segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O fundo do poço

* Caso alguém esteja estranhando a falta de textos, afirmo que ela não é casual. Não há nada mais a falar do que tudo que está aí embaixo. Ou melhor, há sim:
Dinamite, desapareça do Vasco. Você não tem mais apoio dos aliados, respeito e nem confiança dos atletas e funcionários. Está isolado em sua incompetência política e administrativa. Seu único esforço parece ser para afundar o Clube ainda mais. Peça para sair e vá ser o que você nunca foi, um bom deputado.
O título do texto pode parecer estranho para falarmos de um time que ocupa a 5ª colocação, após mais de um ano entre os 4 primeiros colocados. Porém, é exatamente neste lugar que se encontra o nosso amado Club de Regatas Vasco da Gama. Os próximos parágrafos serão uma análise detalhada de por que um time que há um ano era um dos melhores do país, hoje joga um futebol de candidato ao rebaixamento, sem nenhuma perspectiva de melhora no curto ou médio prazo.
Pra começar, vamos falar da diretoria. Roberto Dinamite é um cidadão inexperiente e despreparado para o cargo. Isso nós já sabíamos desde muito antes dele assumir a presidência. Para nossa sorte, ele trouxe Rodrigo Caetano no início de 2009 e ao menos o futebol caminhava decentemente. Os problemas de salários já estavam lá, as divisões de base sucateadas também, mas o melhor diretor do Brasil conseguia segurar as pontas e fazer o time render.
Quem teve a oportunidade de conhecer Rodrigo sabe de seu imenso carinho pelo Vasco. Nem isso foi capaz de segurá-lo no Clube, aturando todas as coisas erradas que aconteciam e continuam acontecendo. Sem ele, somos comandados por um bando de incompetentes, que não têm a mínima idéia do que estão fazendo ali. Não pagam salários, deixam faltar água, vêem um menino morrer fazendo teste no Clube e expõem um Gigante a vexames que parecem infinitos.
Mesmo com o bom trabalho de Rodrigo, o título da Copa do Brasil (e a ótima temporada de 2011) só veio graças ao bom trabalho de Ricardo Gomes e Cristóvão Borges. Eles foram responsáveis por construir um grupo unido, dedicado e identificado com Clube e torcida. Nem os constantes atrasos nos salários prejudicavam o rendimento dentro de campo.
Então veio a doença de Ricardo Gomes, a torcida demitiu Cristóvão Borges e veio Marcelo Oliveira. Nada contra ele, mas pra treinar um clube com tantos problemas como o Vasco, o cara tem que ser mais do que um montador de times, o que foram Ricardo e Cristóvão.
E os jogadores? Cabe dizer que mesmo nos melhores momentos do ano passado, nunca fomos brilhantes. Raramente goleávamos e vencíamos muito, mas sempre de forma dura e com muita vibração. Pequeno, o elenco era na conta do chá e sinceramente, alcançava resultados melhores do que poderíamos pensar com aqueles jogadores.
E o que acontece quando um time que vence apertado perde dois jogadores? Ele empata. E quando fica sem 4? Ele perde. É isso que acontece com o Vasco. Hoje nosso time é FRACO! Temos apenas 3 jogadores de alto nível: Juninho, Tenório e Dedé. E se pensarmos o futuro, veremos que seria melhor que o tempo parasse.
O Reizinho está na reta final da carreira. Em pouco tempo, ele não estará mais ali para nos salvar. Tenório é um guerreiro, um leão, mas tem sofrido com lesões e fica mais tempo fora do que dentro de campo. E Dedé? É um zagueiro do mais alto calibre e que justamente por isso, não ficará mais tempo sofrendo ao lado de jogadores medíocres, em um time que não brigará por título nenhum.
E então, o que fazer? Contratar? Seria a saída, mas...Se olharmos o histórico de contratações, o Vasco há muitos anos não contrata um jogador que seja cobiçado por outro clube, que seja desejado pelo mercado. Pegamos promessas de times pequenos ou atletas sem mercado, como Alecsandro. Que grande jogador quer atuar no Vasco? Quem se dispõe a trabalhar sem saber quando vai receber? Tendo duas propostas nas mãos, quem vai preferir trabalhar no Vasco ao invés de outro Clube, mesmo que sea um time menor? Ninguém!
Aí vem você e diz que temos que apostar na base. Corretíssimo, meu amigo, não fosse a situação que ela se encontra. Sem estrutura, sem uma rede decente de captação de atletas, sem nada que dê esperanças de que dali vá sair um grande jogador. Se pensarmos em Rômulo e Allan, veremos que eles chegaram ao Vasco já na fase final de formação. Marlone? Um ótimo menino, mas que nunca pegou seleção de base e não é capaz de justificar tanta esperança de uma torcida desesperada por soluções.
Faltam poucas rodadas, então o Vasco deve fechar o ano ali entre os 7 primeiros colocados. Pouco pra quem sonhou com o título, mas bom demais perto do que está por vir. Não há absolutamente NADA que dê esperança de um futuro melhor.
Compare a situação do Vasco com a de qualquer outro Clube. Nenhum combina tão perfeitamente má administração, time ruim, desgraça financeira e falta de divisão de base.
Sorte a minha que não vi mais aquele fiasco de ontem. Estava num show do Patati-Patatá, dois palhaços bem engraçados. Bem melhor do que na minha relação com este Clube que tanto amo, onde o palhaço sou eu e não há nenhum sorriso...
Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

E agora, a culpa é de quem?

09 de setembro, 20:25. O Vasco perde para o Bahia por 4x0 e um amigo, grande conhecedor de futebol, me manda o seguinte torpedo: "Estamos ferrados. Campeonato acabou mesmo. Cristóvão vai pagar o pato". O que veio em seguida todos já sabemos. O treinador foi demitido, outro foi contratado e algumas vitórias vieram. Com elas, a ilusão de que a situação estava melhorando e seria possível ficar no G4. Esperança que parece não ter durado mais que um mês. A derrota em casa para o São Paulo deixa o rival a apenas um ponto de tomar o quarto lugar, posição que há tempos o Vasco não merece ocupar.
Se você, que hoje lê este texto, me deu a honra de sua visita no dia 10/09, vai se lembrar do que escrevi. De que adiantaria mudar treinador se o problema era os jogadores? NÃO temos hoje nenhum lateral decente e o ataque se resume a Tenório, com frequentes problemas físicos. Nosso jogo se resume ao Juninhobol, que pode ser suficiente pra ganhar partidas contra times ridículos como Palmeiras, Figueirense e Atlético-GO. Só que contra grandes,o buraco é mais embaixo e nem mesmo uma lenda viva como o Reizinho vence sozinho.
Ontem nas arquibancadas minha sensação era de impotência. A mesma devia ser sentida pelos jogadores. Porque se o Osvaldo tira o Auremir pra dançar, isso é natural, afinal, um joga muito e o outro não joga nada. O Luis Fabiano mete um gol de fora da área enquanto o Alecsandro não tem força. Aliás, nosso camisa 9 tem muita razão quando vai à imprensa reclamar de salários atrasados. Isso deve estar prejudicando a sua alimentação e consequentemente, seu rendimento nas finalizações, cada vez mais fracas.
Aí vem o torcedor do meu lado e diz que esperava mais do Marlone. Sinceramente, ele foi acima das minhas expectativas. Buscou o jogo, correu, driblou, acertou e errou. Outro, mais idoso, reclamou do treinador por não colocar o Fellipe Bastos no banco. Logo o Bastos, que a todo jogo é vaiado e xingado. Outro dia foi a ausência do William Barbio que foi criticada. A que ponto chegamos.
Pelo menos dessa vez não vaiaram o Marcelo Oliveira. O torcedor é apaixonado e age por impulso, mas não é idiota. Já viu que o time é ruim, pode colocar quem for para treinar. Bastava olhar para os jogadore de branco e perceber que ali estava um time muito superior ao nosso.
Faltam 9 jogos. Destes, três são clássicos, além de Santos, Corinthians, Internacional e Atlético-MG. Quando a bola rola, a nossa esperança reacende. Aqui, olhando pra este computador, vejo que nossa última vitória sobre um time da parte de cima da tabela foi contra o Botafogo, em 25/07.
É, acho que meu amigo estava certo: "Acabou"
Charge: Beto_Gomes
Sds vascaínas a todos!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Decisão!!! Menos para a CBF...

Nesta quarta-feira, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Vasco recebe o São Paulo em São Januário, às 22 horas. Na 4ª posição, com 50 pontos, o Gigante da Colina enfrenta seu mais próximo perseguidor. Há algumas rodadas no 5º lugar, o Tricolor do Morumbi faz o seu jogo mais importante no campeonato, tentando colar no G4.
Poucas vezes o apelido “jogo de seis pontos” se encaixou tão bem. Afinal, o resultado desta noite mudará o destino de vencedor e vencido na competição. Para o Vasco, uma vitória significa abrir sete pontos de frente para o São Paulo e faltando apenas 27 a serem disputados, dificilmente seremos alcançados.
Já o empate mantém a diferença em 4, mas é pior para o Vasco. Isso porque nossos próximos jogos serão mais difíceis do que os do time de Luis Fabiano e companhia. Já uma derrota, diminui a diferença para apenas um ponto, além de produzir efeito moral oposto nas duas equipes.
Curiosamente, o clássico, que já valeu título brasileiro, tem se caracterizado por maior sucesso dos visitantes. Para ilustrar, basta dizer que não vencemos o São Paulo em São Januário desde 2005, enquanto vencemos as últimas duas partidas no Morumbi. Eu mesmo nunca vi no estádio uma vitória vascaína sobre o Tricolor paulista.
O jogo está sendo tratado por todo o país como o mais importante da rodada. A exceção é a CBF, que organiza o campeonato e ao mesmo tempo desfalca as equipes de seus melhores jogadores. Dedé e Lucas, dois craques, deveriam estar em campo hoje à noite, mas estão na Suécia com a seleção para o amistoso contra o poderoso Iraque.
Não bastasse isso, colocou árbitros praticamente desconhecidos nos jogos de um campeonato que se aproxima de seu fim, com todos os jogos envolvendo alguma disputa por competição continental ou rebaixamento.
Para o lugar do Mito, Marcelo Oliveira escalou Rodolfo, que fará companhia a Renato Silva. No meio, com a suspensão de Carlos Alberto, o jovem Marlone fará sua estréia como titular. Aos 20 anos, muitos deles vividos dentro de São Januário, o jovem tocantinense é esperança de bom futebol em uma posição carente desde a saída de Diego Souza.
Dada a importância do duelo, a torcida deve comparecer em grande número à Colina. E que o comportamento dos vascaínos em Goiânia sirva de exemplo para aqueles que preferem fazer do estádio local para expor suas frustrações, ao invés de incentivar o time.
Hoje, não interessa nem um pouco se vamos jogar bem ou mal. Se o gol sairá dos pés de um craque, de um pereba ou se será contra. O que vale é sair com os três pontos, como foi contra o Dragão Goiano.
Força Vascão!
Charge: Beto_Gomes
Por: Diego_Louzada
Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Ele é o cara

E venceu o favorito! O melhor e mais preparado candidato a craque do jogo de sábado garantiu mais três pontos para o Vasco, na luta por uma vaga na Libertadores. Olha que demorou bastante até, no apagar das luzes, o camisa 08 fazer a alegria dos milhares de vascaínos que lotaram o Serra Dourada. Para vencer essa, nosso Rei contou com a preciosa ajuda de um Maestro que andava em baixa, mas foi fundamental no sábado.
É fato que o Vasco jogou mal, muito mal. Inclusive, poderia ter perdido o jogo, mesmo tendo um jogador a mais desde o início da partida. Só que, além de Juninho, teve um diferencial a favor, como poucas vezes nesta temporada: a torcida. Logicamente haveria mais vascaínos que atleticanos. Porém, a postura de apoiar até o fim, mesmo com o time jogando mal, ajudou a transformar a pressão em gol.

Houve a ajuda de um adversário. Gustavo fez falta, reclamou e xingou o árbitro de forma clara, um absurdo para um atleta profissional. Expulso corretamente, deixou seu time com um a menos e sendo atacado intermitentemente. Só que atacar não é bem o forte do Vasco e parecia que o time ficava tentando descobrir de que forma vazar a meta rival.
Enquanto isso, ficava exposto ao risco de contra ataques, quando Fernando Prass apareceu bem. Foi assim durante todo o jogo, até a bola milagrosa dos 41 minutos, quando Felipe rolou com carinho para Juninho explodir a rede e a torcida. Belo gol construído por dois dos maiores ídolos da história vascaína.
E para uma torcida animada e contagiante, valeu muito a pena ter esperado até o fim para ver um craque incomparável garantir mais uma vitória. O gol marcado faz de 2012 o ano em que Juninho mais fez gols com a camisa do Vasco. Uma prova de que para nosso Reizinho, o tempo parece não passar.
Que venha o São Paulo e a decisão de quarta-feira.
Força Vascão!
Charge: Beto_Gomes
Por: Diego_Louzada
Sds vascaínas a todos!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

8, 26, 10...quem será o eleito do Vascão?

Neste sábado, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Vasco visita o Atlético-GO, às 16 horas. Na 4ª colocação, com 47 pontos, o Gigante da Colina já acumula 4 jogos sem derrota e tenta se aproximar de Atlético-MG e Grêmio. Por sua vez,  o Dragão goiano está na última posição, bem perto de retornar à segunda divisão.
A vitória contra o Figueirense animou a torcida. Evidentemente, era nossa obrigação bater o vice-lanterna, mas o time mostrou qualidade e criou muitas chances. Prova disso, é que este foi o jogo em que mais vezes chutamos a gol em todo o campeonato. Muitos sorrisos, muitas camisas na rua, mas logo veio a má notícia. Tenório, nosso melhor atacante, ficará 3 semanas longe dos gramados. Com isso, Éder Luís volta ao time titular, fazendo dupla com Alecsandro.
Sem o Demolidor, as esperanças ficam depositadas em Juninho. O candidato mais inteligente e experiente está confirmado com o número 8. Lá atrás, aquele que nos defende dos ataques dos rivais mal-intencionados. Com o número 26, Dedé volta do passeio à Argentina com fome de bola. Quem precisa mostrar serviço é nosso 10, Carlos Alberto. De volta aos titulares, ele segue sendo visto com desconfiança. Como já é experiente em vencer o Dragão, parece a escolha certa neste momento.
Há também o candidato de número desconhecido, Marlone. Jovem, ele mostra muito amor à camisa e quer mostrar que pode ser o diferencial para a equipe. Em baixa, o número 9 Alecsandro tem como objetivo não deixar com que a torcida sinta falta do candidato gringo, Tenório. Outros que não contam com tanto favoritismo, mas podem surpreender são os camisas 19 e 77, Nilton e Wendel.
Faça sua aposta! Quem será o eleito para comandar mais uma vitória vascaína neste Brasileirão?
Força Vascão!
Charge: Beto_Gomes
Sds vascaínas a todos!
* A utilização dos números trata-se de uma brincadeira sem nenhuma relação com a eleição de verdade, no próximo domingo. Faltam dois dias para um momento decisivo em todas as cidades do país. Pense e pesquise sobre o seu candidato antes de digitar o número na urna. Por mais que eles se esforcem pra que pensemos o contrário, política é coisa muito séria.
Não troque seu voto por favor algum. Aquele que hoje lhe ajuda, usará o mandato como forma de recuperar os seus gastos de campanha. Vote em quem tem vontade de trabalhar para a sua cidade e que seja de fato representante dos que o elegeram.

sábado, 29 de setembro de 2012

Vitória com a marca do Rei

Pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Vasco recebeu e venceu o Figueirense por 3x1. Após sair atrás no placar, o Gigante da Colina reagiu e contou com atuação inspirada de Juninho para chegar aos 47 pontos, que garantem a 4ª posição até, no mínimo, o fim deste fim de semana. Além do Reizinho, marcaram o jovem Luan e o Demolidor Tenório.
Em bom número, a torcida assistiu a um início animador do Vasco. O time foi pra cima do Figueira, criando algumas boas oportunidades antes dos 10 minutos. Porém, na primeira vez que passou do meio-campo, o adversário marcou. Em contra-ataque, Caio avançou e tocou na saída de Fernando Prass. O lance se originou de um erro absurdo de marcação após um escanteio no ataque.
Poderia ser preocupante, se o Vasco não seguisse atacando de forma permantente. Era chance atrás de chance, principalmente com Juninho e Tenório, sempre brigador. Thiago Feltri apareceu bem na frente e deve retomar a vaga de titular, já que William Matheus passa por momento terrível. As tabelas com Wendel levaram sempre perigo ao gol de Wilson.
Porém, o gol de empate acabou vindo pela direita. Logo após chegada perigosa do Figueira, Juninho recebeu na entrada da área e rolou para Luan, que chutou com força, estufando a rede que conhece tão bem, já que é cria da casa. Primeiro gol do camisa 14 como profissional.
O empate da primeira etapa era injusto e o segundo tempo veio logo com a justiça. Foi a vez de Luan passar para Juninho e o Rei cruzar para Tenório cabecear, virando o jogo. O Demolidor mostra a cada partida que é a principal opção de ataque da equipe.
Vantagem justa, mas perigosa. Afinal, o Figueirense adora ser pedra em nosso sapato, tanto que não os vencíamos desde 2006. Júlio César, substituto de Caio, deu trabalho a Fernando Prass. Veio logo na mente o filme do ano passado, quando no final do jogo, Aloísio estragou a festa do retorno de Juninho. Bom, acho que nosso craque lembrou disso...
Após servir os companheiros por duas vezes, foi a vez de ele mesmo marcar. Após cobrança de escanteio, Dedé deixou a bola em perfeitas condições para o Rei fuzilar, marcando um golaço. Curiosamente, ele deveria ter cobrado o escanteio, mas estava no centro do gramado, já se poupando. Caminhou lentamente até a meia lua e dali viu a bola se apresentar àquele que melhor a trata.
Com o placara garantido, restou à torcida comemorar mais três pontos. A fraqueza do adversário era o que menos importava. Cada jogo agora é uma decisão e vencemos a primeira. Faltam 11!
Força Vascão!
Charge: Beto_Gomes
Sds vascaínas a todos!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Proibido tropeçar

Neste sábado, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Vasco recebe o Figueirense em São Januário, às 18h30. Na 4ª colocação, com 44 pontos, o Gigante da Colina tenta se manter no grupo dos times que se classificam para a Libertadores. Inconstante nas últimas rodadas, o cruzmaltino vem assistindo a uma perigosa aproximação de São Paulo, Botafogo e Internacional. Já o time catarinense, com 22 pontos, luta desesperadamente contra o rebaixamento.

Da ótima campanha do início do campeonato, nada sobrou. Nem mesmo a ótima pontuação que vinha nos mantendo com folga no G4. A realidade hoje é bem diferente e agora temos 12 rodadas para garantir uma sofrida quarta colocação. A batalha deste fim de semana é a primeira em que não podemos vacilar. Afinal, pela primeira vez a distância para o 5º colocado é menor que três pontos, o que pode nos tirar a posição imediatamente.
Será a primeira partida de Marcelo Oliveira em São Januário e o treinador optou por uma escalação bastante alternativa. Na lateral-direita colocou Luan improvisado, já que Jonas está suspenso. A estratégia lembra a adotada na derrota para o Bahia, que terminou com a demissão de Cristóvão Borges. A diferença é que agora usamos um zagueiro na direita, quando daquela vez foi na esquerda.
No meio, Nílton retorna e a criação novamente ficará a cargo de Juninho e Felipe. A opção, que já se mostrou errada diversas vezes, parece uma oportunidade de jogar para a torcida, que sempre cobrava isso do treinador anterior. Os treinos da semana mostraram que o time terá como foco atacar pelo lado esquerdo, apostando em Thiago Feltri, que retorna ao onze titular.
O adversário, mesmo jogando fora de casa, precisa da vitória a qualquer custo. Destaque para a dupla de ataque formada por Caio e Aloísio, que juntos já fizeram 17 gols. No banco, Loco Abreu, grande rival dos tempos de Botafogo.

Para alcançar a necessária vitória, o Vasco precisará quebrar um tabu. Há seis jogos não vencemos o Figueira em jogos da Série A, seja no Rio ou em Floripa. No jogo do primeiro turno, empate em 1x1, com gol de Diego Souza. Em 2008, os dois times foram rebaixados abraçados, com o alvinegro catarinense vencendo o jogo no Rio por 4x2.
Com ou sem tabu, não pode sequer passar pela cabeça dos jogadores a hipótese de empatar. Se para a imprensa o discurso é de ainda brigar pelo título, perder qualquer ponto em casa, contra um adversáro inferior, pode significar o adeus a qualquer sonho nesta temporada.
Força Vascão!
Charge: Beto_Gomes
Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Não viu? Você não perdeu nada

Segunda-feira costuma ser um dia de muitas visitas aqui no blog. Como em todo pós-jogo, a galera vem pegar charge, ler um pouco nossa opinião e os que não viram o jogo, saber um pouco do que aconteceu. Infelizmente hoje não poderei ajudar vocês. Se você estava fazendo qualquer coisa às 16 horas de ontem, pode ter certeza: não perdeu nada. O jogo de ontem entre Ponte Preta e Vasco foi chato, insuportável, sonolento, uma ofensa ao esporte mais apaixonante do planeta.

Os atletas pareciam estar ali batendo ponto, cumprindo apenas com um dever profissional. Faltou tesão, faltou paixão, faltou tudo que caracteriza uma partida competitiva. Não vou nem comparar com uma pelada de rua, porque quem já jogou sabe que isso é coisa muito séria.
Ainda bem que o resultado foi ruim para os dois times. Se o empate fosse conveniente, com certeza haveria acusação de combinação de placar, já que ninguém fez o mínimo esforço pra vencer. Fico imaginando o pobre torcedor que foi ao estádio ontem, que por morar em outro estado, tem poucas chances de ver o Vascão (?!?) jogar.
Pior para o Vasco, que agora vê o São Paulo bem de perto no retrovisor. A distância é cada vez menor e, com toda sinceridade, sair do G4 é questão de tempo. O Tricolor Paulista e o Botafogo vêm em nossos calcanhares, prontos para morder. Como não corremos, logo seremos alcançados.
Falando em correr...Tivemos em campo um meio-campo de 200 anos, com Eduardo Costa, Wendel, Juninho e Felipe. Os laterais têm pregos nas chuteiras e o centroavante é imóvel, depende de que a bola chegue para empurrá-la para a rede.
A pouca esperança de gols se resume a Tenório. Não que o Demolidor seja um gênio, mas ele corre, batalha pela chance e se a bola não chega, vai buscar. A volta do camisa 11 é fundamental para o duelo contra o Figueirense, no próximo sábado.
Faltam 12 rodadas e minhas expectativas são as piores possíveis. Mesmo assim, seguirei torcendo e sábado estarei na Colina torcendo para uma vitória...
Força Vascão!
Charge: Beto_Gomes
Por: Diego_Louzada
Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Uma rodada a menos

Pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Vasco enfrentou o Cruzeiro em Varginha e ficou no empate em 1x1. Em uma partida repleta de emoções, o Gigante da Colina chegou ao seu 43º ponto na competição, permanecendo na 4ª posição. Faltando 13 jogos, o time tem 4 de vantagem para o 5º colocado e 10 de desvantagem para o líder Fluminense.
Com uma rodada em que nenhum dos três primeiros colocados venceu, uma vitória poderia reviver o sonho vascaíno do pentacampeonato. Como diminuímos a diferença em apenas um ponto, temos agora menos um jogo para cumprir uma missão cada vez mais difícil. Por outro lado, mantivemos a vantagem para o perseguidor mais próximo. Ou seja. Uma rodada a menos para que São Paulo e Botafogo tentem nos alcançar no G4.
Contando com uma boa presença de sua torcida na cidade do interior mineiro, o Vasco foi pra cima, tentando se aproveitar da vantagem de jogar em campo neutro. Antes do primeiro minuto já tivemos um escanteio a favor, no que era um bom prenúncio. Todavia, a primeira chegada do Cruzeiro foi fatal. Éverton avançou pela esquerda, cruzou e Renato Silva desviou contra. Em sua estréia, Marcelo Oliveira já deve ter sido chamado de burro por muita gente, por ter optado por um zagueiro totalmente sem ritmo de jogo, parado há quase 3 meses.
Mesmo com a desvantagem, o desempenho era animador. Isso porque o novo treinador centralizou mais Carlos Alberto e fez Éder Luís jogar como em seus melhores momentos no Vasco. A má fase técnica dos dois jogadores persiste, mas taticamente eles foram colocados onde rendem mais. O gol acabou vindo de forma bem manjada. Juninho cobrou falta venenosa, Fábio soltou e Nílton chutou com violência para estufar as redes, aos 27 minutos.
Para o segundo tempo, o Vasco voltou melhor e contando com a força de Tenório. O Demolidor corre, briga, chuta, é um atacante completo. Seu estilo de jogo se encaixa muito mais do que o de Alecsandro, que fica mais fixo, esperando as bolas, que nem sempre chegam.

Nosso camisa 11 teve duas chances. Na primeira, driblou Fábio, mas chutou para fora. Na segunda, aproveitou vacilo da zaga e mandou para o gol. O bandeirinha, porém anulou o lance. Um absurdo, já que a assistência dupla foi dada por cruzeirenses.
O jogo ficou muito animado, cheio de chances de gol. Os jovens John Cley e Romário Côrrea entraram bem, mostrando que merecem mais oportunidades. Quem foi bem demais foi Dedé. Foi sua melhor atuação após a lesão. Por pouco, o Mito não fez o gol da vitória.
Pelo que jogamos, merecíamos melhor sorte. Porém não é hora apenas de lamentar. O time mostrou espírito aguerrido e um melhor poderio ofensivo. Isso será fundamental nessa reta final, onde precisamos ter como objetivo no mínimo o 3º lugar. Caso o campeão da Sul-Americana seja um time brasileiro, o 4º colocado perde a vaga. Logo, não podemos contar com a sorte.
Força Vascão!
Charge: Beto_Gomes
Sds vascaínas a todos!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Boa sorte, professor Marcelo!

Neste domingo, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Vasco visita o Cruzeiro às 16 horas, na estréia de Marcelo Oliveira como treinador cruzmaltino. Com 42 pontos, na 4ª colocação, o Gigante da Colina encara uma Raposa ainda com esperanças de chegar nos líderes da competição. Punido pelo mau comportamento de sua torcida, o time celeste terá que mandar a partida em Varginha, interior de Minas Gerais.

A rodada do meio de semana acabou sendo favorável ao Vasco. Apesar das vitórias dos três times a nossa frente, os perseguidores tropeçaram e abrimos vantagem de 4 pontos para o 5º colocado. Com isso, aconteça o que acontecer no final de semana, aumentaremos o recorde de permanência no G4 para 50 rodadas. A missão do novo treinador é, mesmo com o elenco enfraquecido, permanecer ou melhorar a classificação atual.

No primeiro turno, o time mineiro nos venceu por 3x1, em São Januário. Como ressaltamos na época, perder na Colina para o Cruzeiro se tornou uma infeliz rotina nos últimos anos. No ano passado, também perdemos em casa, mas devolvemos o placar com atuação épica de Diego Souza. A torcida é para que a história se repita, agora com outro protagonista.

Alguns desfalques marcarão a primeira partida sob novo comando. Douglas, Felipe e Alecsandro estão fora. Com isso, Marcelo Oliveira terá que escolher entre Fabrício e Luan, o novo companheiro de Dedé. Já o Maestro seria reserva, enquanto o camisa 9 ficará de fora pela primeira vez. Aliás, é bom que se diga. Podemos discutir a qualidade do nosso centroavante, mas ele sempre se mostrou comprometido e presente, o que é importante em um elenco em que ele era o único jogador de área durante a lesão de Tenório.

O Demolidor fará dupla com Éder Luís. Essa combinação é a preferida de muitos torcedores, desde que os dois estejam em devidas condições físicas. Ainda resta a dúvida sobre a armação, com Carlos Alberto podendo retornar após alguns jogos fora.

Começar com o pé direito é muito importante para o trabalho de Marcelo Oliveira. A torcida nem sempre se mostra paciente e ele pode sofrer com o que outros já sofreram em um passado recente. Além disso, o Clube está uma verdadeira bagunça administrativa e os tropeços podem fazer a situação ficar ainda pior.

O novo treinador terá a dura missão de conduzir esse time a Libertadores praticamente sozinho. Sem um vice-presidente de futebol, um diretor que está com a corda no pescoço e um presidente cada dia mais isolado, o sucesso vascaíno dependerá unicamente do que fizerem time e comissão técnica.

Que Marcelo Oliveira tenha sucesso na missão!

Força Vascão!

Charge: Beto_Gomes


Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Vitória e novo ânimo

Na primeira partida após a saída de Cristóvão Borges, o Vasco venceu o Palmeiras em São Januário por 3x1. Contando com grandes atuações de Juninho e Tenório, o Gigante da Colina deu um chega pra lá na má fase e se firmou no G4, agora com 42 pontos. A partida foi assistida pelo novo treinador Marcelo Oliveira, que estréia domingo, contra o Cruzeiro.

No texto pré-jogo de ontem, dissemos que Vasco e Palmeiras têm feito jogos chatíssimos nos últimos anos. Porém ontem, apesar de jogarem para um estádio às moscas, as equipes tinham o dever de atacar. O Vasco para seguir entre os líderes e o Verdão para sonhar com a saída da zona de rebaixamento. No início, uma blitz cruzmaltina, que não resultou em gol. Com o passar do tempo, o time paulista cresceu, chegando ao gol aos 23, com Luan, após cruzamento na área. Apesar de ridicularizado pela sua torcida, é impressionante a sorte que este jogador tem contra o Vasco, sempre deixando sua marca.

Com o estádio vazio, qualquer reclamação da arquibancada era perfeitamente ouvida pelos atletas em campo. Assim, o clima poderia ficar terrível se o empate demorasse a chegar. As faixas de protesto contra a diretoria já demonstravam isso. Para nossa sorte, em cruzamento na área, Alecsandro desviou para Tenório empurrar para as redes, igualando o placar.

O primeiro tempo mostrou um time tentando acelerar as jogadas, mas também apelando para as bolas aéreas, buscando os dois atacantes de força. As subidas de Juninho e Wendel foram boas alternativas e mostram um bom caminho para o novo treinador. O jovem John Cley mostrou melhor desempenho que na estréia contra o Bahia.

E a virada veio em ótimo momento. Logo no primeiro ataque do segundo tempo, aos 4 minutos, Juninho cruzou na cabeça de Nílton, que já vinha há tempos merecendo um gol. E se estar na frente é sempre bom, contra um time desesperado isso se torna ainda melhor. Era visível a tensão dos jogadores palmeirenses. Aos 13, Felipe entrou no lugar de John Cley, ajudando a administrar o placar.

Se algo correu mal no Vasco foi o lado direito da defesa. Max mais uma vez deixou a desejar e não tivesse Dedé o cobrindo, a coisa seria trágica. Em lance com inversão de papéis, Tenório lançou Juninho, que com categoria jogou a última pá sobre a esperança palestrina, 3x1.

Com um pouco mais de capricho, poderíamos ter saído de campo com uma goleada. Não que tenhamos sido brilhantes, longe disso, mas a situação moral do adversário é lamentável. Sem nada a ver com isso, cumprimos a obrigação de garantir três importantes pontos.

Agora começa a Era Marcelo Oliveira. De cara, dois jogos fora de casa. É hora de ganhar moral e crescer, garantindo no mínimo a posição atual.

Força Vascão!

Charge: Beto_Gomes


Sds vascaínas a todos!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Recomeçar

Nesta quarta-feira, o Vasco recebe o Palmeiras às 22 horas em São Januário buscando não apenas mais três pontos. O Gigante da Colina procura reencontrar o rumo para se manter no G4 até o fim do campeonato. Antes postulante ao título, o time viu o desempenho cair nos últimos dois meses. A má fase culminou com a saída do treinador Cristóvão Borges. Nesta noite, o time será comandado por Gaúcho. A partir de amanhã assume Marcelo Oliveira, contratado nesta tarde. Ele assina contrato até o fim de 2013.

Como esperado, Cristóvão Borges sucumbiu à pressão da torcida. Ele acabou pedindo demissão, mesmo contra a vontade do elenco e da diretoria. Como todo treinador, Cristóvão acertou e errou, com vantagem para os acertos, demonstrados pelo ótimo aproveitamento e desempenho nas competições que disputou. Mesmo assim, nunca teve o carinho de grande parte da torcida. Lembro-me bem de seus primeiros jogos, ainda em 2011, quando já sofria com os chamamentos de interino, estagiário e outras bizarrices. Ao contrário de outros "treinadores de ofício", ele não tinha o direito de errar. Uma enorme injustiça já que todos os treinadores do mundo têm suas opiniões contestadas, do mais famoso ao mais desconhecido.

Infelizmente acabou sua passagem pela Colina e agora os dois lados precisam seguir suas vidas. Para o Vasco, em um primeiro momento, tende a ser bom. Na cultura burra do futebol brasileiro, toda troca no comando dá uma sacudida no elenco e fica mais fácil ficar no G4 sem Cristóvão, do que com ele. Isso não é um elogio a Gaúcho, Marcelo Oliveira ou a qualquer outro que assumisse. É uma constatação óbvia do que sempre acontece.

Para o jogo de hoje, Gaúcho terá uma equipe menos desfalcada do que no último domingo. Dedé, William Matheus e Wendel voltam ao time. Na lateral direita, sem Auremir ou Jonas, Max terá oportunidade. Já no ataque, Tenório começará jogando, ainda sem ritmo suficiente pra agüentar os 90 minutos. Com John Clay como único armador, fica a dúvida sobre qual seu posicionamento em campo. Contra o Bahia, ele foi muito mal no lado esquerdo, o que sugere que seja escalado na armação central hoje.

O Palmeiras vem desesperado em busca dos 3 pontos fundamentais na luta contra o rebaixamento. Inúmeros problemas levaram o time de Felipão a esta situação, mas há bastante qualidade e o duelo promete ser duríssimo. Cabe citar que, nos últimos anos, Vasco e Palmeiras têm feito jogos chatíssimos, arrastados e sem emoção. Será também assim nesta noite?

E depois? O que esperar de Marcelo Oliveira? Apesar de ter treinado alguns clubes em sua carreira, seu único destaque foi no Coritiba e é esse trabalho que cabe analisar. Bicampeão paranaense e com duas finais de Copa do Brasil, se caracterizou por ser fortíssimo no Couto Pereira. Obviamente isso não é mérito apenas dele, mas da torcida e do Clube como um todo. Há algum tempo que o Verdão do Paraná se estruturou administrativamente, com uma das melhores gestões do país e isso refletia em campo.

Por outro lado, seu desempenho fora de casa é absolutamente ridículo. Derrotas e mais derrotas naquilo que tem sido nosso ponto forte desde o ano passado. Também os títulos estaduais precisam ser vistos com ressalva. Enquanto o Coxa crescia fora e dentro de campo, Atlético e Paraná se afundaram, tanto que hoje estão na Série B. Ou seja. Vencer o Estadual era obrigação.

Taticamente, Marcelo se mostrou adepto do 4-2-3-1, esquema mais utilizado mundialmente. Sou um entusiasta desta tática, usada poucas vezes por Cristóvao Borges. Ela permite grande mobilidade e aproximação dos meias, além de não prejudicar a retaguarda, que conta com o auxilio dos homens de meio-campo. Rafinha, Davi, Éverton Ribeiro e outros eram jogadores ideais para este esquema. Em nosso carente elenco, não temos peças do tipo.

Até que possa contar com jogadores que indique, Marcelo terá que se virar com o que tem, o que promete ser um grande teste neste momento de afirmação em sua carreira. Não existem no elenco vascaíno, sequer três jogadores capazes de fazer as funções táticas dos meias de um 4-2-3-1.

A troca de comando deixa uma situação curiosa: Marcelo Oliveira foi demitido do Coritiba sem ser o único culpado da situação do Coxa, visto que perdeu muitos jogadores por lesão. De igual modo, Cristóvão sofreu com coisas com as quais não podia lutar. Ambos saíram respeitados, inclusive por torcidas rivais. No curto prazo, as trocas certamente serão boas. Resta saber o que será do futuro de Coritiba e Vasco...

Força Vascão!

Charge: Beto_Gomes


Sds vascaínas a todos!