, vê na Libertadores a oportunidade de salvar o ano. Dado como morto, o Alianza ainda jogará a última rodada em casa, tendo chances de ainda classificar-se. Em seu acanhado estádio, usarão de todas as armas para vingar-se da derrota no Rio.

Já o Vasco vai em busca de uma vitória fora de casa em competição internacional, o que não acontece há mais de 10 anos. Sair do estádio Alejandro Villanueva com três pontinhos significa chegar aos 10 e torcer na quinta-feira por uma vitória do Libertad sobre o Nacional. Assim, o time uruguaio estacionaria nos 6, não mais podendo nos alcançar. A rodada final então se tornaria apenas uma decisão pelo primeiro lugar da chave.

Por outro lado, não alcançar a vaga antecipada nesta rodada pode ser muito perigoso. O Nacional é um dos times mais tradicionais da Libertadores, com uma torcida fanática e uma camisa de infinita tradição. Jogar em Montevidéu com a obrigação de vencer tende a ser fatal.

Sem Juninho Pernambucano, que ficou no Rio para realização de uma cirurgia dentária, Cristóvão Borges aposta na experiência do Maestro Felipe. Além do camisa 6, as esperanças estão depositadas em mais uma boa atuação do trio de frente, formado por Diego Souza, Eder Luis e Alecsandro. Na zaga, apesar das dores, Dedé vai pro jogo.

Poucos vascaínos devem comparecer ao estádio hoje. Porém, em toda parte do mundo, temos que torcer e apoiar nossos atletas nesse jogo mais do que decisivo. Vamos com tudo pra cima do Alianza, arrancando de qualquer forma a vitória e posteriormente a classificação.

Força Vascão!

Charge: Beto_Gomes


Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Vitória de todas as cores

A consagrada Declaração Universal dos Direitos Humanos frisa em todos os seus artigos a igualdade entre os homens, sem distinção de raça, cor, sexo, língua, religião, origem nacional e afins. Porém, após sofrer preconceito racial no Paraguai, os jogadores vascaínos mostraram que há sim distinção entre as pessoas. Não pelos motivos citados, mas pela dedicação, hombridade e alma de vencedor. Aplicado desde o início e com um segundo tempo exemplar, o Gigante da Colina bateu o Libertad por 2x0, chegando aos 7 pontos no grupo 5. Nos pés e nos corações de brancos, mestiços e negros, o Vasco manteve os 100% de aproveitamento da camisa azul e agora divide a liderança com o time paraguaio.

São Januário estava lindo como poucas vezes. Torcida empolgada, com faixas, adereços, bandeiras e rostos pintados. O novo placar eletrônico, perfeito e com imagem de cinema. Para entrarmos no clima, vídeos de gols e partidas históricas do Clube, que mais uma vez precisava incorporar a alma vencedora de tantos títulos nacionais e internacionais.

Em campo, Cristóvão optou pelo esquema com 3 atacantes, com Eder Luis na direita e William Barbio na esquerda. A tentativa de dar ofensividade esbarrou na retranca do time paraguaio. Os dois pontas têm por característica a velocidade, mas recebiam todas as bolas de costas para a defesa, sem condições de engatar as arrancadas. Na tentativa de furar o bloqueio, trocávamos passes na intermediária e Felipe, muito marcado, não conseguia levar o time para perto do gol de Muñoz.

O Libertad seguia o manual de quem buscava o empate. Além de ficar atrás da linha da bola, fazia cêra e apelava para as faltas. A posse de bola cruzmaltina chegou aos 70%, o que não impediu sustos em contra golpes puxados por Civelli e suas pernas do tamanho do mundo. Sorte nossa que o que elas têm de tamanho, falta de talento.

A torcida, consciente da dificuldade da partida, incentivou o time na descida para o vestiário, apesar das poucas chances de gol criadas. Os cinco minutos finais mostraram que o time de Assunção começava a cansar de tanto marcar e espaços surgiam.

Para a segunda etapa, Juninho e Allan entraram em lugar de Eduardo Costa e Eder Luis. Além dos nomes, mudou a atitude do time em campo. Cada bola virou um prato de comida e o time estático da primeira etapa deu lugar a outro com movimentação e triangulações com trocas de posições entre laterais, meias e atacantes. Rômulo virou um monstro no meio-campo e Felipe, mais recuado, mostrou a habitual qualidade no passe.

A pressão era gigantesca e Alecsandro teve duas chances. Na melhor delas, cabeceou na rede pelo lado de fora e muita gente gritou gol. O grito entalado não demorou a sair com toda força. Juninho cobrou escanteio e a bola voltou aos seus pés de Rei. Com o talento que Deus lhe deu, colocou a bola entre o goleiro e a trave marcando um gol Monumental. O tento que inaugurou o novo placar não poderia ter melhor autor.

A explosão de emoção que tomou a Colina se espalhou por milhões de lares vascaínos no brasil e no mundo. Pobre Libertad, que via o time de macacos dar uma aula de futebol. Desnorteados, assistiram Allan humilhar o marginal Samudio e cruzar para o segundo gol, do artilheiro Alecsandro. Nova festa, agora com beijos para a torcida, que o apoiou quando perdeu dois pênaltis contra o Alianza.

Tentando de alguma forma atacar, o time paraguaio e seus torcedores assistiram ao show de nossa zaga. Dedé e Renato Silva foram perfeitos, aniquilando qualquer plano de ataque. Na frente, William Barbio infernizava os defensores rivais, mostrando o poder dos nossos heróis de Ébano.

O time pressionou em busca do terceiro gol, que acabou não saindo. Não precisava. A missão da noite já estava cumprida. Na bola e na moral, demos uma aula para os paraguaios. Sob a regência de um Rei branco, com o toque de um artilheiro moreno e com uma muralha negra na defesa, o time de armadura azul mostrou que está firme na luta pela classificação e do sonho do Tri da Libertadores.

Força Vascão!


Sds vascaínas a todos!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Noite de vitória e lição

Nesta quarta-feira, pela 4ª rodada da primeira fase da Taça Libertadores, o Vasco recebe o Libertad, às 21:50 em São Januário. Com 4 pontos, na vice-liderança do grupo 5, o Gigante da Colina precisa dos três pontos para seguir na briga por uma vaga à próxima fase. Será o último jogo em casa nesta fase, o que torna a vitória ainda mais obrigatória.

Em campo, na arquibancada, na tv ou no radinho, cada vascaíno é hoje parte de uma imensa corrente em busca de um resultado vital para nossas pretensões. Não podemos pensar em nenhum outro placar que não seja a vitória, que nos igualará aos 7 pontos do time paraguaio. Ainda restarão dois duelos, ambos fora do Rio, onde teremos que vencer ao menos um.

Ao time não resta outra opção a não ser pressionar desde o primeiro minuto. Cristóvão Borges ainda não definiu a escalação, que pode inclusive ter três atacantes, com Eder Luis e William Barbio abertos pelos lados abastecendo Alecsandro. Ainda que mudem os nomes, a postura deve ser ofensiva e ousada, como nos minutos iniciais do primeiro tempo em Assunção.

A torcida, que vai lotar São Januário, promete empurrar o time para cima dos paraguaios. O infeliz episódio de racismo no Paraguai inflou os ânimos dos cruzmaltinos, que prometem várias manifestações pacíficas em defesa da igualdade no esporte. Tal bandeira não deveria ser levantada em pleno século 21, mas a imbecilidade de alguns torcedores paraguaios reacendeu essa chama que arde em nossos peitos há mais de 100 anos.

Com faixas, mãos e rostos pintados e músicas sobre o tema, mostraremos não apenas aos torcedores do Libertad que não é a cor da pele de um homem que o faz melhor ou pior do que outrem. Aliás, se eu fosse um dos infelizes que ofenderam nossos atletas e torcedores em Assunção, estaria bem preocupado. Se calmo Dedé faz o que faz, imaginem com raiva...Sobre o tema, recomendo a leitura deste artigo.

Dois cuidados se fazem necessários nesta decisão: o primeiro é com a catimba do adversário. Qualquer pontinho aqui será lucro para o Libertad, que buscará irritar o time vascaíno, naturalmente aflito pelo dever de vencer. Farão faltas em excesso, cêra e tentarão jogar nossa torcida contra o time. O segundo, não menos importante, é com os contra-ataques. A cada minuto que passar seremos mais ofensivos e caso o gol demore a sair, corremos o risco de expor nossa defesa à velocidade do adversário.

Na bola, nos gritos, nas palmas e no coração, hoje é dia de vitória e lição. Força Vascão!


Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Um ponto valioso

Em um jogo muito disputado no estádio Nicolás Leoz, Vasco e Libertad empataram por 1x1. O duelo, digno do termo Guerra do Paraguai, teve empate também nas expulsões, uma para cada lado. O resultado manteve o Gigante da Colina na segunda posição do grupo 5, com 4 pontos, três atrás do time de Assunção. Na próxima semana, as equipes voltam a se enfrentar em São Januário.

As últimas atuações fora do Rio em jogos internacionais desenhavam um cenário desanimador contra uma das principais forças do continente. Porém em campo, o Vasco mostrou que não estava para brincadeira e com uma marcação adiantada e paciência na troca de passes, assumiu o controle do jogo nos primeiros minutos. A postura acuou o Libertad que, com justiça, viu o cruzmaltino abrir o placar aos 16 minutos, em cruzamento de Fágner e cabeçada certeira de Diego Souza.

O panorama favorável seguiu até os 30 minutos, quando de forma gradativa foi havendo um recuo. Como o time paraguaio concentrava seus ataques pelo lado direito, Cristóvão inverteu William Barbio e Diego Souza, passando o Cabeleira para o lado esquerdo. Assim, ele auxiliava Thiago Feltri no combate aos adversários. Mesmo atacando mais, o adversário não deu trabalho a Fernando Prass.

O jogo parecia administrável, até que no início do segundo tempo, o árbitro decidiu pela expulsão de Diego Souza, por suposta cotovelada no peito do adversário. A bola estava em disputa e não houve força excessiva no lance, mas a cena do adversário, jogando em casa, no estádio que leva o nome do presidente da Confederação não podia resultar em coisa diferente do cartão vermelho.

Sabíamos que viria pressão, mas apesar da fama, o bicho não era assim tão feio. Ao invés de colocar a bola no chão, os paraguaios abusavam da bola aérea, levantando 32 bolas em nossa área. A maioria foi cortada com sucesso pela firme zaga formada por Dedé e Renato Silva. Mas é difícil resistir e aos 25, a bola foi na direção de Rodolfo, improvisado na lateral esquerda. Ele perdeu a disputa no alto e a bola sobrou para Nuñez, sozinho, fuzilar no canto. Falha coletiva de marcação.

Não era impossível tentar o gol de desempate. O problema foi que nossos jogadores foram "morrendo", um após o outro. Se fosse permitido, ontem o treinador teria colocado todos os reservas em campo. Como só podem três, entraram Rômulo e Allan, além do já citado Rodolfo.

A coisa melhorou após a expulsão de Nuñez, que deixou o jogo em 10 contra 10. Na verdade, muito mais gente do Libertad deveria ter sido expulsa, em especial Samudio, covarde e violento desde o apito inicial. Com a conivência do árbitro, distribuíram pontapés à vontade.

No fim, um chute de Felipe tirou tinta da trave de Muñoz. O grito de gol de milhões de vascaínos ficou entalado para quarta que vem. Desde já temos que recuperar todos os jogadores após este cansativo duelo. Que se coloque um time B ou C contra o Botafogo no domingo. Não fará diferença perder ou ganhar. O que realmente vale é o próximo jogo contra o Libertad.

Aqui, em nossa casa, não haverá espaço para covardia e roubos de arbitragem. Venham com todas as suas armas, pois as nossas serão gritos de apoio e bolas na rede. Vamos esgotar os ingressos e assá-los em nosso Caldeirão.

Força Vascão!


Sds vascaínas a todos!

quarta-feira, 14 de março de 2012

No Paraguai, a luta pela vitória perdida

Nesta quarta-feira, pela 3ª rodada da primeira fase da Copa Libertadores, o Vasco visita o Libertad, às 22 horas. Na segunda colocação do grupo 5, com 3 pontos, o Gigante da Colina enfrenta o líder da chave, com 3 pontos a mais. Será o primeiro duelo fora de casa na atual edição, após 11 anos de ausência da maior competição continental. Sem Juninho, que sequer viajou, o time será comandado pelo Maestro Felipe, presente na conquista de 1998.

Apesar de oriundo da fase preliminar, o Libertad sempre foi considerado o mais duro adversário desta chave. Em campo, os paraguaios vêm confirmando tal condição, com uma goleada em casa sobre o Alianza e uma boa vitória no Uruguai contra o Nacional. Mesmo estando abaixo de Cerro Porteño e Olimpia no quesito torcida, o alvinegro se consolidou como a principal força do futebol guarani nas últimas temporadas.

Já o Vasco carrega o natural favoritismo de todos os times brasileiros, pelo poderio técnico e econômico de nosso país sobre os rivais sul-americanos. A derrota na estréia perante o Nacional foi um banho de água fria. Por sua vez, a vitória na última semana contra o Alianza ainda não derrubou a desconfiança sobre o time, que trava árdua batalha por vaga nas oitavas de final.

Com o revés em casa na primeira rodada, tornou-se obrigatório recuperar esses pontos fora do Rio. Hoje temos a primeira chance, enfrentando justamente o time que se encontra à nossa frente. Um resultado positivo nos igualaria em pontos e faria do duelo da semana que vem em São Januário, um embate pela liderança do grupo.

A vitória de ontem do Alianza sobre o Nacional embolou a chave. Tanto que mesmo em caso de derrota por um gol de diferença o Vasco se manteria na segunda posição. O time peruano, tido como morto, chegou aos seus primeiros 3 pontos e ainda fará dois jogos em casa, estando inclusive em posição mais privilegiada do que nós cruzmaltinos.

Cristóvão terá á disposição, pela primeira vez no ano, o selecionável Rômulo. Sem ritmo, ele começará no banco, com Nilton e Eduardo Costa iniciando ao lado de Felipe. Os nomes à disposição do treinador permitem uma escalação muito parecida com a que conquistou a Copa do Brasil. Resta saber como será o posicionamento de Diego Souza, se centralizado como nos tempos de Ricardo Gomes, ou aberto à esquerda como nos últimos meses.

William Barbio está confirmado no ataque. O jovem chegou a receber elogios do treinador adversário e terá pela primeira vez a sombra de Eder Luis entre os reservas. Uma opção para dar velocidade seria utiliza os dois juntamente com Alecsandro. Na zaga, permanece a dúvida entre Rodolfo e Renato Silva. Pela permanente má fase do camisa 4, eu entraria com o antigo titular, que tem atuado muito bem nos jogos com time misto.

Independente dos nomes, o que não pode faltar é atitude ofensiva. Não custa lembrar que no ano passado perdemos todos os jogos que fizemos fora do Rio pela Copa Sul-Americana. Temos que ir pra cima do adversário, jogar com inteligência e buscar os três pontos. Mais do que nunca, chegou a hora de mostrarmos que não estamos pra brincadeira na Libertadores, mas sim para vencê-la.

Força Vascão!


Sds vascaínas a todos!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Emoção além da conta

Em uma noite em que aconteceu de tudo em São Januário, o Vasco passou pelo Alianza por 3x2 e obteve sua primeira vitória na Libertadores 2012. Com dois gols anulados, dois pênaltis perdidos e uma infinidade de chances desperdiçadas, o Gigante da Colina sofreu para chegar aos três primeiros pontos no Grupo 5, chegando à 2ª colocação da chave. Na próxima quarta o desafio é contra o líder Libertad em Assunção.

O bom público que compareceu à Colina Histórica apoiou o time desde antes do apito inicial. Todos tinham a consciência do caráter decisivo da partida. O time partiu para cima, usando a velocidade de William Barbio do lado direito. Porém quem abriu o placar foi o Alianza, em chutão que encobriu Rodolfo e deixou o atacante livre para marcar. Mais uma falha bisonha do camisa 4 que, apesar de ter qualidade, parece longe de encontrar seu futebol.

Por sorte, o empate não demorou a sair. Diego Souza lançou Barbio, que tocou para o meio. A bola ia ao encontro de Alecsandro, mas o zagueiro rival fez o serviço e igualou o placar com um gol contra. O empate animou a torcida, que já começava a lembrar do roteiro da estréia contra o Nacional.

Pouco depois, Alecgol marcou de cabeça após cruzamento de Diego, mas o camisa 9 estava impedido. A pressão vascaína era grande e muitas vezes parada com faltas. Uma pena Juninho não estar com o pé calibrado, mandando por cima algumas boas chances. O time peruano não chegou mais nenhuma vez ao gol de Fernando Prass.

Como atacávamos de forma intermitente, Nilton se postava como meia, o que não tinha justificativa. Cristóvão então sacou Eduardo Costa para entrada de Felipe, deixando Nilton como único volante e dois meias efetivos. Além disso, tirou Rodolfo, extremamente abalado com a falha e colocou Douglas.

A entrada do Maestro se mostrou acertada desde o seu primeiro toque na bola. O craque deu aula de futebol, com dribles, passes e lançamentos. Uma atuação de gala! E logo no primeiro ataque, o goleiro deu rebote, Carmona meteu a mão na bola e o juiz marcou pênalti, expulsando o zagueiro. Alecsandro escorregou e acabou batendo no travessão.

Nada que desanimasse a torcida, apesar da apreensão cada vez mais clara. A vantagem numérica fez do jogo um ataque contra defesa e aos 10, Juninho cobrou falta no travessão. Era muita coisa dando errada em um dia só, até que aos 14, Dedé cabeceou bola cruzada por Fágner em cobrança de escanteio. Virada e reverência ao Mito!

Em seguida novo gol anulado de Alecsandro. O centroavante não perdia a fé e aos 23, novo pênalti, dessa vez sobre Fágner. Batida no lado oposto e defesa do goleiro. A torcida poupou o artilheiro, mas em nenhum momento se sentia em paz com o placar.

Como positivo o fato do Vasco em nenhum momento ter parado de atacar. A busca pelo terceiro gol era incessante e foi premiada com um terceiro pênalti, aos 35, cobrado por Juninho. Nada mais poderia tirar a vitória e enfim estávamos em paz para festejar.

Não se uma bola vadia jogada para a área não virasse gol do Alianza. Foram mais alguns minutos de preocupação até que o árbitro argentino apitasse o fim do sofrimento. Um sofrimento pra lá de desnecessário, pela diferença abissal entre os times e pelo desempenho em campo, com um domínio total do Vasco.

A elogiar o desempenho do trio da arbitragem, que acertou nos impedimentos e nos pênaltis marcados. Vários lances polêmicos e 100% de aproveitamento. Outra polêmica foram as declarações de Felipe ao fim do jogo, falando sobre seu pouco aproveitamento. Sobre isso, tenho certeza que ele terá a maturidade de não permitir que prejudique o grupo.

Com todas as dificuldades, conseguimos os importantes 3 pontos e agora partimos para dois desafios contra o forte Libertad. Força Vascão!

Charge: Beto_Gomes


Sds vascaínas a todos!

terça-feira, 6 de março de 2012

Vencer a qualquer custo

Nesta terça-feira, pela segunda rodada da fase de grupos da Taça Libertadores, o Vasco recebe o Alianza Lima, às 21h45 em São Januário. Após estrear com derrota contra o Nacional, o Gigante da Colina precisa do resultado positivo para não se afastar da briga pela classificação às oitavas de final.

O inesperado revés em casa, no primeiro jogo na competição, deixou a torcida apreensiva e em estado de alerta quanto à possibilidade de não-classificação. Afinal, reza a cartilha da Libertadores de que é dever vencer em casa e se possível somar pontos fora. Como nossa tabela reserva dois jogos fora do Brasil nos dois últimos jogos, a partida de hoje ganhou cara de decisão.

Na abertura da segunda rodada, o Libertad bateu o Nacional no Uruguai, chegando aos 6 pontos, consolidado na liderança. Uma vitória por dois gols de diferença hoje dá ao Vasco a segunda colocação do grupo, podendo alcançar o time paraguaio nos dois jogos seguintes. Porém, qualquer resultado diferente dos três pontos coloca o cruzmaltino em posição delicadíssima na chave.

O adversário desta noite vive crise financeira, com alguns jogadores inclusive abandonando o Clube. A situação não é diferente da que vivia o Universitario no ano passado e lembramos que nos deram muito trabalho. Mesmo em fase ruim, não devemos esperar moleza. Curiosa foi a declaração de um atacante rival, chamando nossa zaga de lenta. A não ser que ele seja o Usain Bolt, duvido muito que ganhe na corrida do Mito Dedé.

Sem o lesionado Tenorio, o ataque será formado por William Barbio e Alecsandro, com Eder Luis no banco. No meio, dúvida entre Felipe e Juninho, com a possibilidade dos dois jogarem juntos. O restante do time é o mesmo, ainda sem Rômulo, mas com chance de Allan estar entre os suplentes.

Uma notícia animadora desta terça foi a entrevista de Ricardo Gomes ao jornal Lance! O comandante segue em franca recuperação e acompanhando o dia-a-dia da equipe. No máximo em julho ele prometeu retomar as atividades, o que seria uma grande vitória não esportiva, mas do cidadão Ricardo.

Com tantos motivos, é de se esperar que a torcida compareça em massa a São Januário. Quase 7.000 ingressos já foram vendidos e a expectativa é de casa cheia. Uma bela festa está preparada e o ápice dela seria uma grande vitória, mostrando que estamos pra valer na briga em nosso retorno à América.

Força Vascão!



Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Seguir em frente, sem desanimar

Em seu retorno à Copa Libertadores após 11 anos de ausência, o Vasco foi derrotado dentro de casa pelo Nacional pelo placar de 2x1. Jogando muito mal, o Gigante da Colina sucumbiu à boa atuação do campeão uruguaio e frustrou a torcida que lotou São Januário. A próxima partida será apenas em março, contra o Alianza, novamente no Caldeirão.

Com os desfalques de Fágner, Allan e Eder Luís, o Vasco perdeu seus principais jogadores de velocidade. A categoria de Felipe e Juninho se mostrou insuficiente desde o primeiro minuto, haja visto a ótima marcação uruguaia. As poucas jogadas de qualidade apareciam quando Diego Souza chamava a responsabilidade ou quando Thiago Feltri subia, porém sempre sem ter com quem tabelar.

Com a passagem do tempo, mostrou-se a faceta babaca da torcida do Vasco. Como se fôssemos o Barcelona jogando contra o Íbis, vaiavam e pegavam no pé de alguns jogadores, principalmente do jovem Max, que fazia partida mediana. O gol do Nacional aos 29 minutos fez justiça à equipe que praticava o melhor futebol na primeira etapa.

Já sem Max e com o fraquíssimo Fellipe Bastos improvisado na direita, o Vasco sofreu o segundo gol logo no primeiro minuto do segundo tempo, após saída errada de Rodolfo e cabeçada do veloz Sanchéz. Enquanto alguns apoiavam em busca da virada, os manés de sempre voltavam suas cargas, agora para todo o time e comissão técnica.

Nervosa em campo, a equipe passou a errar tudo e por sorte não sofreu mais gols nos minutos seguintes. A sorte começou a virar quando Tenorio entrou em lugar de Felipe, de atuação péssima, errando tudo que tentava. Deu nojo fazer parte de uma torcida que vaiou o jogador com mais títulos em toda nossa história. Quem fez isso, rasgue sua camisa e desapareça de São Januário para sempre.

Na base do abafa, chegamos ao gol aos 28 minutos, com Alecsandro. Mesmo enquanto pressionou, o Vasco não foi melhor que o Nacional, que levava perigo nos contra ataques. Os seguidos ataques atabalhoados quase deram resultado aos 45, quando Tenorio, de cabeça empatou. Porém o equatoriano, que jogou bem, estava impedido.
Fim de jogo em São Januário e reestréia com derrota na Libertadores. Ainda faltam 5 jogos nesta primeira fase e muita coisa ainda vai acontecer. O jogo de ontem deve servir de lição para que possamos jogar melhor nos próximos jogos e buscar a vaga, ainda muito provável.

* Ontem vi no Twitter alguns torcedores vascaínos de outros estados lamentando por não poderem estar em São Januário em um momento tão importante da retomada do nosso Clube. Enquanto isso, no estádio, alguns que tem o privilégio de morar no Rio, se preocupam mais em encher o saco do que torcer.

Há muitos e muitos anos freqüento estádios assistindo ao Vasco e é impressionante o que acontece em São Januário. Existe uma cambada, infelizmente enorme, que vai às arquibancadas desabafar suas frustrações da vida pessoal e ao invés de colaborarem, atrapalham o time. O cara briga com Deus e o mundo, é um infeliz e no campo grita que "paga o salário" do jogador. Na boa, com o que um torcedor gasta com ingressos, não paga nem os vencimentos do gandula.

Temos no elenco o melhor lateral direito do país e um reserva que sempre dá conta do recado. Ontem precisamos utilizar a 3ª opção e pense em quem é o 3º lateral direito do Real Madrid. Algum craque? Era nosso dever dar moral para o Max, principalmente por ser este o jogo da vida dele, nunca que faria corpo mole. Aí vem a torcida e inferniza o moleque, que se esforçava e jogava na média da equipe, melhor até que alguns medalhões.

Críticas e cobranças são normais, vão acontecer enquanto existir o esporte. Mas por quê não incentivar na mesma proporção? A torcida foi MUDA, não incorporou o espírito de uma competição duríssima que não disputávamos a onze longos anos. Jogamos contra um Gigante das Américas, que vem disputando Libertadores a 16 anos seguidos.

Felipe jogou mal demais. Péssimo, lento, sem criatividade e ele é o primeiro a saber disso. Daí a vaiar um dos maiores ídolos da história vai uma longa distância. Jogadores-símbolo como o Maestro temos a obrigação de aplaudir até passe errado.

Quanto às vaias e ofensas de burro ao treinador Cristóvão Borges, não vi tantos erros. Dos 25 inscritos, 3 estavam lesionados e um suspenso, então ele deixou de fora do banco o goleiro Diogo Silva, o zagueiro Douglas e o meia Abelairas, ainda fora de forma. A escalação foi a mesma que 99% dos torcedores colocaria em campo.

Sobre a entrada de Bernardo, vejo hoje o Xodó como um jogador sem posição, no modo que o time joga. Não rende bem aberto pelos lados e ainda teria o problema do temperamento, em um jogo que estava muito pegado. Se ele entra e é expulso, isso faria do Cristóvão um gênio?

Quem quiser jogar junto com o time será sempre bem-vindo em São Januário. Cobrar com consciência é e sempre será válido. Porém, se vaias e xingamentos ajudassem, não teríamos sido rebaixados em 2008 e o Jorge Luiz seria um Dedé.

TODOS somos Vasco! Diretoria, comissão técnica, jogadores e torcida, UNIDOS, fazem um VASCO ainda mais forte!

Charge: Beto_Gomes


Sds vascaínas a todos!