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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ninguém merecia mais que ele

Pela 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro, o Vasco venceu ontem o Ceará por 2x0, chegando à 11ª posição na competição, conquistando assim uma vaga para a Sul-Americana. Com gols de Dedé e Bruno Paulo, o time da Colina fechou seu 2010 de retorno à Série A como o melhor dos que subiram e a frente de rivais tradicionais. Para 2011, a expectativa é de melhora na posição final.
O último jogo do ano tradicionalmente é especial, ao menos para mim. É hora de pensar em como começamos e como estamos terminando, se o elenco melhorou e hora de pensar também no futuro. E qualquer vascaíno quando perguntado, terá a mesma resposta sobre o que de melhor aconteceu nesse 2010. A descoberta do melhor zagueiro dos últimos anos: Dedé, o Mito. Ontem ele teve mais uma atuação daquelas. Botou Magno Alves no bolso e ainda fechou o ano com chave de ouro, marcando um belo gol de cabeça.
Antes de falar no Mito, vamos ao jogo. Sem Carlos Alberto, Felipe e Zé Roberto, PC utilizou os jovens Caique e Bruno Paulo em uma tentativa de observá-los para 2011. Allan fez o meio e Jumar a cabeça de área. Tirando Eder Luís, os jogadores de confiança estavam todos na defesa: Fernando Prass, Fágner, Ramon e Dedé. A pouca qualidade do meio de campo dificultava a transição para o ataque, missão que coube aos laterais. E aos 31, Após cobrança de escanteio de Ramon, Dedé subiu no meio da área a e cabeceou para as redes cearenses. Vascão 1x0!
Explosão da Colina, uma explosão diferente pelo autor do gol ter sido quem foi, ter sido o melhor jogador do time nO Brasileirão. Ovacionado, ele recebeu os gritos de "Melhor zagueiro do Brasil".
O primeiro tempo foi um show de desarmes do Mito.
O segundo tempo já começou com gol vascaíno, após outro escanteio e saída ruim de Michel Alves, Bruno Paulo chutou para o gol e o zagueiro não conseguiu salvar em cima da linha. Empolgado, o Vasco partiu para cima e desperdiçou muitas chances. Com a expulsão do brucutu Heleno, o Ceará não ameaçou mais o Vasco, que com as alterações feitas por PC, criou e perdeu chances.
Perto do apito final, a torcida, a exemplo do que faz nos últimos jogos dos últimos anos, protestou contra o jejum de títulos. Mas seria um pouco de mais esperar a taça no ano de volta da Série B. Prefiro comemorar que agora temos um time, temos elenco mantido para o ano que vem e temos um ídolo, um baita zagueiro, coisa que não tivemos nos últimos tempos.
Salve Dedé, a melhor coisa que nos aconteceu no Brasileirão. E agora que venha 2011, as renovações ainda pententes, as contratações e aí sim, os títulos. Estamos no caminho para isso. Ou alguém já se esqueceu, que em 2009, o hoje campeão brasileiro quase caiu, mas achou um time.
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Em breve análise da temporada, do elenco e tudo o mais que for pertinente do que vivemos em 2010.
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Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Alguém se lembrou?

Pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, o Vasco foi derrotado pelo Corinthians por 2x0 em São Paulo. Com o resultado, o time da Colina perdeu uma posição (12º), permanecendo porém na zona de classificação à Sul Americana. No próximo domingo, o Gigante da Colina recebe o Ceará, na última rodada do Campeonato Nacional.
Com esse sistema de pontos corridos, alguns times rapidamente se desinteressam da competição. Foi o caso de Inter, Santos, Palmeiras, Ceará, Prudente e obviamente, do Vasco. E sem o fator motivação, passa a existir uma diferença enorme entre os times. Logo, independente da formação, o Vasco que tem jogado é muito diferente do time do meio do campeonato, que chegou a sonhar com a Libertadores.
Não que o time tenha entregado ontem, longe disso. PC tem aproveitado esses jogos para testar algumas coisas e ontem o time teve um bom sistema de marcação, em bloco, como nos bons momentos do campeonato. Em chutes de longe, Fernando Prass brilhava.
Somente no fim da primeira etapa, em lance casual, o Corinthians marcou. Chute de longe de Bruno Cesar, desvio na perna de Dedé, que matou Fernando Prass, que viu a bola passar por baixo das suas pernas. Não houve falha do goleiro.
No segundo tempo, o time paulista acelerou o jogo e aumentou logo no início da segunda etapa. Jogando bola e sem aquele algo a mais, contra um bom time, o Vasco viu o tempo passar e pouco ameaçou. O placar de 2x0 refletiu bem o jogo e mais que a qualidade, o desejo de vencer das equipes.
No domingo, em São Januário contra o Ceará, clima de fim de ano para os dois times. Com a expulsão de Zé Roberto ontem, não vai ser dessa vez que teremos força total, o que não vimos em todo o campeonato. Que ao menos o último jogo seja com vitória.
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O título do texto de hoje é uma menção ao fato de muitas pessoas circularem pelas ruas com camisas do Vasco durante o momento do jogo. Pra maioria dos torcedores, ontem o Vasco era mais o adversário do Corinthians postulante ao título que o nosso time jogando e lutando pelo resultado.
Coisas do campeonato de pontos corridos, que rapidamente tira o interesse dos times. Não que o mata-mata seja mais justo, mas ao menos poderíamos dar somente 4 vagas para Sul-Americana, do 5º ao 8º, o que manteria times como São Paulo, Palmeiras e Vasco motivados até o final do campeonato.
Como Vasco e Ceará não vale nada, bem que a CBF poderia alterá-lo para sábado, um dia mais fácil de se ir ao estádio. Não que seja problema, de um jeito ou de outro, último jogo do ano é tradição e estarei lá
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Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Desculpas, galera

Vascaínos e não vascaínos que visitam o blog. Como todos que visitam o Blog nesses mais de 3 anos de existência, não comento jogo que não vejo. Apesar de todas as facilidades, reportagens, melhores momentos e etc, penso que pra se comentar um jogo tem que ser ali no calor, na emoção, nem que seja pela TV ou radinho, ms sentindo o que de fato acontece em campo.
Ontem tive um compromisso de família e acompanhei de longe o primeiro tempo, ouvi um pouco do segundo no carro e depois só soube o resultado final. Sendo assim, hoje não tenho nem o que escrever, pra não ser irresponsável ou leviano.
Para não deixar o blog vazio, deixo aqui o espaço para que todos comentem o jogo ou qualquer tema relevante que desejarem. Em breve nova postagem
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Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Um jogão

Mesmo sem grandes aspirações no Campeonato Brasileiro, Vasco e São Paulo fizeram ontem, em São Januário, um grande jogo de futebol. Qualquer equipe poderia ter vencido, então o empate em 1x1 não pode ser considerado injusto. O gol vascaíno foi marcado por Eder Luís, com a equipe da Colina chegando aos 46 pontos, na 11ª posição, bem perto da vaga para a Sul Americana.
Mesmo com o desfalque de última hora de Carlos Alberto, se sabia que teríamos um jogão. Muitos talentos nos dois times, ambos jogando pra frente, muita rivalidade e tradição. Podem me chamar de maluco, mas pra mim, os times de Vasco e São Paulo são melhores que os 3 que disputam o título.
E o jogo foi recheado de chances de gols dos dois lados. Porém, nas traves estavam Fernando Prass e Rogério Ceni, dois dos melhores goleiros do país. Eles mantiveram o 0x0 no placar no primeiro tempo. Pelo desempenho dos times, merecíamos uns 4 gols na primeira etapa.
Mas como deu gosto ver esse jogo. O Vasco com 3 atacantes (Eder, Zé e Jonathan) em constante movimentação. Já o São Paulo, com suas duas linha de quatro, esquema raro no Brasil, mas de excelente aproveitamento defensivo e ofensivo.
O segundo tempo não foi tão movimentado. Na verdade, ao invés dos goleiros, foi a vez dos dois melhores zagueiros do país brilharem. Como jogam Dedé e Miranda.
Porém aos 15, o talento ofensivo brilhou. Eder Luís recebeu na esquerda, ajeitou pra perna direita e chutou no ângulo de Ceni. Golaço, Vascão 1x0.
Torcida empolgada e vibrando, o jogo seguiu muito bom. Aos 25, o SP empatou em sua melhor jogada. Ultrapassagem na direita, o lateral Jean foi à linha de fundo e cruzou para Lucas G. igualar o placar. 1x1.
Com as alterações, os times deram uma diminuída de ritmo, para depois voltar a acelerar. Porém chance de gol clara, somente aos 49, em bela jogada de Zé Roberto, que rolou para a pequena área, onde Jefferson Silva dominou, olhou, pensou e isolou. Jogamos na piscina o gol da vitória.
Apesar do lamento pelo placar, as duas equipes merecem palmas pelo que jogaram e pelo futebol ofensivo, que deve servir de modelo para ambas em 2011. No fim de semana, Vasco e São Paulo tem dois difíceis jogos, contra Cruzeiro e Fluminense, que brigam pelo título. Mais uma chance de mostrar a qualidade que tiveram ontem.
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Destaque positivo para todo o time, em especial Felipe, Fernando Prass e Dedé, além é claro de Eder Luís pelo golaço. Negativo apenas para Rafael Carioca (péssimo) e Jefferson Silva, que teve a chance de se consagrar, mas perdeu um gol que muitos da arquibancada fariam.
Parabéns aos laterais Irrazábal e Diogo, que apesar de reservas, conseguiram ir bem contra um time que usa muito os lados. Carlinhos também foi bem nos poucos minutos em que esteve em campo.
Na arbitragem, a criticar apenas o amarelo a Felipe por reclamação, enquanto Carlinhos Paraíba desceu o sarrafo e saiu livre.
E pra quem tem receio de ir a São Januário de carro por dificuldade de estacionar, fui ontem pela primeira vez e não me arrependi em nada. Facilidade de chegada e saída, além de segurança.
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Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Seria o fim dos tempos

Dizem os estudiosos da religião, que no fim dos tempos, coisas estranhas acontecerão. E alguns profetas do passado, marcaram como ano do fim, 2012. Será, amigos, que de fato estamos perto do fim do nosso amado planeta Terra? Se levarmos em conta a parte dos fatos inesperados, podemos começar a nos preocupar. Em época que o Vasco perde do Fluminense, tudo pode acontecer. Ontem no Engenhão, o Gigante da Colina viu seu freguês vencer após um longo jejum, mantendo a liderança do campeonato. Já o Vasco, segue na 11ª colocação, com 45 pontos.
Infelizmente não pude comparecer a esse jogo, coisa rara em jogos no Rio. Assim, análise comprometida, já que todos sabem que meu negócio é estádio. TV, rádio ou internet prejudica visão tática e do clima do jogo. Mas vamos ao que interessa.
O jogo valia muito mais para o Fluminense, obviamente. Mas os jogadores do Vasco também queriam muito atrapalhar o rival, Clube que mais tomou atitudes contra o Vasco nos últimos anos, inclusive assediando jogadores do atual elenco.
PC Gusmão foi ousado, entrando com 3 atacantes, em um esquema adorado por mim e por quem gosta de futebol ofensivo. Mas logo aos 3 minutos, Felipe perdeu bola na meia lua de ataque, Tartá puxou o contra ataque, não foi parado com falta, tocou para Washington e depois apareceu para abrir o placar no rebote de Fernando Prass.
Com a vantagem no placar, o time tricolor fez o que mais sabe: retranca. E por ser mais fraco, aproveitava os contra ataques, já que Conca, única ilha de talento, estava muito bem marcado. O flu tem um bom time, mas aquele que estava ontem em campo, era pior que o do Vasco, ao meu ver.
E tanto era, que foi dominado, com o Vasco jogando em cima durante quase todo o tempo e finalizando mais. As chances tricolores eram em contra ataques ou em erros do Vasco.
Pecamos na finalizações, pra variar e descemos para o vestiário com um placar injusto.
Com Jonathan e Eder Luis abusando da velocidade, o Vasco seguia na pressão, com Berna aparecendo bem. Com Jefferson Silva, Fumagalli e Irrazábal, PC foi ainda mais ousado, deixando o time com apenas um volante, Rômulo, dois meias de criação e três atacantes.
Na melhor chance, Nunes meteu uma bola na trave e no fim, até Fernando Prass foi para a área, mas o juiz encerrou o jogo com a bola em nosso ataque.
Um resultado a lamentar, pelo provável título do rival e porque fomos melhores em campo e jogamos melhor que em muitos jogos onde empatamos ou vencemos. Mas futebol é bola na rede e em um vacilo perdemos o jogo.
Fica a esperança de que PC mantenha a estratégia ousada para o jogo do próximo fim de semana, contra o São Paulo. O time mais uma vez deu mostras de qualidade, mas faltou atenção e precisão para que obtivéssemos um resultado melhor.
Ainda faltam 4 jogos e se parecemos eternamente estacionados na 11ª posição, que ao menos pratiquemos um futebol de qualidade e tenhamos bons resultados. Não quero de forma alguma que o flu seja campeão, mas a exemplo de ontem, o time tem que entrar pra ganhar quem quer que seja, esteja na posição em que estiver.
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Sds vascaínas a todos!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Duas cabeças boas vencem uma ruim

Após 3 jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro, o Vasco voltou a jogar em São Januário e bateu o Prudente por 2x1, chegando aos 45 pontos e garantindo matematicamente a permanência na Série A. De quebra deu um chega pra lá na crise que rondava a Colina e rebaixou o time adversário. Com gols do jovem Rômulo, em assistências de Felipe, o time chegou à 11ª posição, dentro da zona da Sul-Americana. No próximo domingo, o time enfrenta o líder Fluminense, às 19h30 no Engenhão.
Como esperado, o público compareceu em número reduzido a São Januário. Com a má fase recente, a galera preferiu esperar pra ver para quem sabe ir ao clássico de domingo. E para surpresa dos presentes, a escalação anunciou Rômulo em lugar de Fumagalli, estando o time com 3 volantes contra o pior time do Campeonato.
Desmotivado e apático, o time dependia apenas do talento de Felipe para criar alguma coisa e aos 8 minutos, Adriano Pimenta entrou driblando pela direita e marcou o gol do Prudente. Erro de jogador A, B ou C? Não, sofre o gol era questão de tempo, independente da forma como ocorresse.
As reclamações da arquibancada até foram amenas, talvez com a torcida sentindo que qualquer coisa poderia piorar o desempenho do time. Aos 18, PC sacou Rafael Carioca para entrada de Rafael Coelho, deixando o time mais ofensivo. Independente dos nomes, por que não começou o jogo assim?
Hoje 90% dos times do mundo, bons ou ruins, jogam no 4-2-3-1 variando para 4-3-3, mas nosso treinador, com peças disponíveis, se recusa a enxergar o óbvio. Morram de amores ou não por Rafael Coelho, foi com ele que o time cresceu, simplesmente por estar melhor distribuído em campo e ao invés de se acovardar, impôr medo ao adversário.
Com movimentação e velocidade no ataque, as chances se sucederam e aos 29, Rômulo marcou seu primeiro gol como profissional, cabeceando cruzamento de Felipe em cobrança de falta. Dois minutos depois, em jogada parecida, cruzamento de trivela de Felipe e cabeçada de Rômulo. Virada do Vasco, 2x1.
O time seguiu superior em campo, apesar de um susto nos minutos finais da primeira etapa. E digo novamente: Rafael Coelho pode estar na pior fase do mundo tecnicamente, mas com ele em campo, Zé Roberto, Felipe e Eder Luis jogam onde devem jogar e o time flui.
Para surpresa geral, PC sacou Coelho para entrada de Fumagalli. Na hora, minha vontade era matar o treinador, mas após o jogo fiquei sabendo que tanto Carioca quanto Coelho e outros jogadores, passaram mal antes do jogo e o camisa 11 voltou a não se sentir bem no intervalo. Por falta de outro atacante, entrou Fumagalli.
Com o camisa 25, no que seria a formação inicial, o Vasco tinha dificuldade de armar as jogadas e de prender a bola na frente. Como o Prudente também não ameaçava, o jogo ficou muito chato. Jonathan entrou no lugar de Eder Luis e deu um gás ao time, quase marcando o terceiro no final.
Felipe ficou responsável por colocar a bola no chão, prender o jogo e minar as forças do adversário. Com o fim do jogo, alívio pelo fim da sequência ruim e o afastamento de qualquer chance de rebaixamento. Agora com menos pressão, a torcida pode esperar melhores atuações do time nessa dura sequência contra Flu, São Paulo, Cruzeiro e Corinthians. Afinal, é sabido que o Vasco atual joga melhor contra times mais fortes que contra as babas.
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Tenho imenso respeito pela pessoa de PC Gusmão e sua dedicação ao Clube. Mas já esgotou a cota de erros do treinador, não acham? Três volantes contra o Prudente, tendo treinado outra formação durante a semana, é de deixar a torcida maluca.
Obviamente, se jogasse com dois cabeças de área, o sacado seria Rômulo, justamente o herói da noite. Mas sem desmerecer o jovem, gente boa toda vida e bom jogador, um esquema é mais importante que nomes e jogando pra frente, teríamos vencido sem necessidade de sustos.
Além de Rômulo, cabeça goleadora e Felipe, cabeça pensante, gostei das atuações de Dedé, Cesinha e Jumar. Zé Roberto e Eder Luís estiveram aquém do que podem render e parecem sentir a sequência de jogos. Zé levou o terceiro amarelo e está fora do clássico.
Nunes, Coelho, Nilson ou sei lá quem, só espero que PC bote um centroavante, prendendo a zaga e dando espaço para os talentos brilharem.
A foto ao lado ao menos afasta a suspeita de o grupo não estar com o treinador. Os abraços de Rômulo e Felipe pareceram sinceros e afetuosos.
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Sds vascaínas a todos!

sábado, 30 de outubro de 2010

O dia em que nada deu certo

Em uma de suas piores atuações na temporada, o Vasco foi derrotado em Salvador pelo Vitória pelo placar de 4x2. Com o resultado, o time da Colina aumenta seu jejum de vitórias para 3 partidas, estacionando na 12ª colocação com 42 pontos. Para seguir sonhando com a Libertadores, o Vasco precisaria de uma combinação rara de resultados. Na próxima quinta, o time enfrenta o Prudente em São Januário.
Adversário desesperado, torcida lotando o estádio contra o rebaixamento. Conhecemos bem esse filme de 2008. E o mínimo que se espera do visitante é atenção nos minutos iniciais. Pois o Vasco não seguiu a cartilha e com menos de 2 minutos, sofreu um gol infantil de Adaílton, onde o jogador correu mais de 70 metros sem driblar ninguém ou ser incomodado. Tudo que o Vitória queria.
Acuado, o Vasco viu o Vitória perder gols em sequência. Quando começava a se ajustar em campo, veio o golpe. Elkeson driblou Fellipe Bastos, que foi inocente e tomou um corte bobo, chutou de fora da área e Fernando Prass, logo ele, falhou. Frango e 2x0.
Nada que não pudesse piorar e nos acréscimos, após confusão na área, Neto Coruja fez o terceiro. Prêmio à ofensividade de Antônio Lopes, logo ele, o mais famoso retranqueiro do Brasil. A essa altura, PC sacara o jovem Diogo para entrada de Nunes, deslocando Jumar para a lateral esquerda.
Com 3x0 no intervalo, nos restava torcer para que não viesse um vexame. Porém o time acreditou e com Rômulo no lugar de Fellipe Bastos, teve minutos iniciais brilhantes. Tanto que aos 3, Nunes marcou em cruzamento de Fágner. Minutos depois, de novo com Fágner, o Vasco teve outra chance e com menos de 10 minutos de jogo, a diferença de 2 gols parecia reversível.
Parecia. Em jogada despretensiosa, Júnior girou em cima do péssimo Jadson e marcou o 4º. A esperança do empate acabou.
O jogo ficou morno, com o Vitória acomodado e o Vasco desanimado. Fumagalli substitui Eder Luis, que parece sentir o cansaço e não vem jogando bem. E no fim do jogo, coube a Fuma, em boa cobrança de falta, diminuir nos acréscimos: 4x2.
Em dia que Antônio Lopes escala 3 atacantes, Viáfara agarra melhor que Fernando Prass e o time toma um gol no primeiro lance da partida, não podemos esperar algo diferente da derrota.
Agora temos 3 jogos seguidos no Rio e é a hora de sabermos se vamos terminar um pouco mais em cima na classificação, nesse meio de tabela ou brigar por coisa pior.
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Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Mais do mesmo

Nesse Campeonato Brasileiro, dizer que o Vasco saiu na frente e deixou o adversário igualar o placar já virou rotina. Aliás, clássico carioca nesse Brasileirão virou sinônimo de empate. Só o Vasco empatou os 5 que disputou. E dizer que o Crime foi beneficiado pela arbitragem? Isso já deveria ser parágrafo obrigatório nos noticiários, mas se tratanto de quem é, sabemos que não é bem assim. Recuando no segundo tempo e garfado, o Vasco cedeu o empate ao maior rival, em 1x1, no Engenhão. O gol cruzmaltino foi marcado por Cesinha. No próximo sábado, o Gigante vai a Salvador, enfrentar o Vitória, que briga contra o rebaixamento.
Como esperado, o jogo foi muito equilibrado. Com mais qualidade e praticamente em um 4-3-3, come Eder nas pontas, Nunces centralizado, o Vasco era mais ofensivo. Os lados direitos eram as fontes dos dois times. Para o Vasco, pela qualidade de Fágner. Para o Crime, pela juventude de Diogo, que entretanto, se saiu muito bem e não deu chances aos rivais.
Após uma pressão vascaína inicial, o jogo ficou equilibrado e justamente quando não era melhor em campo, o Vasco chegou ao gol. Aos 26, após roubada de bola, Zé Roberto cruzou para a área, a zaga rival se embolou e Cesinha pegou de voleio para abrir o placar. Vascão 1x0!
Nesse momento, o Vasco retomou o domínio do jogo. Quem não dominava nada era o safado do Gutemberg Fonseca, que não dava faltas a favor do Vasco e quando as dava, ignorava a gravidade e os cartões. Em um lance absurdo, Eder Luis driblou 3 e levou uma banda de David na entrada da área, quando ia fazer um golaço. Fosse contra o Vasco, cartão vermelho. Para o mulambo, que ainda saiu gesticulando e xingando, nem amarelo.
O placar de 1x0 no primeiro tempo foi justo.
No segundo tempo, o Crime veio mais ofensivo, mas sem levar perigo algum ao gol. Com Pet, Diogo e Marquinhos, a bola ficava em pés mulambos, de um lado pro outro e o Vasco fazendo o que melhor sabe, defender. Tudo sob controle, até Gutemberg decidir o jogo. Aqui vem o parágrafo sobre a arbitragem.
O jogo não tinha nenhum cartão amarelo, poucas faltas duras e na mão do árbitro. Em um lance duro, Willans chegou de sola, Dedé levantou o pé e acertou o mulambo. No máximo dos máximos um amarelo. Não contra o adversário do Crime. Cartão vermelho, muita reclamação e o retardado do árbitro, levantou o amarelo para Dedé, que já tinha recebido o vermelho. Ainda amarelou Felipe e ficou ameaçando a todos dizendo que ia expulsar mais um.
PC foi obrigado a sacar Zé Roberto e colocar Jadson Vieira, recompondo a zaga, mas abrindo o espaço na direita. E foi por ali, que aos 35, um mulambo qualquer cruzou para a área e Renato empatou de cabeça. Se Zé estivesse ali marcando, o cruzamento não ocorreria, mas ai pesou a mão desonesta da arbitragem.
Com um a menos, o Vasco só marcaria em um lance de sorte, o que não aconteceu. Fernando Prass ainda teve trabalho no final, salvando o time e se machucando. O empate, acabou sendo péssimo para as nossas pretensões no campeonato.
Estamos a 6 pontos da Libertadores, mas faltando apenas 7 jogos, o sonho parece bem distante.
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PC Gusmão correu um risco ao colocar o menino Diogo na lateral esquerda. Porém, com 18 anos, ele teve muita personalidade e uma ótima atuação. Foi bem na marcação e mostrou inteligência ao subir, só indo na boa. Ganhamos um bom jogador.
A lamentar, a pior atuação de Zé Roberto pelo Vasco, apesar de ter participado do lance do gol. E o Nunes? O centroavante que não chuta, não tromba, não faz nada. Reclamavam do Rafael Coelho, que perdia gols, mas o camisa 9 nem se apresenta para receber as chances.
A lamentar também, vários incidentes envolvendo torcidas organizadas durante todo o dia. Essas pragas são quadrilhas, não servem para nada, apenas para afastar dos estádios quem ama o time e quer torcer numa boa.
Ah, o safado do Gutemberg, vive apitando jogo meu. O que acham que eu devo fazer ou falar para ele quando estiver com o mesmo? Aceito dicas e todas serão devidamente anotadas.
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Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Complicou

Neste domingo, o Vasco viu quebrada sua série de bons resultados. O Gigante da Colina foi derrotado em Goiânia pelo Atlético-GO e se afastou mais do sonho da Libertadores. Faltando apenas oito jogos e na 11ª posição, o Vascão está a 9 pontos do G3 e a 5 de um possível G4. Os gols do adversário ocorreram após a expulsão do jovem lateral Carlinhos. No próximo domingo, o Vasco enfrenta o Crime no Clássico dos Milhões.
Uma das frases que mais tenho ouvido nas últimas semanas é que o Vasco é um time muito difícil de se vencer. E concordo plenamente. O time joga compacto, marca forte e dá poucas chances ao adversário. O problema é que fora de casa, isso é levado muito a sério e o time se mostra sem forças ofensivas. Não por acaso, empatamos em 0x0 com o Furacão no Paraná e ontem, não fosse a expulsão de Carlinhos, seria 0x0 de novo.
Compreensível, faz parte do processo de amadurecimento do grupo, que tenho certeza, estará bem melhor em 2011. O próprio lance da expulsão mostra isso. Nem falta foi, Carlinhos sequer derruba o adversário. Porém, fora de casa, com um juiz novato e com cartão amarelo, ele nunca poderia ter arriscado um carrinho. Não devemos culpar o garoto, o erro foi mais do juiz do que dele, mas até com isso ele vai ter que aprender a conviver.
Também não vi pênalti no lance do segundo gol, mas ali foi indiferente, pois o Vasco não tinha forças para reagir e jogássemos mais duas horas, nunca faríamos um gol. A lamentar, a péssima exibição de Eder Luís, sua pior nessa temporada. Talvez o time também tenha sentido a longa maratona de jogos, que agora terá um intervalo no meio de semana.
Para o clássico, temos um problema na lateral esquerda e ainda sem Ramon, o mais provável é que Ernani jogue por lá. Perdemos na qualidade, mas ganhamos em experiência. Importante também a volta de Fágner na direita e precisaremos mudar o meio, já que Jumar levou o terceiro amarelo em lance bobo, ao cair pedindo falta e abraçar a bola no campo de ataque.
Hoje saberemos se poderemos continuar sonhando com Libertadores, caso a Conmebol devolva a vaga e voltemos a ter um G4. Mas para isso, teremos que melhorar o rendimento e não apenas não perder, mas jogar pra vencer fora de casa. E a missão não é fácil, já qua ainda enfrentaremos Cruzeiro e Corinthians fora do Rio.
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Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sonho ainda vivo

Em jogo adiado da 18ª rodada, o Vasco venceu o Corinthians em São Januário por 2x0, chegando aos 41 pontos. Com gols de Zé Roberto e Eder Luis logo no começo do jogo, o time da Colina dessa vez não deu mole e conseguiu uma importante vitória, que mantém vivo o sonho de uma vaga na Libertadores. No próximo domingo, o desafio é em Goiânia, contra o Atlético-GO.
A cada empate frustrante, víamos diminuir a esperança de chegar ao G3. Mas sempre tínhamos a desculpa do jogo a menos. Mas agora não temos mais e felizmente, vencemos esse jogo. A distância ainda é grande, mas pelas boas atuações recentes, não podemos duvidar da capacidade do time em chegar lá.
Mas vamos primeiro ao jogo de ontem.
O Corinthians veio sem técnico e na retranca, confiante em um vacilo para quem sabe sair daqui com um ponto. Porém a estratégia foi por água abaixo logo no início. Avassalador, o Vasco foi pra cima, comandado por Felipe, que melhora fisicamente a cada dia e aí a técnica a gente já conhece bem.
Zé Roberto perdeu gol feito na cara do goleiro, mas no lance seguinte, completou cruzamento de Carlinhos e abriu o placar. Impedimento? 27 cm só no tira-teima.
Após levar um susto aos 18, o Vasco matou o jogo aos 21. Felipe enfiou bola nas costas de Alessandro. Eder Luís apareceu como um raio, dominou e tocou por baixo do goleiro. Vascão 2x0 e soberano em campo.
Eder Luís fazia estrago de Alessandro, que até saiu machucado. Com Jucilei na direita, a facilidade para Eder diminuiu e o Corinthians ficava trocando passes sem ameaçar o Vasco, mas também sem correr muitos riscos.
A torcida, após a decepção de sábado, ficou receosa, mas havia uma diferença clara entre Grêmio e Corinthians. Enquanto um tinha Jonas, o outro tem Souza. E quem tem Souza só faz a torcida adversária sorrir. O bonecão caiu de cara no chão e ao ser substituído mandou dedo do meio para a torcida. Coisinha de juvenil.
Mesmo com alterações nos dois times, o Vasco correu poucos riscos e saiu com 3 valiosos pontos.
Jogando bem como sempre joga ofensivamente, dessa vez a defesa foi bem e com equilíbrio, o time venceu e convenceu.
Nos resta confiar em jogos como esse para seguirmos sonhando com a Libertadores. E se o G3 virar G4, o sonho é ainda mais possível.
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Há um bom tempo atrás escrevi que não podemos confundir raça com organização. Por vezes, um atacante volta marcando igual um maluco, faz seu nome com a torcida e no lance seguinte tá morto. No Vasco atual, isso não acontece. Eder Luís e Zé Roberto marcam mesmo, faz parte do plano de jogo do time e em qualquer time vencedor tem que ser assim.
Zé pela direita e Eder na esquerda, acompanham a subida dos laterais e apenas Felipe fica no meio, cercando os zagueiros e volantes. Com todos marcando de forma organizada, o time sofre bem menos sustos, mesmo jogando com os laterais reservas ontem.
A ajuda de Eder fez com que Carlinhos tivesse sua melhor atuação como profissional. Foi dele o passe para o gol de Zé Roberto e várias subidas valiosas ao ataque. Até Irrazábal se saiu bem no combate a Roberto Carlos, o que eu mais temia na partida de ontem.
Na zaga, não precisamos hoje dar mais uma nota 9 para Dedé. Com a entrada de Cesinha e Jumar, o camisa 26 teve seu trabalho diminuído em quantidade, mas não em qualidade. E mais gente jogando bem, melhor para o time.
No meio, Fellipe Bastos não foi bem como de hábito, mas seu xará jogou demais. O camisa 6 honrou o apelido de maestro e conduziu o time. Os dribles diminuíram de intensidade, mas os passes...quanta visão de jogo. Em forma, Felipe joga demais e conduz esse time, como fez nos dois últimos jogos.
Sobre Éder e Zé, além da já falada ajuda defensiva, eles dão velocidade na saída para o ataque e eu que não via esse time sem centroavante, estou tendo que me render ao bom desempenho da dupla.
Vejo esse time como uma potência para 2011, um dos 3 melhores do país. Mas por que não sonhar ainda em 2010? Futebol temos para isso, bastam agora os resultados.
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* Parabéns a nossos meninos do Sub-23 pela goleada de 4x0 sobre o próprio Corinthians e pela classificação antecipada. A renovação vai sendo muito bem feita em São Januário.
* Não analise um jogador pelo que diz a imprensa, principalmente a paulista. Paulinho, Jucilei e cia são medianos, nada demais, nem mereciam jogar no Corinthians.
* Renova Rodrigo Caetano! Essa é uma campanha que rola no Twitter e em todos os corações vascaínos.
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Sds vascaínas a todos!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Estive em falta, mas hoje tem mais

Acabei deixando o aviso no Twitter, mas não o fiz por aqui. Não pude ver o jogo do Vasco contra o Grêmio. Todos sabem que em quase 100% dos jogos no Rio, assisto no estádio, mas dessa vez, sequer pude ouvir o primeiro tempo. Já o segundo, acompanhei pela internet, após chegar de barco na belíssima Ilha Grande. Pisei no paraíso, no momento do gol de Cesinha, o que gerou muitos fogos no local.
Por saber das limitações das mídias que acompanhei o jogo (torpedo e depois internet), não postei aqui comentário nenhum, para o bem ou para o mal. Apenas lamentei estar com o gostinho da vitória na boca e ter o doce roubado aos 43 minutos do segundo tempo. Mais uma vez deixamos pontos preciosos pelo caminho, que nos afastam do sonho da Libertadores.
Porém, o sentimento não pára e o campeonato também não. Hoje, já na reta final do segundo turno, enfim acabamos o primeiro. Como o jogo contra o Corinthians foi adiado, devido ao aniversário do time paulista, somente agora em outubro estaremos completando a 18ª rodada.
E contra um dos líderes da competição, temos mais uma, talvez a última, chance de seguir em busca do G4, caso a CBF consiga a manutenção das 4 vagas para a Libertadores.
O adversário, o Corinthians, não vem em boa fase. Há algumas rodadas sem vencer, demitiu o treinador Adilson Baptista e vem de comandante interino. O time paulista porém, terá boa parte de seus titulares, um dos melhores elencos do campeonato.
Já no Vasco, mudanças em relação ao último sábado. Do meio pra frente, o trio Felipe, Zé Roberto e Éder Luís está confirmado. Já nas laterais, duas mudanças. Fágner, lesionado, dá lugar ao paraguaio Irrazábal e Carlinhos substitui o criticado Ernani. Na zaga, Cesinha segue ao lado de Dedé, agora de contrato renovado até 2014.
O time vascaíno deve formar com: Fernando Prass, Irrazabal, Cesinha, Dedé e Carlinhos; Rafael Carioca, Jumar, Fellipe Bastos e Felipe; Zé Roberto e Éder Luís.
Uma vitória pode nos deixar a apenas 3 pontos do Botafogo, hoje sexto colocado e último time de um imaginário G4. Caso pensemos em G3, a diferença seria de 8 pontos para o próprio Corinthians, rival de hoje. Como podemos ver, é vencer ou vencer.
Quem puder chegar mais cedo, às 18h30 teremos o jogo do time sub-23, contra o mesmo Corinthians. Uma vitória leva o Expressinho às semifinais do Brasileiro da categoria. Fé na rapaziada!
Força Vascão! Hoje é dia de vitória!
* Recomendo o texto do amigo Carlos Jr. no site Super Vasco, analisando nosso elenco. Excelente! Link Aqui!
* Fica, Rodrigo Caetano! Para continuarmos na caminhada de volta aos títulos. Hoje, em um ano e meio, saímos de um elenco com menos de 10 jogadores para um excelente grupo para vários anos.
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Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Um ponto ganho sim senhor

Pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Vasco visitou um dos seus maiores pesadelos nos últimos anos. Porém dessa vez, o Atlético-PR e sua Arena da Baixada não conseguiram bater o Vasco, que voltou de Curitiba com um valioso ponto na bagagem, o 37º no atual campeonato. Para manter vivo o sonho de Libertadores, o time precisa vencer os próximos dois jogos que fará em casa, contra Grêmio e Corinthians.
Ontem me prôpus ao exercício de acompanhar o jogo pela TV e pelo Twitter, com comentários de diversos amigos vascaínos. Não foram poucas as reclamações pelos erros do time e me peguei a pensar se realmente esse foi um resultado a ser tão lamentado assim. Vejamos: nunca vencemos na Arena em Campeonatos Brasileiros e o estádio é comprovadamente um dos mais difíceis para se jogar como visitante, por todas as artimanhas do time da casa, como usar os gandulas a seu favor e molhar o gramado, beneficiando seu estilo de jogo. Inter e Santos perderam lá, e somente o Cruzeiro conseguiu sair da Arena com 3 pontos.
Talvez nossa insatisfação é pelo fato de o time ter jogado bem. Aliás, como vem sendo há tempos. Nossa defesa esteve atenta, e mesmo na bola aérea, ponto forte do Furacão, sofremos poucos riscos. Assim, com a defesa bem, cobramos do ataque, que têm de fato tido dificuldades para marcar fora de São Januário.
Na velocidade de Fágner, Eder Luís e Zé Roberto, o Vasco tinha suas melhores jogadas e mesmo Ernani, que entrou no lugar de Max, após longo período lesionado, apareceu bem pela esquerda. Sorte nossa o Elder Granja estar do outro lado.
O jogador mais criticado pela torcida no Twitter e em todos os lugares foi Rafael Coelho. Bom, pra começar a falar do polêmico caso, tem que se dizer que seu inferno astral começou naquele pênalti perdido em casa contra o Avaí. Depois disso, a paciência da torcida com ele só diminui. Ele se esforça, briga pela bola, lembra (vejam bem, lembra) o Kléber do Palmeiras. Porém ele visivelmente está fora de forma, o que faz com que seja facilmente batido pelos zagueiros adversários, que diga-se de passagem, eram bons ontem, Manoel e Rodolpho. Porém, o jogador tem potencial e sua fase ruim passará, porém talvez somente no ano que vem. Cada erro mina sua confiança e a torcida o pegou para Cristo pelos poucos gols do time.
A comemorar, a boa entrada de Cesinha na zaga. Ele passou uma fase ruim, quando veio do Santo André, não ficava nem no banco, mas com a fase ruim de Titi, teve a chance e ontem foi muito bem, juntamente com Dedé. Com Fernando Prass e Fágner, além de Ramon, quando voltar, passamos a ter grande confiança na defesa, coisa que não víamos há anos.
Com menos uma rodada a jogar, lamentamos a não aproximação da zona de Libertadores. Porém, não podemos lamentar esse resultado especificamente, a história e o presente mostram a dificuldade de se sair com pontos da Baixada e agora temos que focar nos dois próximos jogos em casa, contra Grêmio e Corinthians, além do seguinte, em Goiânia contra o Atlético-GO.
Não podemos perder a confiança de uma possível vaga à Libertadores. Temos time para isso e podíamos estar ainda muito melhor. Quando vejo os times que estão lá na frente, fico chateado por saber que temos potencial para muito mais.
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Sds vascaínas a todos!

sábado, 2 de outubro de 2010

O time da virada!

Mais uma vez tendo que lutar contra seus próprios erros, o Vasco conseguiu uma bela virada nesta sexta, sobre o Goiás em São Januário. Com o resultado positivo, o time da Colina chegou aos 36 pontos, na 10ª posição deste Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso será na quarta feira, em Curitiba contra o Atlético-PR. Os gols da virada foram marcados por Eder Luis, Max e Zé Roberto.
A diferença técnica entre os times é abissal. Porém, como explicar tanta dificuldade em vencer o limitado time goiano? Então, vamos primeiro à parte ruim do jogo, para depois falarmos das alegrias. Mais uma vez tenho que repetir: ninguém faz gol no Vasco por mérito. Nós damos todos aos adveresários. E olha que até ontem tinhamos a melhor defesa do campeonato. Imagina se não errássemos tanto.
No primeiro gol, logo aos 7 minutos, Titi assistiu à bola encobri-lo e cair mansamente nos pés de Felipe, que chutou forte para abrir o placar. Vaias para o camisa 13, que vem errando muito nos últimos jogos.
Com o prejuízo, o Vasco aumentou a intensidade ofensiva. Felipe ditava as ações e fazia sua melhor partida neste retorno ao Clube. Chamando a responsabilidade, ele levantou a torcida com dois bons chutes de fora da área.
Porém o gol não saiu dos pés do camisa 6. Zé Roberto driblou pela direita e deu belo passe para Eder Luis, que tocou rasteiro na saída do goleiro. Empate do Vascão e festa na Colina, com a torcida cantando que o Vasco é o time da virada, o time do amor. 1x1
Quando dominava e a virada parecia questão de poucos minutos, o Vasco tomou outro gol bobo. Max perdeu a bola e olhou o zagueiro arrancar com a bola sem ser incomodado. Valmir Lucas achou Jones, que chutou sozinho para desempatar. 2x1
O novo erro abalou a torcida que passou a vaiar ainda mais forte o zagueiro Titi, que também participou da jogada do gol. Pra piorar, Felipe, o melhor vascaíno em campo, se machucou e foi substituído por Jonathan.
Nervoso, o time teve uma boa chance apenas aos 44, quando Max entrou pela esquerda e chutou rasteiro para defesa milagrosa de Harlei. O grito de gol já estava na garganta. Pelos erros, o time desceu vaiado para os vestiários.
Com Cesinha no lugar de Titi (que depois disseram estar lesionado), o Vasco voltou bem para o segundo tempo. O Goiás fazia toda cera possível e não passava do meio de campo. Abafando, o empate era questão de minutos, mas não podia tardar. E veio aos 18, após cruzamento da direita que tocou na mão do zagueiro e sobrou para Max chutar com raiva, estufar as redes e marcar o gol 1500 do Vasco em Campeonatos Brasileiros. Foi também o primeiro gol do camisa 43 nos profissionais. 2x2
Daí em diante foi covardia. Só o Vasco jogava e o Goiás torcia pela velocidade do relógio. Porém mais rápido que o tempo, só Eder Luis. Ele arrancou pela esquerda, driblou duas vezes o goleiro, mas ficou sem ângulo. Depois Zé Roberto também teve chance mas isolou.
Não tinha como não vencer. Aos 36, pela direita como sempre, Fágner tocou em Eder Luis, que cruzou rasteiro para Zé Roberto. O camisa 10 girou e soltou a bomba de canhota. Golaço, daqueles de explodir a torcida no estádio e o coração dentro do peito. 3x2
Linda virada, assinada pelo talento, pela velocidade, pelo toque de bola. No fim, com a torcida enlouquecida, o Vasco teve mais uma boa chance, onde Harlei fez grande defesa. Fim de jogo e mais uma festa na Colina. A segunda em apenas 4 dias.
Esses três pontos nos afastam da zona perigosa e nos dão o direito de sonhar. Sonhar com quê? Só o lado mal do Vasco, aquele dos erros bobos tem a resposta. Porque o lado bom sempre estará lá para garantir algumas bolas nas redes adversárias.
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Sds vascaínas a todos!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Lindo demais!

Acabou o jejum! E foi em grande estilo. Sem vencer desde a última rodada do turno, o Vasco bateu o Santos em São Januário por 3x1, dando um até logo ao perigo da zona de descenso e chegando a 12ª colocação, com 33 pontos. Com gols de Fágner, Felipe e Éder Luís, o Gigante da Colina bateu um dos melhores times do país e recuperou o ânimo perdido nos recentes tropeços. Na sexta-feira, o time enfrenta o Goiás, também em São Januário, na expectativa de subir mais algumas posições.
De todos os ingredientes para um grande jogo, só faltou mesmo uma melhor presença da torcida. Pouco mais de 5.000 presentes em nossa casa. No mais, estavam ali grandes jogadores, pressão e necessidade do resultado por ambos os times. E acabou de fato sendo um jogo inesquecível e quem pagou ingresso não se arrependeu. Lamento por quem ficou em casa, perdendo uma grande noite de drama e prazer em São Januário.
Obviamente, o Santos não tem mais aquele timaço do primeiro semestre. Porém, ainda com jovens talentosos, impressiona a velocidade do Peixe, que troca passes com facilidade e chega rapidamente ao gol adversário. Danilo pela direita era uma boa arma, já que Neymar foi muito bem marcado por Jumar e Fágner.
A velocidade era a chave da vitória, mas quem a utilizou foi o Vascão. Fágner tocou para Éder Luís na direita, o camisa 7 driblou Alex Sandro e devolveu com carinho para o camisa 23, que bateu de primeira no ângulo. Que golaço da nossa fantástica dupla do lado direito do campo. Vascão 1x0
Menos de 5 minutos depois, o Vasco trocou passes perto da área e Felipe achou Rafael Coelho livre na esquerda. O camisa 11 tentou driblar o goleiro e foi derrubado. Pênalti desnecessário, que Felipe cobrou, Rafael defendeu e o camisa 6 marcou no rebote. Vascão 2x0! Curioso o movimento do camisa 1 santista na cobrança, intimidando o batedor.
Em outros tempos, a torcida ficaria muito confiante com o 2x0, mas o drama do jogo contra o Botafogo não nos deixava seguros. Ainda mais se pensássemos em quem estava do outro lado.
No segundo tempo, com Danilo mais adiantado em lugar de Zezinho, o Santos começou pressionando. E diz o manual do futebol que não se pode sofrer um gol nos primeiros 15 minutos quando se está vencendo. Por isso, atenção total. Não para Titi, que pisou na bola e deixou Arouca à vontade para dar um gol de bandeja ao bom Danilo. 2x1
Todos os temores se abateram sobre time, comissão técnica e torcida. Porém com os jovens Rômulo, Allan e Jonathan nos lugares de Fellipe Bastos, Felipe e Rafael Coelho, o time ganhou um gás extra para lutar contra a pressão santista. Aos 31 minutos o drama aumentou e o jogo virou guerra, final de campeonato, em virtude da expulsão de Jumar.
O time recuou, deixando os zagueiros do Peixe livres para trocar passes e apostando no contra ataque. O talento de Neymar apareceu aos 43, após driblar vários vascaínos e chutar para defesa de Fernando Prass. Antes o jovem havia batido um falta que passou perto.
Aos 47, quando o Vasco já prendia a bola, fazendo cêra, Fernando Prass fez outra defesa, essa antológica em chute de Danilo no ângulo direito. A torcida cantava e vibrava com cada desarme, cada bicão para frente. Coração pulsando, me vi a beira de um infarto. Os 5 minutos de acréscimo, pareciam duas horas.
Aos 49, Eder Luis, o neto do vento, pegou bola no meio campo e correu, passou por um, dois, três e tocou na saída do goleiro. Golaço, aço, aço, aço!!!! Fechando com chave de ouro a atuação do camisa 7, melhor jogador em campo. Um minuto antes, ele caira estirado no gramado após um chute. Levantou para decidir o jogo e levar milhares de vascaínos ao alívio e euforia.
Uma vitória inesquecível, uma noite memorável, que, torço eu, sirva de motivação para a reta final do campeonato, onde a Libertadores é difícil, mas podemos ficar no meio da tabela. Futebol para isso temos, mostramos não só ontem, mas em todos os jogos recentes.
Basta que caprichemos nas finalizações e paremos de dar gols ao adversário. Sexta temos o Goiás em casa e uma vitória pode afastar quase que totalmente o risco da degola.
Força Vascão!
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Fernando Prass voltou a ser a muralha da Colina, fechando o gol e não teve culpa no gol sofrido. Fez duas grandes defesas quando o jogo estava 2x1 para o Vasco.
Fágner foi mais uma vez brilhante. Hoje não há no país nenhum lateral direito que marque e apóie como ele. Não merece apenas seleção sub-23, mas sim seleção principal. Max na esquerda não comprometeu, foi esforçado mas não brilhou.
Na zaga, Cesinha foi bem. Em alguns momentos parecia ver o Dedé em campo. Por outro lado, Titi falhou novamente e quase pôs tudo a perder. PC pode começar a pensar na zaga com dois destros.
No meio, Jumar foi muito bem na marcação a Neymar, sendo um leão em campo. Foi expulso, ossos do ofício, mas fez bem sua parte. Jogador útil, importante no grupo. Fellipe Bastos foi bem até levar cartão, depois foi burocrático, abaixo do que sabe. Rômulo e Allan entraram e foram bem, ajudando na marcação quando o time ficou com 10 jogadores.
Felipe foi maestro enquanto teve pernas. Voltou para armar o jogo e foi inteligente. A velocidade dos dois times não beneficiava seu estilo, mas deu lindo passe para Coelho no segundo gol. Bateu mal o pênalti, mas no rebote fez o gol, seu primeiro no retorno.
Zé Roberto voltou a jogar bem. O camisa 10 abusou da velocidade e teve boas chances de gol. Ajudou Éder na aproximação a Rafael Coelho, que foi melhor que em outros jogos, mas ainda abaixo do que se espera de um centroavante do Vasco. Jonathan entrou, correu, lutou, mas com um a menos, não pôde brilhar.
Éder Luís foi o cara. Jogou demais, voou. Ele não só corre, ele passa, dribla, uma grata surpresa. Vem sendo nosso melhor jogador ofensivo e mereceu o golaço que marcou ontem, que só aumentou seu saldo com a torcida.
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Após o jogo, aguardando o transporte para ir para casa, o ponto de ônibus próximo a São Januário (passarela 02 da Av Brasil), foi atacado por um morteiro da torcida do Santos, que felizmente explodiu na parede. A polícia ao invés de reprimir, jogou duas bombas nos poucos vascaínos, cerca de 10, muitos até mesmo sem camisa de time, que sequer sei se estavam saindo do jogo. Mais um absurdo para minha coleção nestas idas a estádios.
Felizmente, ninguém ficou ferido.
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Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Do sonho ao medo

Após a chegada do técnico PC Gusmão, o time do Vasco teve uma melhora significativa de rendimento, saindo da zona de rebaixamento e chegando bem perto do G4. A torcida, empolgada, lotou estádios e viu aceso o sonho da Libertadores. Porém, com a sequência de empates e as duas derrotas recentes, o time hoje se vê mais próximo da zona de rebaixamento do que do atual G3, que hoje não passa pela cabeça nem do vascaíno mais fanático. Nessa semana, dois jogos em São Januário podem desafogar a situação do Clube. Os adversários são Santos, na terça e Goiás, na sexta. As partidas serão nestes dias, em virtude das eleições, no próximo dia 03/10.
Analisando de fora a situação do time, é difícil entender como o Vasco se encontra apenas na 14ª colocação. Pelo que vejo do campeonato, apenas uns 3 times, no máximo, estão jogando melhor que nosso Gigante da Colina. E se olharmos jogo por jogo, veremos que em pelo menos 90% jogamos melhor e finalizamos mais que o adversário. Porém, futebol é bola na rede, fazer mais gols que o adversário e somar três pontos e isso não estamos conseguindo.
Como o Brasileirão não dá margem para vacilos, estamos pagando o preço dos nossos erros, como deixar o adversário empatar 5 vezes em jogos no Rio de Janeiro, após estarmos na frente do placar. Desses 5, três foram após os 40 minutos, o que contabiliza pelo menos seis pontos jogados no LIXO. Se colocarmos na nossa classificação, as entregadas contra Atlético-MG, Avaí e Botafogo, teríamos hoje 36 pontos, na confortável 8ª colocação.
Agora estamos em um princípio de sufoco, até porque quem está lá atrás não está vacilando. Precisamos vencer logo, jogue bem ou jogue mal. Com o time que temos, não podemos estar correndo esse risco desnecessário. Essa semana, duas decisões na Colina e é hora de tirarmos o pé da lama.
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Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Nem na pelada da rua

Imaginemos a seguinte cena: 10 crianças, de uns 10 anos de idade, jogam bola descalças na rua ou num campinho terra. Por mais erros bobos que venham a cometer, eu seria capaz de apostar um dinheiro que nenhuma delas conseguiria a proeza de igualar os jogadores do Vasco no clássico de ontem. O resultado, todos já sabemos: a bola pune e o Vasco, tendo atuado de forma muito superior ao Botafogo, saiu mais uma vez com apenas um ponto de campo. A briga por Libertadores não passa de um sonho remoto e como bem disse PC Gusmão, o desafio agora é vencer.
Os dois times entraram com escalações supreendentes. Joel foi covarde, apenas com Abreu na frente, enquanto PC deixou Carlos Alberto e Felipe no banco. Apesar de ter o mando de campo, o Vasco foi tratado com desdém pela administração do estádio, como visitante em todos os momentos.
Mas em campo, o time vascaíno deu as cartas. No primeiro lance do jogo, Éder Luís puxou contra ataque, rolou para Rafael Coelho sozinho perder mais um gol inacreditável. Fase muito ruim do agora camisa 11. Mas o Vasco era soberano e a avenida Alessandro era o caminho. Aos 13 minutos, após roubada de bola no meio, (o Botafogo pediu falta), Ramon chutou de direita, a bola desviou na zaga e matou Jéfferson. Vascão 1x0.
O juiz deixava o jogo correr, marcava poucas faltas e o Bota perdeu Antônio Carlos e Maicossuel lesionados. Éder Luís jogava muito, sobrava e dele foi o segundo gol. Avançou pela esquerda, cortou para o meio e bateu no canto. Golaço! Vascão 2x0!
O Vasco sobrava em campo, enquanto o Fogo desorganizado, assistia ao Vascão jogar. Poderíamos ter feito pelo menos mais uns dois gols, tamanho o domínio em campo.
Com Carlos Alberto em lugar de Rafael Coelho, o Vasco voltou para o segundo tempo ainda jogando bem. Sem Maicossuel, cabia ao Bota usar sua única alternativa. Balão para frente buscando o bisonho Abreu. Aos 10 minutos, em cobrança de falta sobre a linha de meio-campo, Alessandro deu um bico pra área do Vasco, Fernando Prass saiu de forma bisonha e socou a bola na cabeça de Herrera. Titi e Nilton olharam a bola entrar.
Sabíamos que o Bota faria pressão, apelando sempre para os chutões. Porém, o descontrolado do Herrera foi expulso, o que pra ele parece ser uma doce rotina.
Aí o Vasco cresceu no jogo e passou a perder chances, com Carlos Alberto principalmente, que chutou em cima de Jéfferson. Da arquibancada dava pra ver o sinal com as mãos que Joel fazia mandando jogar bola na área. Aos 39, Ramon saiu lesionando, ficando os dois times com 10.
O Bota saiu para tentativas desesperadas e já nos acréscimos, em cruzamento na área, Titi meteu o braço na bola. Pênalti tão claro, que apesar da distância da arquibancada para o campo, deu pra ver claramente a cagada do camisa 13. Abreu cobrou no canto e empatou o jogo.
O Vasco conseguiu mais um empate babaca, com um adversário quebrado e sem suas ilhas de talento. Mais uma vez jogamos melhor que o adversário, como em todas as partidas recentes. Mas de quê vale isso, se não vencemos os jogos? NADA, absolutamente nada.
Com a mudança do G4 para G3, Libertadores não passa mais pela minha cabeça. Resta encerrar o campeonato ali no meio da tabela, sem sustos quanto à rebaixamento. Infelizmente, um ótimo time, jogando muito bem, está fadado ao nada nesse campeonato, por erros absurdamente babacas, que comprometem 90 minutos de grandes atuações. Não vejo hoje nenhum time jogando melhor que o Vasco, mas também não vejo um dar tanto mole como nós.
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Sds vascaínas a todos!

domingo, 19 de setembro de 2010

Para que jogar bem, sem fazer o gol?

Algumas frases se perpetuam no cenário do futebol. Duas delas se encaixam perfeitamente na análise da derrota de hoje do Vasco, perante o Internacional em Porto Alegre. "O gol é somente um detalhe" e "O jogo é decidido nos detalhes", resumem bem o que foi o bom jogo disputado no Beira-Rio. Perdendo um caminhão de gols, o time vascaíno viu no Colorado fazer o gol da vitória no início do segundo tempo, em uma de suas poucas chances de gol. Assim, o Vasco sofre sua primeira derrota após 14 rodadas de invencibilidade, caindo também algumas posições na tabela. O desafio da próxima quarta-feira é o Botafogo, no Engenhão.
Que o Inter tem um timaço, um dos melhores do país, todo mundo sabe. Mas contra esse time, campeão da Libertadores, o Vasco conseguiu o mais difícil: dominar o jogo e ser melhor durante quase todo o tempo de jogo. Porém, voltou a pecar nas finalizações, a exemplo de tantos outros jogos. E em uma bela jogada pela esquerda, o adversário acabou decidindo o jogo.
No primeiro tempo, o Vasco teve inúmeras chances de gol. Na mais clara delas, Fágner foi à linha de fundo, rolou para Rafael Coelho, que sozinho em baixo da trave conseguiu perder. Na segunda etapa, Jonathan perderia gol idêntico, ambos sem goleiro.
Porém, após dominar por 45 minutos, o Vasco foi surpreendido logo aos 2 minutos, com cruzamento de D Alessandro, que Edu completou na pequena área.
Mesmo com a melhora evidente do Colorado, o Vasco seguiu jogando bem, trocando bons passes no meio-campo e contando com as sempre boas subidas de Fágner pela direita. Porém, a bola não entrava e restou ao Vasco se contentar com uma boa atuação, mas o fim da invencibilidade.
Que o instinto matador do Inter sirva de inspiração para que o Vasco aproveite as chances e jogando bem ou mal, consiga as vitórias, que tanto o time precisa para voltar a subir na tabela.
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Sds vascaínas a todos!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Abaixo a igualdade

Já virou rotina. Jogo do Vasco, torcida confiante na vitória, empolgada ao ver o time abrir o placar e ...EMPATE. Em 21 jogos, já são 11 resultados iguais, que dão ao Vasco míseros 11 pontos, que poderiam ser obtidos com quatro vitórias. Assim, mesmo tendo perdido menos que o líder Fluminense, o Vasco ocupa apenas a 10ª colocação, tendo a mesma distância entre a Libertadores e o rebaixamento. Nesta quinta, o premiado com um ponto na casa vascaína foi o Avaí, que mesmo com um jogador a menos, obteve a igualdade em 1x1. O gol cruzmaltino foi marcado pelo lateral Ramon, com Caio empatando. No próximo domingo, o Gigante enfrenta o Internacional, no Beira-Rio.
O Leão da Ilha tem um time fraco. E pra piorar, foi montado covardemente pelo Cabeção Antônio Lopes. Só com Vandinho na frente, o time catarinense, confiava em Leandro Bomfim e Sávio. Ou seja. Nada. Desde o início, a estratégia era confiar em algum erro de passe do meio-campo vascaíno, que se via na obrigação de criar para furar o bloqueio.
Aos 24 porém, uma boa movimentação de ataque deu origem ao gol vascaíno. Éder Luís cruzou da esquerda para o lateral Ramon, voltando de lesão, cabecear de peixinho. Belo gol e festa na Colina pelo gol do xodó da galera. Minutos depois, Zé Roberto deu um lançamento de 50 metros no peito de Fágner, que cruzou para Rafael Coelho. O camisa 42, também voltando de lesão, foi empurrado dentro da área. Pênalti, que o mesmo cobrou ridiculamente, recuando para Renan.
Era a chance de liquidar a fatura. Porém, no minuto após o pênalti, o Avaí cobrou uma falta na trave. O time do Sul ainda perdeu dois gols de dentro da área. A melhor chance do Vasco foi em falta cobrada por Fellipe Bastos, que Renan bateu roupa e Rafael Coelho quase aproveitou o rebote. O goleiro sentiu o choque e a confusão se instaurou no gramado. Nenhuma expulsão.
No segundo tempo, com Jonathan em lugar de Coelho e Jumar no de Ramon, o Vasco cresceu bastante de produção. Chance de gol atrás de chance de gol, sempre desperdiçadas por capricho e preciosismo. Com as mexidas de Lopes, o Avaí tambem melhorou e passou a exigir trabalho de Fernando Prass, sempre muito bem.
Pouco depois, Emerson foi expulso por colocar a mão na bola e nada parecia mais poder tirar a vitória do Vasco. Porém, Rafael Carioca errou passe, armando o ataque do adversário, que foi salvo no primeiro chute por Fernando Prass, mas no rebote Caio empatou.
Daí em diante, o Vasco abafou muito, pressionou e se abriu para o contra ataque. Brincamos de perder gols, de todas as formas possíveis e sofremos um, bem anulado pelo trio de arbitragem. No fim, de gol perdido em gol perdido, o Vasco deixou mais dois pontos pelo caminho, entregues de bandeja a um adversário fraco, contra quem não se pode perder pontos.
Domingo temos um jogo dificílim0 no Sul. Será mais um empate, o fim da invencibilidade ou uma inesperada vitória? Que o domingo nos reserve uma boa surpresa.
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Se os resultados não agradam, logo nos apressamos em achar culpados. Contra o Galo, cobramos da defesa. Ontem, do ataque. Mas onde de fato estará o motivo para tantos resultados iguais?
Em meu humilde ponto de vista, o time se acomoda. Ao fazer o primeiro gol, reduz o tesão pela ofensividade, dando margem para que o tempo passe e o adversário acredite no jogo. Ontem, até tivemos no pênalti uma chance evidente, que não aproveitamos. Se temos a chance de matar o jogo, temos que fazer. Não adianta, criar, jogar melhor e não vencer.
Pensando nas consequências do empate em um campeonato de pontos corridos, me prôpus a um exercício sobre a falta de valor da igualdade. Supondo que a vitória ainda valesse 2 pontos, como há alguns anos, vejamos como estaria o Vasco na classificação:
O Vasco seria o 7º, quatro pontos apenas atrás do Botafogo, último time na zona de Libertadores. Como a vitória vale muito mais que o empate, estamos estagnados no meio da tabela e se não mudarmos logo de postura, permaneceremos ali por muito tempo.
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Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Menos dois pontos

No jogo entre os dois times que mais empatam no Campeonato Brasileiro, Vasco e Palmeiras conseguiram o resultado óbvio. Um 0x0 morto, com muita vontade, disposição, mas pouco brilho. O resultado não foi bom para nenhum dos dois times, que seguem no meio da tabela. O Vasco, perdeu duas posições na rodada, caindo para a incômoda 11ª posição, com 28 pontos, a 9 da zona da Libertadores e 7 acima da zona de rebaixamento. Na próxima quinta, o desafio é o Avaí, em São Januário.
Nesse domingo, podemos dizer que o Vasco fez muito do que um time de futebol precisa para vencer. Manteve a posse de bola, teve velocidade, criou jogadas. As melhores foram em chutes de Nunes, defendido por Deola e um chute de Fellipe Bastos que passou rente à trave. O volante, que entrou no lugar de Rômulo teve boa atuação.
No segundo tempo, o Palmeiras cresceu um pouco e o jogo ficou mais parelho. Poucas porém foram as chances de gol dos dois times. O 0x0 acabou sendo mais do que justo, em um jogo sonolento, a exemplo do primeiro turno.
Curiosamente, Vasco e Palmeiras jogaram entre si mais de 180 minutos sem um gol sequer. Agora é focar no jogo de quinta-feira, ir com tudo para cima do Avaí e conseguir enfim uma vitória.
Como analisar a fase dos empates do Vasco? Bom, primeiro da parte tática e técnica. hoje, o Vasco é um time sólido defensivamente, com alguns destaques individuais nesse setor. Fernando Prass, Fágner e Dedé são destaques em qualquer lista de melhores por posição neste Brasileirão.
Ainda que tenha dificuldade na lateral esquerda, em virtude das lesões, esse setor não chega a comprometer. Sendo assim, penso que PC deveria soltar mais o time. Basicamente o que fez contra o Ceará no Castelão.
Poderia sacar um volante, Nilton, e colocar mais um meia ou atacante. Resta saber como estarão Carlos Alberto e Felipe até quinta, mas em caso de não melhora, PC poderia optar por Fumagalli ou Jonathan, obrigando-os a pressionar a saída de bola do adversário.
Do ponto de vista da competição, empatar é a mesma coisa que nada, por isso o título do post. Se em cinco partidas, um time empata todas, ele teve desempenho pior que um que perdeu três e venceu apenas duas.
O Vasco hoje tem 28 pontos, juntamente com outros três times, mas está atrá deles, justamente por ser o número de vitórias o primeiro critério de desempate.
Somos, juntamente com os 4 líderes, o time que menos perdeu no campeonato, mas vencemos a mesma quantidade que o Atlético-MG, na zona de rebaixamento.
A saída momentãnea me parece a ousadia. Atacar mais, resolver o problema ofensivo, criando mais jogadas em condições de finalização.
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Sds vascaínas a todos!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Roubado dentro de casa

Em uma cidade com fama de violenta como o Rio de Janeiro, temos por hábito não nos sentirmos seguros nas ruas, sobretudo no horário noturno. Costumamos nos sentir seguros dentro de nossos lares, sob proteção de chaves e muros. Porém, como cidadão carioca tenho uma denúncia a fazer. Um elemento perigoso, oriundo de São Paulo, andou aprontando em terras fluminenses. Sob a alcunha de Cléber Abade, ele entrou na casa de milhões de vascaínos e na maior cara dura, roubou dois preciosos pontos na tabela do Campeonato Brasileiro. Agora, o Vasco está apenas na 9ª colocação, com 27 pontos, a sete da zona da Libertadores.
Como esperado e escrito no texto de ontem, o Vasco não teve uma grande atuação. A defesa até esteve bem, mas o meio de campo sentiu muita falta dos três meias, que foram substituídos por um apagado Fumagalli. Com um Galo recuado, o Vasco trocava passes e não penetrava na defesa rival. Rafael Carioca e Rômulo, os volantes do time, finalizaram mais que o centroavante Nunes.
Porém, desde o início um personagem se fazia presente no jogo. O árbitro Cléber Abade foi xingado desde o primeiro minuto, por deixar de marcar faltas para o Vasco e marcá-las para o Galo. Como funcionava seu expediente: quando o Vasco contra atacava, ele não marcava a falta sobre nossos avantes, permitindo a roubada de bola. Quando o Atlético chegava perto da área ele marcava a infração, que normalmente ocorria, mas não aconteceria se ele apitasse a falta original.
Todos os lances de perigo do time mineiro eram originados da roubalheira do juiz. Errar é uma coisa, mas o que Abade fez, foi conduzir todo o jogo a favor do Galo, visando o gol do time mineiro. Apesar de Abade, o Vasco conseguiu descer para o vestiário em vantagem. Em um belo chute de fora da área, Éder Luís botou no ângulo do gol de Fábio Costa. Golaço do camisa 7!
Na volta do intervalo, a torcida vaiou e xingou o trio de arbitragem, o que prova que as reclamações não são oriundas APENAS do pênalti. Com algumas alterações, o Atlético passou a ter mais a bola e ter mais chances. Em uma das faltas próximas à área criadas por Abade, Daniel Carvalho cobrou falta na trave.
O Vasco, já com o trio de frente alterado, retinha menos a bola no ataque. Quando tentava um contra ataque, Jonathan sofreu um carrinho por trás, não marcado. Com a bola, o Atlético atacou e Daniel Carvalho foi derrubado por Nilton. Pênalti e gol do Galo, gerando todo tipo de reclamação de time, comissão técnica e torcida.
Curioso que uns 5 minutos antes, tinha ligado pra minha esposa e disse que o juiz tava roubando muito, querendo prejudicar o Vasco. Ele enfim conseguia seu objetivo, aos 39 do segundo tempo, com pouco tempo do Vasco tentar mais um gol.
Depois do seu ato final, ele passou a marcar qualquer faltinha para o Vasco. Porém, isso não era necessário, bastava sua honestidade durante os 90 minutos. Em um lance, Jonathan caiu dentro da área, mas Abade marcou quase sobre a linha, fora da área. Nilton bateu a falta e Fábio Costa defendeu. Após enormes protestos, PC Gusmão foi expulso e saiu esbravejando contra o apitador.
Fim de jogo e apenas um empate contra um time da zona de rebaixamento. Libertadores mais longe, muito por conta do ato criminoso do homem de amarelo. Após o jogo, fui às grades do setor social e vociferei todos os palavrões do mundo contra Abade. Um policial me conteve e em resposta disse a ele: "Prende aquele ladrão ali, que entrou na nossa casa e nos roubou dois pontos"
Sobre se o Vasco jogou bem ou mal, falo em próximos textos ou no Twitter. Aqui é um desabafo de quem esteve no estádio e tenho certeza ABSOLUTA de qualquer um dos mais de 8.000 presentes escreveria algo parecido.
O Vasco atuou com: Fernando Prass, Fágner, Dedé, Titi e Jumar; Nilton, Rafael Carioca, Rômulo e Fumagalli (Fellipe Bastos); Éder Luís (Jonathan) e Nunes (Nilson)
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Sds vascaínas a todos!