Mostrando postagens com marcador Estadual 2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estadual 2010. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de abril de 2010

Estadual 2010 - balanço final

Com a derrota do último domingo, chegou ao fim mais um Campeonato Carioca para o Vasco da Gama. Nele, o time chegou à decisão da Taça Guanabara, e à semifinal da Taça Rio. No primeiro turno, o Vasco terminou como líder do Grupo B, enquanto no segundo ficou atrás do Botafogo. Em 18 jogos, 11 vitórias, 2 empates e 5 derrotas. Nos clássicos, 2 vitórias, 1 empate e 3 derrotas.
Na Taça Guanabara, o Vasco arrancou com seis vitórias seguidas e um empate na fase de grupos. Na semifinal, vitória nos pênaltis sobre o Fluminense, seguida de derrota para o Botafogo na decisão. O ponto alto da campanha foi o 6x0 sobre o Botafogo na 3ª rodada e o ponto baixo, a derrota para o mesmo rival na decisão, onde o time teve atuação abaixo das anteriores.
Já na Taça Rio, o time não voltou a mostrar o bom futebol do início da competição e venceu os três primeiros jogos com dificuldade. Em seguida, três derrotas que colocaram a vaga em risco e terminaram com a demissão de Vagner Mancini. Com a entrada de Gaúcho, o Vasco venceu seus dois últimos jogos e se garantiu na semifinal, onde foi derrotado pelo Tráfico por 2x1.
Como os números mostram, a campanha esteve longe de ser maravilhosa. Fosse o campeonato por pontos corridos, teríamos ficado na 4ª posição, atrás dos outros três grandes, o que é o mínimo que se espera. Em comparação com o ano passado, caímos uma posição, ficando dessa vez atrás do Fluminense.
No fim das contas, isso pouco importa, já que o campeonato é de fato decidido nos clássicos de semifinal e final, todos muito equilibrados. E tanto em um turno quanto no outro, os detalhes decidiram os vitoriosos.
E além da decepção por mais um ano sem a conquista, fica para o torcedor vascaíno a visão do grupo que defenderá nossa camisa na temporada. E como esse é um ano de volta da Série B, a expectativa e a cobrança são grandes. Pelo mostrado no Estadual, o Vasco mostrou algumas vezes um bom time, mas um elenco deficitário. Para a Copa do Brasil, dá pra brigar, Brasileirão, não.
Um dos grandes problemas neste início de temporada foi repetir uma escalação. Em abril, qualquer torcedor já sabe a escalação do seu time, mas o vascaíno não. Ora por suspensões, lesões ou invencionices, fato é que não havia sequência. O time base foi algo parecido com: Fernando Prass; Fagner (Granja), Fernando, Martinelli (Titi), Márcio Careca; Rafael Carioca, Souza (Nilton), Léo Gago e Carlos Alberto; Coutinho e Dodô (Élton).
Com a entrada de Ramon e todos em condição de jogo, vejo o Vasco em condições de formar um bom onze inicial. O problema é que no Brasileiro, dificilmente vamos ter uma sequência com o time ideal. E aí, há a necessidade de reposição, coisa que o Vasco mostrou não ter à altura. Especialmente do meio pra frente, não há um banco que possa corresponder.
Além disso, seria bom que viesse um zagueiro para ser titular e um meio-campista, de preferência um típico 10. Isso considerando que ninguém saia no meio do ano.
Para a Copa do Brasil, principalmente do nosso lado da chave, não há ninguém a temer. O mais difícil adversário seria o Palmeiras, que não passa por boa fase. Os hoje favoritos Grêmio e Santos estão do outro lado e só cruzam conosco na final. Completos, podemos chegar à decisão.
Pra não ficar em cima do muro, com as impressões iniciais, meu time seria: Fernando Prass; Fágner. Martinelli, Fernando e Ramon; Nilton, R. Carioca, Léo Gago, Carlos Alberto e Coutinho; Élton.
Sobre o comando técnico de Gaúcho, ainda não deu pra ver nenhuma mudança no time a não ser de motivação. Prefiro esperar a sequência do trabalho dele para analisar. Quatro jogos, todos de vida ou morte, ainda não permitiram a ele mexer na estrutura deixada por Mancini.
Ah, e pelo cômputo geral da competição, o Vasco não merecia vencer a competição, apesar de ter chegado mais perto disso que no ano passado, onde teve desempenho técnico superior.
.
Peço desculpas a todos por ter tido que responder a alguns comentários ontem. Antes da caixa de comentários, há uma mensagem que fala sobre comentários ofensivos e pejorativos, que não foi respeitada, logo comentários apagados.
O Blog segue aberto a torcedores de qualquer time, inclusive rivais, que venham com respeito como o faço em outros Blogs. Sou totalmente a favor de que tenham opiniões diferentes da minha, e possamos debater aqui, como faço no trabalho e na rua, sempre com respeito.
E só pra deixar BEM claro: quando chamo o rival de Tráfico, não digo que sua torcida é só de traficantes, até porque tenho amigos e parentes que torcem para tal time e nem por isso são pessoas desonestas.
.
Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A palhaçada de sempre

Neste domingo, pela semifinal da Taça Rio, o Vasco foi derrotado pelo Tráfico pelo placar de 2x1, sendo eliminado da competição. A excelente partida disputada no Maracanã, foi ofuscada pela arbitragem, que mais uma vez acabou decidindo um clássico estadual a favor do time da Gávea. O gol vascaíno foi marcado por Thiago Martinelli, no primeiro tempo.
Parece chover no molhado. Ano após ano, ficar dizendo que time A ou B foi prejudicado pela arbitragem em jogos decisivos contra o Tráfico. Mas definitivamente não dá. A sensação que tenho é a mesma de como cidadão, ver políticos roubando nosso dinheiro e ficando impunes, rindo da nossa cara. Hoje certamente vão ter os babacas de sempre falando em chororô ou coisa do tipo, mas já diziam os mais velhos que 'pimenta nos olhos dos outros é refresco'.
É gol anulado, pênalti que não existe marcado a favor do rival, pênalti claríssimo não marcado a nosso favor. No Rio, os árbitros parecem fazer revezamento de como ajudar o Tráfico. Ontem foi a vez de João Batista de Arruda, mas poderia ser qualquer outro que não ia ser diferente. Sinceramente não consigo mais acreditar em erro. Das duas, uma: ou os árbitros já entram pra fazer o resultado, o que eu não gostaria de acreditar, ou eles têm medo de marcar contra o Tráfico e na dúvida é sempre pra eles.
A quem vem sempre ao blog, peço desculpas por não poder escrever um texto mais racional sobre o ótimo jogo de ontem, mas sou torcedor e cansei. Na verdade a gente já vai pro estádio temeroso de acontecer isso, mas pela paixão acaba indo assim mesmo e se irritando toda vez.
Cuidado, Botafogo, agora pode ser a vez de vocês.
O Vasco atuou com: Fernando Prass; Fágner, Thiago Martinelli, Titi e Márcio Careca; Rafael Carioca (Rodrigo Pimpão 40'/2ºT), Souza, Léo Gago e Philippe Coutinho (Magno 37'/2ºT); Dodô (Carlos Alberto 16'/2ºT) e Élton
.
Arbitragem à parte, o jogo foi muito bom. O Vasco teve mais a posse de bola, enquanto o Tráfico foi perigoso nos contra-ataques, lançando Vágner Love, que jogou muito bem. Do outro lado, se destacou também Léo Moura e Maldonado, que marcou muito bem a Philippe Coutinho. No Vasco, gostei muito da atuação de Fágner, Souza e Léo Gago, enquanto Titi e Márcio Careca irritaram.
Ser eliminado da forma que foi, não muda a análise do desempenho geral do Vasco no Estadual. Pra mim, ficou a impressão de que a gente tem um bom time titular, mas com peças de reposição ruins. Durante a semana faço um post com o balanço do Carioca 2010.
.
Sds vascaínas a todos!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Agora é pra valer

Passadas as fases de grupos, o Estadual do Rio enfim chega à sua fase decisiva. Neste fim de semana, dois clássicos definem os finalistas da Taça Rio, que dá ao campeão uma vaga na grande final do Campeonato. Amanhã, Botafogo e Fluminense fazem a primeira semi, que pode aproximar o alvinegro do título estadual. No domingo, Vasco e Tráfico fazem o Clássico dos Milhões, que promete parar a cidade.
Antes do Estadual, fiz um post sobre o que de fato pesava na competição. Chegar na hora do 'vamo ver' e mostrar ao que veio. Não adianta ficar batendo nos bêbados. A hora que vale é agora e acaba não fazendo diferença a forma que você chegou. Nesse fim de semana, é hora de matar ou morrer. Dois grandes dão adeus e ninguém quer ficar de fora da festa.
E no contexto da motivação, o Vasco está em alta. Mesmo tendo se classificado no sufoco, na última rodada, o time teve o 'fato novo' da chegada de Gaúcho, que segundo todo o elenco, mudou o ânimo do time. Logo em sua estréia, o novo comandante venceu o Fluminense com autoridade e em três jogos garantiu a classificação no Estadual e na Copa do Brasil.
A guinada trouxe a torcida de volta para junto do grupo e hoje, a camisa de Clube que mais se vê na cidade é a do Vasco. Mas só isso obviamente não basta e dentro de campo as notícias também são boas. O TJD, que adora prejudicar o Vasco, liberou Rafael Carioca e Souza para a decisão, o que deixa Gaúcho à vontade para manter o esquema 4-4-2, com três volantes.
O treinador também manteve Fágner na lateral direita e a dupla de ataque Élton e Dodô, que vem marcando muitos gols desde a mudança de comando. O capitão Carlos Alberto fica no banco, já que ainda não está 100% fisicamente.
Desfalques apenas Ramon e Nilton. O primeiro por não ter condições legais de jogo e o segundo por suspensão, com um cartão vermelho absurdo no fim de semana passado.
Assim ficou definida a equipe pelo grande Gaúcho: Fernando Prass; Fagner, Thiago Martinelli, Titi e Márcio Careca; Rafael Carioca, Léo Gago, Souza e Philippe Coutinho; Dodô e Élton.
Do outro lado, haverá o time de maior investimento do Rio e que sonha em conquistar o inédito Tetra Estadual. Apesar dos bons valores individuais, o rival ainda não repetiu o bom futebol de 2009, inclusive no clássico contra nós, onde fomos claramente superiores.
Domingo é dia de decisão, dia do maior clássico do Rio e dia de Maraca no mais belo espetáculo de torcidas. E que a torcida vascaína saia vibrando do estádio, amenizando a dor daqueles que sofreram com as chuvas que devastaram o Rio nessa semana.
Força Vascão! Força Rio! Que o domingo seja um dia mais feliz, de preferência com um belo Sol a iluminar essa Cidade.
.
Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ufa!

Dentre os milhões de vascaínos espalhados pelo mundo, certamente alguns devem sofrer de algum problema cardíaco. E ontem, todos estes tiveram um grande teste para seus corações. Em um jogo emocionante do início até o fim, o Vasco superou o Duque de Caxias por 4x3 e garantiu a vaga para as semifinais da Taça Rio, onde enfrentará seu maior rival, o Tráfico, no próximo domingo às 16 hs. Botafogo e Fluminense fazem a outra semifinal.
Com o adversário brigando desesperadamente contra o rebaixamento, não dava para achar que seria fácil. Mas nem o mais pessimista dos vascaínos achava que seria tão complicado. E pelo apresentado pelas equipes em campo, não deveria ser mesmo. Porém, futebol é bola na rede e o jogo acabou se tornando um turbilhão de emoções, com o alívio vindo apenas após o apito final do juiz.
Bem postado em campo, o Vasco partiu com tudo para cima, apesar da dificuldade com o campo molhado. Mas coube ao Caxias abrir o placar. Júnior soltou uma bomba em cobrança de falta, Fernando Prass rebateu para frente e Maurinho marcou no rebote. Falha do nosso camisa 1. É raro dizer isso, mas ontem ele falhou feio.
Como a essa altura o América já vencia, o jogo poderia se tornar um drama. Mas Fágner empatou aos 16, em um golaço de fora da área. O lateral direito deixou um marcador sentado e colocou a bola lá onde a coruja dorme. 1x1
Cinco minutos depois, Léo Gago deu lindo corte no adversário e enfiou bola primorosa para Élton bater de primeira. Mais um belo gol e virada do Vascão. 2x1!
Dominando, o Vasco teve mais algumas chances de gol, uma delas com Coutinho, que chutou em cima do goleiro. Já no fim do primeiro tempo, na área do Caxias, Nilton levou vários socos do adversário, mas foi injustamente expulso junto ao agressor. Roubo, pois além de carregar um jogador nosso e tirá-lo da semifinal, o juiz ainda deveria ter marcado pênalti.
Como o Caxias tirou um atacante para recompor a zaga, o Vasco ficou com ainda mais campo para avançar. E logo aos 5 minutos, em linda troca de passes, Élton achou Dodô livre dentro da área e ele só encobriu o goleiro. Vascão 3x1! A essa altura, eu apostaria um dinheiro em goleada, já que o Vasco era bem superior e o adversário estava nervoso.
Mas aos 11, Júnior cobrou falta com maestria e dessa vez Fernando Prass não teve o que fazer. Lance casual, que não deveria mudar o andamento do jogo. Mas mudou. E aos 18, Gian, um zagueiro, tentou dar uma caneta no meio-campo, com a defesa aberta. Perdeu a bola e deu espaço para Marcelo correr, correr, driblar o goleiro e empatar. 3x3.
Por uma besteira, o Vasco estava prestes a perder sua vaga, antes tão clara. Mas ainda faltava muito tempo, suficiente para desempatarmos e vencermos. As chances se multiplicaram e até bola salva em cima da linha houve. O gol parecia questão de tempo, mas o coração sofria, temia.
Aos 32, o alívio. Élton, deu passe de calcanhar para Dodô, que encheu o pé para marcar o gol da vitória, o gol da classificação. Vascão 4x3!
Com 15 minutos, apesar do Caxias ameaçar pouco, o coração seguia temendo por mais uma bola marota, que jogasse tudo por água abaixo. Mas dessa vez o azar não bateu à porta e vencemos, garantindo a esperada vaga nas semifinais.
Assim, terminou a semana decisiva do Vasco e de Gaúcho. Três vitórias e classificação nas duas competições. Era o mínimo que se esperava, mas devemos dar crédito ao novo treinador, que pegou um barco perdido e rapidamente o colocou no rumo. Agora vem a parte mais difícil, mas por essa semana, "Valeu Gaúcho!"
O Vasco atuou com: Fernando Prass; Fagner, Thiago Martinelli, Gian e Márcio Careca; Nilton, Souza, Léo Gago (Jumar 26'/2ºT) e Philippe Coutinho (Magno 43'/2ºT); Élton (Dedé 33'/2ºT) e Dodô
.
Na Taça Guanabara, o Vasco venceu um jogo por 3x0 sobre o Friburguense e apesar do placar, jogou mal. Ontem, apesar do placar apertado, o time jogou muito bem. Não houve um período de domínio do adversário e os gols saíram de falhas e lances fortuitos.
Lógico que uma coisa não justifica a outra, mas como conjunto, o time jogou para vencer por margem de dois ou três gols de diferença. Aliás, os quatro gols foram pouco pela produção ofensiva. E olha que Coutinho não estava em dia muito inspirado.
Agora é a semifinal e tudo zera. Entram em campo todos os fatores enumerados em um post antes do início do Estadual e hoje, na base da garra e superação, o Vasco vive um momento favorável, que pode fazer a diferença nas partidas decisivas.
.
Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Santa Marina

Foram vários tropeços seguidos, que culminaram na saída do treinador Vagner Mancini. Derrota após derrota, ficávamos procurando os motivos para os fracassos. Mas ontem, um novo elemento foi fundamental para a volta das vitórias. Gaúcho, o novo treinador? Que nada, ele até teve seus méritos, mas quem foi mesmo peça chave para o triunfo vascaíno foi a pequena Marina, minha filha de 2 meses, que pela primeira vez foi ao estádio. Menininha pé quente, que virou o xodó de todos que estavam ao nosso redor no Maracanã.
Os gols da vitória por 3x0 foram marcados por Thiago Martineli, Dodô e Fágner.
Ir com uma criança tão pequena a um clássico requer alguns cuidados. Ontem porém, devido ao pequeno público, tudo corria muito bem no entorno do Maracanã. O único senão, ficou por conta do fiscal de catraca, que queria que eu pagasse ingresso para uma criança tão pequena. Foi necessário chamar o chefe dos fiscais, que até riu da situação.
Já dentro do estádio, foi preciso esperar bastante até a bola rolar. Nesse tempo, houve o gol do Tráfico, que deu a vitória sobre o América, ajudando o Vasco. Esse foi o grande milagre da noite, já que o time da Gávea adora entregar jogos para prejudicar rivais.
Bola rolando, o Fluminense fez uso de seu melhor entrosamento e partiu para cima. Considero o time tricolor, o mais bem armado do Rio, com bom avanço dos alas e troca de passes envolvente no meio. O Vasco, diferente dos últimos jogos, mostrava boa pegada no meio, dificultando assim o trabalho do rival.
Aos 12 minutos, Jéferson se lesionou e Gaúcho foi corajoso ao colocar Carlos Alberto, que disse na véspera ter condições de atuar apenas 30 minutos. Debilitado, o camisa 19 jogou mais à frente que de hábito e como Coutinho não voltava tanto, o time acabou tendo um buraco no meio, facilitando o domínio do adversário. O jogo não teve muitas chances de gol e Marina dormiu por quase toda a primeira etapa.
Para o segundo tempo, Gaúcho recuou Coutinho, deixando CA e Élton no ataque. O Vasco ganhou em posse de bola e diferente de outros jogos, o time conseguia tabelar, com os jogadores sempre dando opção ao companheiro que tinha a bola.
Aos 13, Élder Granja cruzou para Élton e Leandro Euzébio jogou pela linha de fundo. Na cobrança do escanteio, Coutinho cruzou para Martinelli empurrar para o gol de Rafael. Vascão 1x0 e explosão no Maraca.
Minutos depois, Cuca sacou um zagueiro sem amarelo e deixou outro amarelado em campo. Dodô, que entrara no lugar de Élton, levou uma banda de L. Euzébio, que foi expulso. Houve tempo ainda de Alan entrar de cara com Fernando Prass, que fez desarme providencial. No lance seguinte, aos 36, Carlos Alberto deu lindo passe para Dodô, que com categoria tocou por baixo das pernas do goleiro. Vascão 2x0!!! Com seu vestidinho do Vasco, Marina, agora bem acordada, deu um sorrisinho, ao ver a alegria e loucura de todos à sua volta.
Em meio ao desânimo tricolor, Carlos Alberto recebeu na esquerda, foi penteando e rolou para Fágner fuzilar a rede adversário, marcando o terceiro. Foi a senha para que, com uma semana de antecedência, os vascaínos comemorassem a Páscoa e gritassem 'Uh, é Chocolate"!!!
Foi uma demonstração de força do Vascão, que fica bem mais perto da semifinal. Quarta é Copa do Brasil e domingo, mais Estadual. Duas decisões e que ninguém duvide da força do Gigante da Colina, agora apoiado por sua mais nova torcedora.
O Vasco atuou com: Fernando Prass; Elder Granja (Fagner), Thiago Martinelli, Titi e Márcio Careca; Nílton, Rafael Carioca, Souza e Jeferson (Carlos Alberto); Philippe Coutinho e Elton (Dodô)
.
Galera, apesar de ter atribuído a vitória à Marina, não consegui hoje ainda colocar as fotos dela no Maraca. Assim que der, posto aqui as imagens da nova mascote da Colina...rs
Brincadeiras a parte, qual foi o grande mérito de Gaúcho em fazer um time que vinha muito mal, conseguir um resultado bom frente a um adversário qualificado?
Primeira coisa, pôs em campo um time aplicado, com gana, vontade de vencer. Uma defesa atenta, disposta a não cometer os vacilos dse jogos anteriores.
No meio, muita marcação e jogadas em velocidade, com ultrapassagens dos laterais, especialmente Elder Granja. Do outro lado, Márcio Careca ficou mais na defesa, sem ter companhia para tabelar.
Outro mérito foi reconhecer que o Fluminense é um time mais pronto que o nosso. O esquema se mantém desde o ano passado e há entrosamento. Logo, primeiro nos cabia marcar, pra depois criar. E com talentos como Carlos Alberto e Coutinho com liberdade, uma hora a chance apareceria.
E como clássico é detalhe, o gol acabou vindo em uma bola parada, que não é o ponto forte do Vasco. Depois, foi jogar com inteligência e o resultado mais elástico acabou acontecendo, graças a dois lances de craque de Carlos Alberto, que mesmo debilitado, fez toda a diferença.
Ainda não ganhamos nada, longe disso. Mas um dos fatores mais importantes do futebol, pode agora voltar a frequentar São Januário: Confiança! Com ela, nosso futebol certamente crescerá.
.
Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Incompetência + azar = vexame e demissão

O que parecia ser impossível de piorar, piorou. Nesta quarta à noite, o Vasco conseguiu perder para o Americano por 3x2 em São Januário e se manteve na 3ª colocação do Grupo B da Taça Rio, fora do grupo dos classificados à semifinal. O resultado negativo, o terceiro em seqüência, causou a queda do técnico Vagner Mancini. Um novo comandante deve ser anunciado ainda nesta quinta-feira.
Na estréia do novo uniforme, o público compareceu mais uma vez em baixo número, apenas 1.543 presentes. Mais do que uma nova camisa, o que todos queriam ver era um novo futebol. Porém, o time voltou a apresentar a falta de padrão tático, os erros técnicos e as falhas na defesa, que tanto irritaram os torcedores nos últimos jogos.
E se dessa vez marcou dois gols sem ser de pênalti, a zaga falhou muito mais que de costume, deixando espaços generosos, mesmo com a proteção de três volantes. E a burrada da vez respondeu pelo nome de 'Linha de Impedimento', que deixou o atacante adversário livre quatro vezes no primeiro tempo, sendo duas convertidas em gol.
Na segunda etapa, com o gol sofrido antes dos dez minutos, o time se desesperou. Ainda faltavam 40 minutos, mas o Vasco não conseguiu furar a defesa do Americano. Somente após a expulsão do campista Jader, aos 35, o cruzmaltino conseguiu pressionar, mandando duas bolas no travessão, com ambas quicando em cima da linha. Essa vai pra conta do azar, bem como o desvio de Nilton no terceiro gol, que encobriu Fernando Prass.
Porém, nenhuma falta de sorte pode justificar uma derrota como essa, para um adversário fraquíssimo, em nossa casa. Sobrou incompetência, desorganização e tudo que um time de futebol não deve mostrar. Alguns jogadores até se esforçaram, mas não o suficiente pra mudar um time entregue, fadado ao fracasso.
O Vasco jogou com: Fernando Prass, Élder Granja, Fernando (Geovane Maranhão - 31'/2ºT), Titi e Márcio Careca; Nilton, Rafael Carioca (Magno - 16'/2ºT), Léo Gago e Jefferson; Rafael Coelho (Dodô - 16'/2ºT) e Élton.
.
Respeito a opinião de quem diga que o time é fraco, como disse um rapaz perto de mim ontem nas sociais. Mas repito aqui, a pergunta que fiz a ele: isso é time pra perder para o Americano? Não só ele, mas todos os que estavam ao redor, concordaram que não. Então se um time claramente melhor que o outro, perde, algo está errado e isso precisa ser analisado.
E onde entra a culpa de Mancini? O time do Vasco, em dois meses, experimentou todas as táticas imagináveis. 4-4-2, 3-5-2, 4-3-3, 4-5-1. Meio em losango, quadrado, linha de quatro, com meias abertos...
Nessa semana, o presidente Roberto Dinamite disse que o time precisava de mais coração. Mancini respondeu que pra ele a fórmula do sucesso é trabalho. Concordo, mas não posso entender como bom trabalho o que vinha sendo feito. Time de futebol não é laboratório de experiências. Todo jogo mudávamos de esquema e de jogadores. Hora fulano era titular, hora nem no banco ficava. Assim, amigo, não há elenco que vá pra frente.
Seja lá qual fosse o esquema escolhido, podia dar certo. Bastava montar e dar seqüência, como fez Dorival por toda a temporada passada e como fazem os bons treinadores. Não que Mancini não o seja, até mostrou em outros Clubes, mas aqui não deu certo.
Recentemente, um amigo perguntou-me se um determinado jogador teria vaga no time do Vasco. Respondi que era impossível responder naquele momento, pois sequer sabia como o Vasco jogava. A cada jogo, desde a final da Taça GB, temos ido ao estádio sem saber o que veremos. Time ofensivo ou defensivo? Veloz ou lento? Passador ou driblador?
Ontem tínhamos quatro meio-campistas com bom chute de longa distância. E mesmo assim, não havia estratégia para criação de espaços para esses chutes. Não posso saber se a culpa é só do Mancini, pois não estava no vestiário ouvindo suas instruções. Posso apenas comentar o que vejo, e nos últimos jogos, eu e todos os vascaínos temos visto um time perdido.
Ano passado durante o Brasileiro, o time ficou alguns jogos sem vencer. Mesmo assim, Dorival Jr. não caiu. A impressão que tínhamos era de que mesmo com os tropeços, ele não perdia o controle sobre o grupo, tanto que ao fim do ano conseguiu chegar ao objetivo com sobras.
Mais do que técnico ou tático, dessa vez parece que o controle emocional e moral sobre o grupo se perdeu. Aí só duas saídas existiam: ou trocava o técnico ou todo o grupo. Qual a mais fácil? Pois é, agora Mancini é mais um brasileiro desempregado e o Vasco um clube à procura de técnico.
Abel Braga, Oswaldo de Oliveira, Leão, Tite, PC Gusmão, Celso Roth. 'Alea jacta est'
.
Sds vascaínas a todos!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Vitória ou eliminação

Nesta quarta-feira, em São Januário, o Vasco tem mais um compromisso pela Taça Rio, segundo turno do Campeonato Estadual. Pela 6ª rodada, o adversário da vez é o Americano. Ocupando o 3º lugar no Grupo B, com 9 pontos, o time cruzmaltino precisa da vitória para seguir na briga por uma vaga nas semifinais.
Muita gente sabe, mas não custa lembrar. Na Taça Rio, os times de um grupo enfrentam os do outro. Sendo assim, não há confronto direto entre os postulantes à vaga. Logo, se um time tropeça, passa a não depender apenas de seus próprios resultados. E essa é a situação do Vasco. A nossa frente, estão Botafogo e América, ambos com 10 pontos. Para avançarmos, precisamos torcer para o tropeço de um ou outro, além é claro, de fazer nossa parte.
O Alvinegro não tem mais nenhum clássico nas três rodadas restantes, o que dificulta a missão de secá-lo. Já o Mecão, enfrenta dois pequenos, mas ainda pega o Tráfico, jogo que em condições normais, perde. Com o Diabo tropeçando, cabe ao Vasco fazer o seu. E que comece logo por hoje, contra o Cano, no mais fácil dos jogos restantes.
O time de Campos tem a pior campanha dentre os 16 participantes e está bem perto do rebaixamento. Ao contrário de anos anteriores, nenhum jogador conseguiu destaque.
Porém hoje, o que menos importa para o Vasco é o adversário.
Obviamente, ninguém joga futebol sozinho. Sempre há que se respeitar o adversário e achar formas de batê-lo. Entretanto, no nosso momento atual, faz pouca diferença enfrentar um time pequeno ou um grande. O grande problema do Vasco é o próprio Vasco.
O time precisa se reencontrar. E seja o problema emocional, técnico ou de relacionamento, o dia tem que ser hoje. Não há mais margem para erros nesse segundo turno e a reação é pra já.
Vágner Mancini alterou novamente o time. Ele volta com o 4-4-2 com o meio em losango, a exemplo do que usou em toda a Taça Guanabara. Nilton e Léo Gago tem nova chance, bem como o camisa 9 Élton.
A nota ruim fica para a ausência de Carlos Alberto e Philippe Coutinho, o primeiro por lesão e o segundo por suspensão. Jéferson será o encarregado de municiar o ataque. Salvo alteração de última hora, a escalação vascaína terá: 1-Fernando Prass; 2-Élder Granja, 4-Fernando, 13-Titi e 15-Márcio Careca; 6-Nilton, 8-Rafael Carioca, 27-Léo Gago e 7-Jéferson; 42-Rafael Coelho e 9-Élton.
Ah, e que ninguém espere um futebol bonito. Pelos nomes escalados, o time será basicamente força, com bons chutadores de fora da área. Não estranhem se o time marcar um gol dessa forma. As opções de drible ou velocidade devem ficar no banco, como Magno, Robinho ou Pimpão.
Será a estréia da camisa nº3, com a Cruz de Cristo ao peito. Mas nem isso deve atrair o público. Com a má fase e o jogo sendo transmitido ao vivo em TV aberta, poucas pessoas devem dar as caras na Colina Histórica.
Por amor, loucura, fanatismo ou sabe lá o quê, estarei lá, acompanhando o Gigante nessa importante partida.
Força Vascão!
.
Ontem tudo levava a crer nas permanências de Coutinho e Carlos Alberto. Hoje, já não podemos ter a mesma certeza, já que a Inter pode não liberar o primeiro e Rodrigo Caetano desmentiu a aquisição do segundo.
Agora não tem jeito, temos que esperar os próximos acontecimentos, na torcida para que tudo dê certo em nosso favor.
Respondendo aos comentários:
Gremista - Pois é, tem um baita vermelhão na camisa. Se usarmos a 3ª camisa contra o Grêmio, vocês virão com mais raiva ainda pra cima. Hehe. Abraço e sds!
Almirante e Claudio - Precisávamos, mas agora as notícias não se confirmam. Agora é aguardar. Sds!
Debora - A camisa foi decidida em votação. As outras duas eram predominantemente pretas, mas a galera optou por essa. Bom pra dar uma clareada, rs!
.
Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Algo precisa mudar urgentemente

Em jogo válido pela quinta rodada da Taça Rio, o Vasco perdeu para o Olaria por 1x0 em Volta Redonda. Com o resultado, o time cruzmaltino caiu para o 3º lugar no Grupo B, estando momentaneamente fora do grupo dos classificados para as semifinais. O próximo compromisso do Gigante da Colina será na próxima quarta-feira, às 21:50 contra o Americano em São Januário.
De longa data, sou um amante do futebol e mais ainda do Vasco. Há anos, tem sido sempre um prazer assistir ao Vascão jogando, seja em São Januário ou fora de casa. Mas confesso que esse ano está difícil. O time parece se esforçar em um único objetivo: conseguir a pior atuação da história do Clube. O jogo de sábado foi mais um dos péssimos jogados pela equipe após a perda da Taça Guanabara.
Me exigiria muita criatividade escrever um texto sobre aquilo. Sim, aquilo, porque chamar de futebol é uma ofensa a este esporte tão apaixonante. O time não mostrou nada: garra, técnica, tática, NADA. Perder de 1x0 foi pouco pelo que o time jogou. Ou melhor, não jogou.
O clássico de domingo passado contra o Tráfico, criou uma ilusão de que o time podia jogar melhor. Mas hoje, passadas duas partidas, só consegui ter duas visões do que aconteceu. O time se motivou pelo valor da partida e jogou acima do nível comum. E a outra, mais irônica, é que o Vasco de Mancini deu aquela de paciente terminal: mostrou claro sinais de melhora e esperança de cura para depois morrer de vez.
Sei que muita gente torce o nariz para alguns jogadores do elenco. Respeito e até concordo que alguns nomes não são aqueles que gostaríamos de ver no nosso Vasco. Mas afirmo também que com esse time aí, o mesmo que entrou em campo no sábado, é impossível jogar tão mal em condições normais. Não dá pra defender tão mal, criar tão pouco e não finalizar, contra um time como o Olaria, o melhor dos pequenos do Rio, mas simplesmente um Olaria.
E aí, cabe aos que dirigem o Clube, buscar os motivos de um futebol tão ruim. Atraso nos salários, racha no elenco, desmotivação ou desejo de derrubar o técnico? Fortes indícios apontam na direção da última opção. Gente de dentro do Clube diz que Mancini perdeu o grupo após o jogo contra o Botafogo, quando mudou meio time para a partida seguinte, como que jogando a responsabilidade do fracasso para o elenco. Verdade ou não, desde esse dia, ele muda o time jogo após jogo, sem encontrar um meio da equipe render.
Não sou adepto do hábito brasileiro de se trocar treinadores a qualquer tropeço. Penso que o trabalho deve ter objetivos traçados e analisados constantemente, onde se compreenda o motivo do andamento ruim e se tente consertar, se houver conserto, claro.
Dizem que essa semana vai haver uma reunião que definirá o futuro de Mancini na Colina. Espero que ele seja cobrado e apresente respostas e soluções para o futebol da equipe. Está mais do que claro que o time não rende nem perto do que diretoria e torcida esperam e o responsável por isso tem que dar explicações.
Caso se verifique que ele realmente está perdido e não tem nenhuma chance de solucionar o problema, cabe ao Clube buscar quem possa fazer esse time render, no mínimo, um futebol condizente com os jogadores que possui.
Caso não ocorram mudanças de rumo, corremos o SÉRIO risco de sermos eliminados pelo ASA na Copa do Brasil e ficar de fora das semifinais da Taça Rio, o que seria uma vergonha em um campeonato armado para os grandes passarem.
Aguardemos os próximos capítulos.
O Vasco atuou com: Fernando Prass, Gustavo (Souza - 30/1ºT), Fernando e Gian; Granja, Paulinho (Geovane Maranhão - intervalo), Rafael Carioca, Jeferson (Dodô - 20'/2ºT) e Márcio Careca; Philippe Coutinho e Rafael Coelho.
.
Os estádios de Olaria e Vasco são separados por menos de 8 km de distância, na Zona Norte do Rio. Com o jogo tendo o mando do alvianil, a FERJ manda a partida para Volta Redonda, no sul fluminense a mais de 120 km do Rio.
O público da partida foi de menos de 1.000 pessoas. Então, qual o problema do jogo ser na Rua Bariri, estádio do Olaria? Por que não permitir aos pequenos receber os grandes em seus estádios, como foi por décadas, com públicos muito maiores?
Na Copa do Brasil, os grandes visitam os pequenos em vários estádios acanhados e nada de ruim acontece. Por que não fazer isso no Estadual, em nome da honestidade e do equilíbrio da competição? Isso seria uma vantagem técnica aos pequenos, mas seria o mais correto sem prejuízo há ninguém.
.
Sds vascaínas a todos!

terça-feira, 16 de março de 2010

O pós-clássico

Devido a formula do Estadual, que beneficia os grandes, os clássicos das fases de grupos acabam tendo apenas duas utilidades: a rivalidade e um teste das reais condições do time, já que os pequenos oferecem muito pouca resistência, graças à baixa qualidade de seus elencos. Sendo assim, vou às minhas impressões do jogo.
Pelo lado da rivalidade, apenas fatos a lamentar. Desde quinta-feira, marginais organizados se degladiaram pela cidade do Rio e municípios vizinhos. O resultado foi uma morte, vários feridos e muita confusão. Fico triste apenas pelas famílias, que acabam sofrendo pela loucura desses jovens. Menos mal que não sobrou pra nenhum inocente.
Já em campo, coisas boas e ruins puderam ser vistas no time do Vasco. E não se pode reclamar do teste, já que enfrentamos uma das melhores equipes do Brasil, que tem qualidade e acima de tudo, entrosamento, pois é a base do título brasileiro do ano passado.
Antes do jogo, não eram poucas as pessoas que acreditavam em uma goleada do rival. Pudera, já que o Vasco vinha de atuações horrorosas, sem inspiração técnica e nenhum padrão tático. Porém, no domingo, com a mudança para o 3-5-2, o time mostrou uma organização que não tivera em nenhum outro jogo, nem mesmo no 6x0 sobre o Botafogo na Taça Guanabara.
Prova disso são as estatísticas do jogo. O Vasco chutou dez bolas em gol, enquanto o rival apenas três. No total de finalizações, 23 a 9. O Vasco teve também mais posse de bola e acertou mais cruzamentos.
O badalado ataque adversário foi bem marcado e seus laterais tiveram dificuldades com os alas. Que se discuta a qualidade de Élder Granja e Márcio Careca, mas a proposta tática do esquema funcionou.
Foi também a melhor atuação de Rafael Carioca pelo Vasco, bem como Philippe Coutinho, o que prova que os grandes jogadores tendem a crescer nos grandes jogos. Uma pena a ausência de Souza, que teria dado ainda mais qualidade a esse meio-campo.
E o que apontar como ruim, além, é claro da atuação de Dodô. Bom, se um time finaliza 23 vezes e não faz nenhum gol, algo está errado. Não adianta marcar certo, criar com freqüência e não tirar o zero do placar. E esse sintoma é ainda mais grave, se considerarmos que em 4 clássicos, marcamos gols apenas na goleada do primeiro turno.
Os adversários das competições que realmente importam estão em um nível mais parecido com Tráfico, Flu e Fogo do que com Boavista, Tigres e Friburguenses da vida.
Outro fator ruim é que o time cometeu muitas faltas e recebeu muitos cartões amarelos, seis. Em um jogo contra um adversário de categoria, isso pode ser um fator complicador.
Antes do jogo, Vagner Mancini estava com muita cara de técnico demitido. Mas após o clássico, apesar da derrota, ele sai com a impressão de que ainda pode somar ao Clube. Um bom caminho para isso seria manter o 3-5-2, que deu certo no domingo. Bom para ele, e para todos no Clube, seria também uma vitória por dois gols sobre o ASA, que eliminaria o jogo de volta na Copa do Brasil.
Força Vascão, pois a grande força motora da vida é tirar as lições dos momentos difíceis. Quem sabe não rola uma revanche contra o rival ainda nessa Taça Rio?
.
Tenho tentado escrever os textos da forma menos passional possível, analisando os jogos e as atuações, não apenas os resultados. Ninguém vai ver aqui algo do tipo ganhou está bom ou perdeu está tudo ruim.
Não sou adepto de incoerências e não tenho problemas em elogiar ou criticar jogador A, B ou C, como aconteceu com Philippe Coutinho, que têm oscilado entre o muito bom e o muito ruim.
Ter um blog dá muito mais trabalho do que eu imaginava há dois anos e meio atrás. E nesse trabalho se inclui ler e arquivar todos os comentários.
Sei que isso é um problema muito mais dos outros do que meu, mas custa torcer para o Vasco também nas vitórias?
É chato saber que mais vascaínos vêm ao blog após os fracassos do que após os sucessos, como se sofrer fosse mais prazeroso do que gozar as vitórias.
Vasco ontem, hoje e sempre!
.
Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Dois irresponsáveis

Após quase um ano, o maior clássico do Rio de Janeiro voltou a ser disputado. Vasco e Tráfico se enfrentaram neste domingo e o jogo, como reza a cartilha, foi decidido em detalhes. Dois personagens acabaram sendo decisivos para o triunfo do rival. O árbitro Péricles Bassols e o camisa 10 cruzmaltino, Dodô. Com a derrota por 1x0, o Vasco está na 2ª posição do Grupo B, com 9 pontos.
Primeiro vamos à arbitragem. Conheço Péricles Bassols, já tive jogo apitado por ele e sei da sua qualidade, indiscutivelmente o melhor árbitro do Rio. Porém, é impossível entender o que ele marcou no lance do gol do rival. Vi, revi e vi de novo o lance e não dá nem pra tentar inventar uma falta. Não tenho a capacidade de julgar a índole do apitador, mas se um jogo termina 1x0, com um gol de pênalti que não existiu, não há como deixar de dizer que a arbitragem decidiu a partida. E dizer que ele marcou dois para o Vasco não é desculpa, já que ambos seriam marcados até pelos traficantes cariocas, amantes do time rival. Para um juiz de seu gabarito, ter sido o fator decisivo de um clássico não é nada legal para Bassols.
Dito isso, vamos ao Vasco que é o que realmente importa para este blog. Dodô foi extremamente irresponsável ao cobrar os dois pênaltis da forma que cobrou. Além disso, não acertou nenhum lance e merecia ser substituído antes mesmo do intervalo.
Qual o goleiro no Brasil teve mais pênaltis batidos contra si nos últimos anos? Bruno. E em TODOS ele faz o mesmo movimento. Cai para o lado oposto ao pé do batedor. Caso o chutador vire o pé na cobrança, o movimento é mais longo e a bola se torna defensável. Apostando nisso, o movimento é sempre o mesmo. Como é alto e ágil, se acertar o canto, fatalmente ele pega a cobrança.
E o que o burro do Dodô fez? Recuou duas vezes, no canto onde qualquer criança saberia que o Bruno estaria. Todos na arquibancada e em casa sabiam, menos aquele que se diz o batedor oficial, que no mínimo deveria conhecer o goleiro adversário. Sem desrespeitar o bom goleiro do rival, mas sabendo previamente disso, qualquer um faria o gol de pênalti, até o camisa 10 do juvenil do Vasco.
Graças a imensa IRRESPONSABILIDADE do seu camisa 10, o Vasco perdeu um jogo em que foi muito superior e merecia o triunfo. Dodô mostrou não ter compromisso com o Clube, sua torcida e o pior de tudo, com seus companheiros, ao tomar a bola de Jéferson e Coutinho na segunda cobrança. Espero uma atitude da diretoria, punindo o jogador pelos seus atos no jogo de ontem.
Ditas as verdades sobre o jogo, não posso deixar de elogiar a postura do time em campo. Taticamente, foi a melhor atuação do ano, com os zagueiros marcando muito bem, o meio pegando e criando, alas avançando. Quando tudo indicava o contrário, Vagner Mancini conseguiu colocar um bom esquema em campo, que proporcionou ao time criar muitas oportunidades de gol. Não fosse a bola atuação do goleiro rival, o Vasco poderia ter marcado dois ou três gols, sem contar os pênaltis.
E não podia deixar de elogiar o jovem Philippe Coutinho. Apagado nas partidas recentes, ontem ele teve sua melhor atuação como profissional. Uma partida memorável do moleque, que sempre disse que seu sonho era jogar contra o rival no Maracanã. Talvez tenha sido sua última chance de fazer isso e merecia melhor sorte.
Pena que dois irresponsáveis, Bassols e Dodô, estragaram a noite de Coutinho e outros milhões de cruzmaltinos. Quarta tem Copa do Brasil e vencer é mais necessário do que nunca.
O Vasco atuou com: Fernando Prass; Gustavo (Rodrigo Pimpão), Fernando e Tite; Élder Granja, Paulinho (Léo Gago), Rafael Carioca, Philippe Coutinho e Márcio Careca; Rafael Coelho (Jéfferson) e Dodô.
Pra não dizer que não falei do Mancini, levar um atacante apenas para o banco e esse atacante ser o Pimpão, foi uma baita cagada. Deixar o Dodô em campo e sacar o Rafael Coelho foi outra.
.
Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dever cumprido, mas sem o algo a mais

Pela terceira rodada da Taça Rio, o Vasco venceu o Boavista por 1x0 em São Januário. O gol da vitória foi marcado pelo capitão Carlos Alberto, cobrando pênalti que ele mesmo sofreu. Com o resultado, o time se isolou na liderança do grupo B da Taça Rio com 9 pontos. O próximo jogo será no domingo, no grande clássico contra o Chatuba FC no Maracanã.
Nesses três primeiros jogos da Taça Rio, o Vasco parece aquele funcionário desmotivado na empresa. Chega, bate o ponto, faz o seu basicão e vai embora, cumprindo seu horário. Falta aquela gana, aquele desejo de fazer algo a mais. Menos mal, que os resultados estão vindo e o time caminha bem para a classificação. Porém, a impressão que tenho é que o grupo precisa de um fato motivador para apresentar um melhor futebol.
E o fato novo pode ser o clássico da semana que vem. Com todo o interesse da mídia e da torcida, os jogadores tendem a encontrar a motivação que anda tão em falta nos últimos jogos.
Neste domingo, ao contrário do jogo contra o Bangu, a defesa não deu muitos sustos. Fernando Prass trabalhou pouco e o lance mais perigoso do adversário foi um chute de muito longe que acertou o travessão. Fora isso, os maiores sustos foram pelo lado esquerdo da defesa, onde Gian centrava demais, e Philippe Coutinho recuava pra pegar o Cabeção Ruy.
E se a defesa foi relativamente, dessa vez o ataque deixou a desejar. Não dá pra entender como um time com Carlos Alberto e Coutinho no meio não consiga criar nada contra o Boavista.
Negativa também foi a atuação de nossos atacantes, figuras decorativas em campo. Dodô e Élton pouco pegaram na bola e irritaram a torcida. Rafael Coelho teve pouco tempo em campo e nada mostrou.
Que venha logo o clássico contra o time da Chatuba e que nossos jogadores se preparem para um jogo que realmente vale alguma coisa.
.
Sds vascaínas a todos!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Por um pouco de paz antes do clássico

Nesse domingo, o Vasco volta a campo para mais uma rodada do enfadonho Campeonato Carioca 2010. O desafio da vez é o Boavista, em São Januário, às 17 horas. As duas equipes tem 100% de aproveitamento nesta Taça Rio, sendo co-líderes de suas chaves.
Dos times pequenos, o Boavista é um dos menos piores. E quem sabe isso ajude a motivar o Vasco e sua torcida. Rodada após rodada, os públicos diminuem e é cada vez menos difícil se empolgar com esse campeonato. Vasco e Botafogo já tomaram frente no Grupo B e a falta de disputa aumenta o sono que é o Carioca 2010.
Pelo Boavista estar bem no Grupo A, não deve ser um adversário tão fácil como outros pequenos. Fico na torcida para que o Vasco entre querendo jogo, até porque depois desse jogo teremos o clássico contra o lixo. Uma vitória pode reanimar a torcida para o importante jogo da semana que vem. Afinal, só mesmo os clássicos valem algo nesse campeonato.
Conta a nosso favor a volta de Carlos Alberto, o melhor jogador de linha do grupo. Ele aumenta muito nosso poder de criação, tão em baixa nos últimos jogos. Rafael Carioca entra no meio campo em lugar de Nilton, suspenso e Dodô e Élton seguem formando a dupla de ataque.
Força Vascão, rumo a mais três pontos e que venha uma boa atuação na véspera do clássico.
.
O Vasco jogou muito mal contra o Bangu, isso é fato. Mas vi também os jogos dos três outros grandes e ninguém jogou bem. Não por culpa deles, mas sim porque esse campeonato é chato. Os pequenos raramente jogam em suas casas, o que facilita ainda mais o trabalho dos grandes.
Porquê não jogar em Moça Bonita, Rua Bariri, Edson Passos e etc. Já não vai ninguém mesmo no estádio, então não faz diferença ser no Maracanã ou em um estádio pequeno. Com certeza, jogando em seus campos, os pequenos teriam mais condição de brigar com os grandes, aumentando a disputa e dando graça ao campeonato.
Que nos próximos anos, algo seja feito nesse sentido, já que ninguém aguenta mais ver um campeonato de cartas marcadas.
Respondendo aos comentários:
Gremista - Vale lembrar que vocês revelaram o Fernando Prass, que hoje brilha aqui. Injusto foi força de expressão, afinal nenhum gol foi roubado. Abraço e sds!
Carlos Jr - Esse negócio de jogar pelo meio irrita. Ninguém vai à linha de fundo. Se é pra ser assim, tira logo os laterais. Não só Fernando, mas Titi também tiveram noite horrível na quarta. Filhota tá ótima, obrigado. Abraço!
Claudio - Prass ficou muito tempo fora do Brasil, então normal a desconfiança. Parceria feita.
.
Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 4 de março de 2010

A muralha da Colina

No jogo com o placar mais injusto dos últimos tempos, o Vasco derrotou o Bangu por 2x0 no Engenhão, com gols de Dodô e Fernando. Com o resultado, o time se manteve com 100% na Taça Rio, liderando o Grupo B. O próximo compromisso é no domingo, contra o Boavista em São Januário.
Na verdade, pelo que apresentado em campo, o resultado deveria ser bem diferente. Houve um verdadeiro massacre, mas não do Vasco como sempre se espera, mas do Bangu, que só saiu com o zero no placar graças a uma grande atuação do goleiro vascaíno Fernando Prass.
No começo do jogo o Vasco mantinha a posse de bola, mas insistia em trocar passes pelo meio. Ora desarmado, ora por erro de passe, o time perdia a posse de bola e dava o contra ataque ao adversário. Nossa única boa chance foi em chute de Dodô no travessão.
Com o passar do tempo, o Bangu aloprou e passou a atacar e efetivamente ser melhor em campo. Mesmo assim, não criou grandes chances na metade final da primeira etapa.
Já no segundo tempo, o panorama mudou. O Bangu atacou muito e só não marcou porque Fernando Prass estava em noite inspiradíssima. Em um lance casual porém, aos 11, Dodô tabelou com Élton e abriu o placar.
Tiano acertou duas bolas na trave, Nilton tirou uma bola em cima da linha, fora as milagrosas defesas de Fernando Prass. Pelo que criou, o time da Zona Oeste merecia uns três gols.
No fim, Márcio Careca foi expulso e o gol adversário estava mais do que maduro. Mas madurou tanto que apodreceu e quem marcou foi o Vasco, nos acréscimos com o zagueiro Fernando.
O Vasco venceu, não convenceu e os jogadores e torcedores devem agradecer muito ao camisa 1. Pelo resultado, não importa se foi justo ou não, o que valem são os três pontos. Mas ver o Vasco ser acoado pelo Bangu não é o desejado por ninguém. E não vai ser todo dia que nosso goleiro vai salvar. Ficaremos de mãos atadas, como no velho seriado: e agora, quem poderá nos defender?
.
Por vezes faço aqui comparações dos profissionais com alguns peladeiros e muita gente não entende. Ontem, o melhor jogador do adversário era o camisa 10 Tiano. Sabem o que ele vai fazer quando acabar o Estadual? Jogar campeonatos de pelada, a não ser que algum time das séries A, B, C ou D o convide para jogar o Brasileirão.
Ano passado ele foi um dos destaques de uma liga disputada na Barra da Tijuca, onde jogam alguns amigos e companheiros de time. Tirou o treino diário, ele é igual aos outros. Espero que isso ajude a entender quando escrevo coisas do tipo.
O Vasco atuou com: Fernando Prass, Fagner (Élder Granja, 31'/1ºT), Fernando, Titi e Márcio Careca; Nilton, Souza, Philippe Coutinho e Fumagalli (Robinho, 7'/2ºT); Dodô e Elton (Magno, 31'/2ºT).
.
Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Vitória pra fugir da crise

Ainda esteve longe da atuação esperada pela torcida. Mas se faltou bom futebol, ao menos não faltou a vitória. Com gols de Philippe Coutinho e Élton, o Vasco venceu o Volta Redonda por 2x1 e estreou com vitória na Taça Rio, que vale a segunda vaga na final do Estadual. O time volta a jogar na próxima quarta contra o Bangu, no Engenhão.
O público, a exemplo de quinta-feira, foi reduzido. Mas dessa vez o grupinho dos 30 não se fez presente e a verdadeira torcida do Vasco foi a São Januário apoiar o time. O time tentou corresponder em campo. Se faltou técnica, sobrou garra de todos, com muita entrega em campo.
E o time conseguiu sufocar o adversário, tendo muita posse de bola. O Voltaço apenas rifava bolas para o grandalhão Tássio brigar com os zagueiros do Vasco. Após o tempo técnico, o Vasco diminuiu o ritmo e o jogo ficou morto. Porém aos 39, o adversário falhou e a bola sobrou para Philippe Coutinho, que encheu o pé marcando um belo gol. O tento foi uma explosão contra a má fase, tanto para o time quanto para a torcida.
A vantagem parcial evitou as vaias na descida para o vestiário. E o time voltou bem para o segundo tempo. Brigando, criando e finalizando, fazia por merecer o segundo gol. Porém, o Voltaço também atacava e o jogo ficava perigoso. O alívio veio aos 30, com Élton marcando em rebote de chute de Léo Gago. O camisa 9 teve grande atuação e fez por merecer o gol. Tivesse ele essa vontade no ano passado, tinha feito uns 30 gols na Série B.
Aos 35, o Volta Redonda acertou um contra ataque fantástico e diminuiu o placar. Coisas da fase ruim. O time da Cidade do Aço cresceu e o Vasco murchou. Mancini recuou o time, que acabou sofrendo uma pressão final. A torcida ficou apreensiva, mas felizmente o time segurou bem a vitória.
Com toda a pressão de imprensa e torcida, seria inimaginável que o time saísse do medíocre para uma grande atuação. Ainda mais sem Carlos Alberto. Importante nesse momento foram os três pontos, que dão mais tranqüilidade para os próximos jogos, até porque no nosso grupo, somente nós e o Botafogo vencemos.
Que o futebol melhore nos próximos jogos, essa é a expectativa. Por enquanto, fiquemos com o conforto dessa vitória que evitou uma crise neste início de temporada.
O Vasco atuou com: Fernando Prass, Fagner, Fernando, Thiago Martinelli e Márcio Careca; Paulinho, Souza, Fumagalli (Léo Gago, 22'/2ºT) e Philippe Coutinho (Robinho, 28'/2ºT); Elton e Dodô (Jumar, 40'/2ºT).
.
Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Vai ter que ser um passo de cada vez

Nos minutos finais do jogo e na saída do Maracanã, fiquei pensando sobre o que e como escrever sobre a derrota na decisão de ontem. Como poucas vezes nos últimos tempos, minha vontade era desabafar, deixar o lado 'analista' encostado e falar tudo que desse na telha. Porém, nesse blog tenho que ter um mínimo de responsabilidade, então decidi dividir em duas partes. A primeira é tudo que deu na telha e que eu falaria numa discussão de bar. A segunda, o que achei do jogo como observador.
Quem acompanha o Blog há algum tempo sabe que jogo e organizo o Olímpico, que disputa um campeonato de Futebol Society. E sinceramente, analisando o time do Botafogo, não queria ninguém para fazer parte do meu time. Obviamente, existe a diferença de preparação física, mas expostos ao mesmo trabalho de condicionamento, prefiro meus colegas de time.
A vontade após o jogo era de mandar suspender o salário de todo o time. Como eles puderam perder para um time patético que lembra o Vasco de 2004, 2005 e 2008? Um time que não troca três passes seguidos e tem jogadores que mal jogariam em um Bangu da vida.
Perderam para um time que dava bicos para onde o nariz apontava, jogava com dez atrás da linha da bola e se recusava a atacar. Mas aí comecei a lembrar dos tempos de escola. Quando tínhamos um time limitadíssimo e adotávamos essa mesma tática. Defendíamos com todas as forças e se pintasse uma chance fazíamos o gol. Se não pintasse, pênaltis e vitória quase certa.
Pensei em quantas vezes atuei por times fracos, mas que vencíamos na base da garra e determinação e o quanto essas vitórias eram gostosas. Aí lembrei do que sobrava em nós. Espírito de decisão. Disputávamos cada bola como se fosse a última e no fim isso fazia toda a diferença.
Foi isso o que o Botafogo fez ontem. Como meu amado Garra (time da adolescência), se segurou lá atrás, mas lutou e sabia exatamente o que estava ali para fazer. Quando teve a chance, venceu e não se pode contestar.
O Vasco? Bom, discordo de quem diz que o time amarelou. O Vasco jogou exatamente a mesma coisa de todos os outros jogos da temporada. E aí residiu o defeito. Final tem que ter algo a mais, e o Botafogo teve, por isso venceu.
Agora vamos a parte séria do texto: há algum tempo atrás, escrevi um texto que elogiava o futebol bonito do time do Vasco. Dribles, tabelas e golaços encantavam a torcida durante a fase inicial da Taça GB. O grande problema é que o time viciou. Não criou alternativas, como chutes de fora, cruzamentos na área ou jogadas ensaiadas. E todo mundo percebeu como o Vasco jogava.
Já contra o Fluminense, as coisas não correram muito bem na parte ofensiva. Contra o Botafogo, o time mais retrancado que já vi jogar em toda minha vida, estava na cara que também não ia dar. O time alvinegro, defendia em bloco, compactava a defesa e o meio e não dava espaços. Insistindo nas tabelas, o Vasco deve ter batido todos os recordes de erros de passe em um único jogo. Pra furar essa barreira, atacávamos com 6. Ao roubar a bola, os zagueiros do Botafogo bicavam pra frente, contando com a briga da dupla gringa.
O único jogador disposto e com qualidade para fazer algo diferente era Carlos Alberto. Técnico e forte, ele driblava e arrematava de fora da área, dando esperanças a torcida. A força dos três volantes ajudava a destruir qualquer tentativa de golpe do Botafogo.
Na volta do intervalo, o primeiro erro de Vagner Mancini. Contra a força e a retranca do Botafogo, ele sacou Léo Gago, excepcional chutador, para entrada de Magno, mais um leve pra driblar. O jogo ficou até curioso, parecendo uma seleção da África contra uma européia.
Correndo para um lado e pro outro, o time do Vasco começava a cansar. Joel então deu sua sacada de mestre, sacando o inútil do Lúcio Flávio pra colocar o habilidoso e veloz Caio. Magno perdeu a bola no meio campo e Carlos Alberto fez falta na intermediária. Na cobrança, bola na barreira e escanteio. Bola alçada na área e gol de Fábio Ferreira, na falha dos dois Fernandos, o goleiro e o zagueiro.
Era tudo que o Botafogo queria. E o que se planejou para fazer. Cozinhar o 0x0 para depois matar. Faltavam mais de 20 minutos ainda para o jogo acabar, mas o Vasco não parecia mostrar forças para reagir. E tudo piorou quando Nilton deu carrinho estúpido no meio-campo e foi corretamente expulso.
A essa altura, Mancini já tinha borrado mais um pouco o time ao sacar Souza, o melhor dos volantes para entrada de Rafael Carioca. A essa altura, tinhamos só um jogador de proteção, três meias e um atacante. E ninguém que pudesse chutar de fora da área.
Perto do fim do jogo, Marcelo de Lima Henrique marcou um daqueles pênaltis que só ele dá. Idêntico a final de 2008, quando roubou o Botafogo, agora ele devolveu. Gol de Abreu, expulsão de Titi e fim das esperanças. Agora pra fechar o ciclo, esse juiz de merda tem que inventar um pênalti desse a favor do Vasco contra o flamengo. Aí ninguém ficará no luco ou prejuízo.
Agora ficam as lamentações, por termos estado tão perto do objetivo e fracassado. Nessa caminhada da reconstrução, estagnamos um pouco. Que o próximo passo seja chegar novamente a final e ser campeão do turno que se inicia nessa semana.
O Vasco atuou com: Fernando Prass, Elder Granja, Fernando, Titi e Márcio Careca; Nilton, Souza (Rafael Carioca), Léo Gago (Magno) (Rodrigo Pimpão) e Carlos Alberto; Philippe Coutinho e Dodô
.
Pra quem curte assistir futebol, o jogo de ontem foi agradabilíssimo. Dois times absolutamente diferentes, mostrando que existem várias formas de se chegar ao objetivo.
O Vasco segue abusando das individualidades. Contra defesas fracas e mal postadas, é goleada e show. Contra um time fechado, faltam alternativas e pela primeira vez no ano senti falta do Élton, que ao menos daria força e presença ao nosso ataque.
Já o Botafogo teve o mérito de não precisar de individualidades. Havia uma proposta clara de jogo, então não importava quem estivesse em campo, as coisas seriam iguais. Ninguém se destacou para o bem ou para o mal. Isso é o conceito de equipe e só nos resta aplaudir o triunfo do rival.
.
Ah, não podia esquecer de dizer: sempre o clima em clássicos entre Vasco e Botafogo é de paz. Porém, ao fim do jogo, alguns alvinegros se dirigiram ao lado do Vasco e ficaram falando gracinhas. O resultado só podia ser uma enorme briga.
Não sei se é por não gostar de fazer isso, que não consigo entender o porquê de alguns terem prazer em tripudiar do vencido. É semelhante ao ato de você pagar a mulher do cara e ir lá zoar ele pelo feito. O resultado sempre vai ser ruim.
.
Sds vascaínas a todos!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Um grande passo na reconstrução

Após a emocionante vitória nos pênaltis contra o Fluminense, conversava com um amigo sobre o que ela significava para o Vasco. Muito mais que um avanço na competição, ela era mais um passo no processo iniciado em 2009, de recolocação do Clube na condição de brigar por todos os títulos.
Concordamos também que embora ser finalista de turno em um Estadual não fosse nada épico, era um passo necessário, após a passagem pela Série B. Os holofotes estariam sobre nosso Clube e não podíamos repetir uma campanha comum como nos últimos anos. Ainda não ganhamos nada, mas subimos um degrau.
Nesse domingo, temos mais um importante desafio nessa caminhada. Não considero Taça Guanabara um título, mas ela garante vaga na final do Estadual. O que na prática, significa que após conquistá-la, o Clube passa a ter mais chances de ser campeão que qualquer outro. Além disso, pode jogar o segundo turno mais tranquilo, até porque se classificar não é nada difícil para os grandes. Chegando nas semifinais, pode ser campeão estadual de forma antecipada, como quase o Botafogo fez no ano passado.
E quis o destino que nosso adversário fosse justamente aquele contra quem tivemos a melhor atuação na temporada. Há que se dizer também que foi a pior do Botafogo e de lá pra cá, muita coisa mudou. Os jogadores são praticamente os mesmos, mas a postura e a mentalidade são outras.
Mais do que técnica e tática, valerão a atenção, a dedicação e a gana para vencer. Qualquer vacilo pode ser fatal para ambos os lados. Até o porteiro de São Januário sabe com o que temos que ter olho aberto com o Botafogo, então não é admissível vacilar.

A expectativa é de casa muito cheia, já que todos os postos de venda apresentaram grandes filas ontem e hoje. O clima de paz entre as duas torcidas, conta muito para que as famílias compareçam, abrilhantando ainda mais o espetáculo.
Após algumas ligações e alguma correria, ingressos garantidos para a decisão. Que seja mais um domingo feliz para a torcida vascaína. E não importa que não seja de 6 de novo, só queremos a vitória e a vaga na decisão. Só espero que não vá para os pênaltis de novo, pois aí o coração pode não aguentar.
Força Vascão! Força guerreiros: Fernando Prass, Elder Granja, Fernando, Titi e Márcio Careca, Nilton, Souza, Léo Gago e Carlos Alberto, Philippe Coutinho e Dodô.
.
Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Vascão nota 10

Os 90 minutos de jogo mais as 12 cobranças de pênalti estiveram longe dos animados ritmos que embalam o carnaval brasileiro. Na verdade, eles mais pareciam um tango argentino, tamanha a dramaticidade. Porém, na noite de sábado, coube aos vascaínos a festa da vitória, com a vaga na decisão da Taça Guanabara, no próximo domingo.
"Meu coração vai disparar, sair pela boca, não dá pra segurar, paixão muito louca". Esse trecho da Mocidade Independente descreve bem a emoção da torcida. Eu por exemplo, me joguei em um degrau na arquibancada após o pênalti perdido pelo Fluminense.
Como bom guerreiro, "o Vasco vestiu a fantasia foi à luta". Pelas ruas, milhares de corações em um só pedido: "Oh, Deus Pai, iluminai o novo dia, guiai ao Divino destino".
Ao entrar na "Passarela", os "Segredos" foram desvendados. Carlos Alberto jogaria, enquanto o jovem Bruno Veiga substituiria Maicon. Enquanto o primeiro foi destaque no desfile, o tricolor passou desapercebido.
Não foi uma noite inspirada das comissões de frente. Enquanto Dodô ficava sumido, Fred tremia frente ao experiente jurado Fernando Prass. Os dois times mostravam conjunto, mas deixavam a desejar no quesito fantasia, já que o jogo era bem burocrático.
Com o passar do tempo, aumentava o drama, mas não faltou uma pitada de bom humor. Fred deu um mergulho no gramado, digno de algum folião que passou do ponto na bebida.
"O tempo é uma roda que não pára" e a partida se encaminhou para a decisão por pênaltis, o que também acontecera em 2008. "A gente romeira, valente e festeira seguiu a acreditar", "embarcando em um sonho dourado".
De forma harmônica, Dodô, Fernando, Márcio Careca, Philippe Coutinho, Carlos Alberto e Nilton, cobraram seus pênaltis com categoria e marcaram. Do outro lado porém, também haviam competentes ritmistas que empurravam sua escola. No entanto, ao apagar das luzes, Alan atravessou o samba e chutou na trave.
Com "a fantasia pra lá de suada", estava garantida a apoteose vascaína. Após seis anos, o Clube "volta ao Éden, paraíso de verdade" das finais de turno.
"Chegou o áureo tempo de reviver, a história, o alvorecer, de uma nação guerreira". Domingo, os vascaínos, foliões ou não, têm o compromisso decisivo desta Taça Guanabara.
Será o próximo capítulo de "Uma história de amor, sem ponto final".
.
Mais uma vez peço desculpas por um post extremamente atrasado. Enquanto não acertar as coisas da mudança e voltar a ter internet em casa, fim de semana e feriados vão ser dias problemáticos para escrever.
Tentei ser criativo no texto e espero que gostem. Obviamente, houveram alguns exageros, mas dentro do contexto carnavalesco, sei que vocês entenderão.
Agora vem o duríssimo duelo contra o Botafogo. Mas isso é assunto para o próximo texto.
Já curti bastante a vitória, mas deixo aqui meu texto de alegria pela vaga, que é mais um passo na recolocação do Vasco em seu devido lugar.
O Vasco atuou com: Fernando Prass, Élder Granja, Fernando, Titi e Márcio Careca; Nilton, Souza (Rafael Carioca - 19'/2ºT), Léo Gago (Magno - 19'/2ºT) e Carlos Alberto; Philippe Coutinho e Dodô.
.
Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A hora certa de tropeçar

Em um primeiro momento, o título deste Post não parece lá muito inteligente. Afinal, o torcedor não quer que seu time tropece nunca, ainda mais contra um time pequeno como o Madureira. Porém, se lembrarmos da campanha da Taça Rio de 2009, um empate a essa altura do campeonato pode não ser a pior coisa do mundo, visto que ele em nada mudou nossa situação no campeonato. O 2x2 com o Madureira em São Januário teve gols de Nilton e Martinelli, ambos de cabeça.
Infelizmente não pude comparecer a São Januário ontem. Aniversário de família, coisa que não dava pra deixar de ir. Por isso, e por ter visto o jogo com um monte de gente falando em volta, a análise fica comprometida. Porém, uma certeza ficou: foi a pior atuação do time no ano. E justamente por isso, acho que podemos colher coisas boas.
O tropeço serve pra abaixar um pouco a bola do time. Não que venha ocorrendo salto alto, mas é bom pra mostrar que temos sempre que jogar no máximo para obter as vitórias. Outra coisa positiva é que fizemos dois gols de bola parada, o que ainda não tínhamos feito no ano. Em jogos duros, essa jogada pode decidir um duelo.
De negativo, podemos tirar que o time ainda insiste em tabelas. É lindo de se ver, mas nem sempre é a melhor opção de jogada e o time perde boas chances de fazer gols. Não à toa, tivemos um grande número de passes errados, principalmente de Philippe Coutinho (9).
Não funcionou também a improvisação de Martinelli na lateral esquerda. O coitado até fez um gol, mas ficou todo torto na posição. Como Elder Granja foi pífio na direita, tivemos muitas dificuldades de criação pelos lados. Como o jogo não valia quase nada, era melhor colocar o menino Ari dos juniores, que entraria louco para mostrar serviço, além de ser natural da posição.
Que fiquem os aprendizados deste tropeço e que o time entre tinindo no clássico da semifinal contra o Fluminense no último sábado. Agora é pra valer e a fase de treinos e testes passou.
O Vasco atuou com: Fernando Prass; Thiago Martinelli, Titi, Fernando e Élder Granja; Nilton, Léo Gago (Rafael Coelho), Souza e Magno (Rodrigo Pimpão); Philippe Coutinho e Dodô.
.
Há algum tempo tinha dito que não fazia diferença enfrentar fla ou flu na semifinal. E continuo achando. O fla tem mais talentos individuais, mas o flu é muito bem armado. Só sofreu gols em um jogo do campeonato, ao contrário dos mulambos, que foram vazados em todas as partidas.
Será um jogo bem difícil para o Vasco, mas que temos absolutas condições de vencer e avançar até a final, não há dúvidas.
.
Nem preciso dizer que é desumano jogar às 17 horas no Rio de Janeiro. Só quem vive aqui tem noção do que é um sol de mais de 40º graus na cabeça. Aí nossa genial federação, junto com a TV Engodo, marca uma das semifinais para o sábado de carnaval nesse horário. Como prêmio pela melhor campanha, o Vasco é obrigado a jogar nesse horário ridiculo e desumano que prejudica o espetáculo.
Já o time queridinho da mídia, jogará na quarta-feira de cinzas, 21h50, horário bem mais agradável. O grande absurdo da história é que o horário e dia do jogo dos mulambos independia da posição dos times. Antes dos duelos se decidirem já se sabia que a mulambada jogaria no horário melhor.
Por essas e outras, que por muitos anos, esse vai continuar sendo um campeonatinho de merda, que só serve de preparativo para os campeonatos que realmente importam.
.
Na semana passada criei uma conta no Twitter onde falo sobre o Vasco e coisas do cotidiano. A quem fizer uso desta ferramenta, convido para conhecer o espaço, mais uma forma de trocarmos idéia sobre diversos assuntos.
O endereço é: https://twitter.com/diegocrvasco estão todos convidados.
.
Sds vascaínas a todos!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

1x0 com preguiça

Passou longe das atuações espetaculares de alguns jogos recentes. Mas o 1x0 sobre o Resende, com gol de pênalti de Dodô, foi suficiente para manter o Vasco como único time com 100% de aproveitamento no Estadual 2010. O time chegou aos 18 pontos, seguindo na liderança do grupo B e com vaga assegurada nas semifinais da Taça Guanabara. No domingo, o Gigante da Colina faz seu último jogo nessa fase, em São Januário, contra o Madureira.
Antes do jogo, o técnico do Resende, Marcelo Buarque, afirmara que sua equipe poderia tirar proveito de uma possível acomodação do Vasco com a boa fase. Não deu para vencer, mas o time de Marcelo ao menos escapou das goleadas que outros times sofreram.
A exemplo de outros jogos com início avassalador, o Vasco teve sua primeira grande chance logo aos 5 minutos. Dodô foi derrubado pelo atrapalhado Eduardo Teles dentro da área. Primeiro pênalti para o Vasco no ano, que o camisa 10 chutou na trave esquerda. Na volta, ainda tocou na bola, mas o lance seria ilegal.
Aos 11, Hiroshi chutou de fora da área e acertou a trave, no lance mais perigoso do Resende no jogo. Isso porque aos 16, Titi foi puxado após cruzamento na área, em novo pênalti que Dodô cobrou no mesmo canto, dessa vez balançando a rede. Vascão 1x0. O lance da penalidade foi daqueles marcados por preciosismo da arbitragem. Até foi pênalti, mas daqueles que só são marcados a favor do time grande.
Quatro minutos depois, Nailton recebeu o segundo amarelo e foi expulso. O Resende então teve apenas mais uma chance de gol, aos 37, com Elias chutando rente à trave.
O Vasco teve algumas boas chances, a maioria delas pela esquerda, onde Márcio Careca teve atuação fantástica, sua melhor no Vasco. Porém, faltava ao time um pouco daquela ambição matadora de outras oportunidades.
O segundo tempo não foi muito diferente. O Vasco jogava o básico e atacava de forma até natural, mas sem tanto ímpeto. O Resende preferia ficar na retranca a tentar o empate, o que estragou um pouco a partida. Aos 9, Coutinho fez linda jogada pela esquerda e rolou para Dodô. Com o goleiro batido, ele chutou, mas o zagueiro salvou o gol certo. A curiosidade desse lance é que haviam uns 4 jogadores de defesa quase dentro do gol do Resende.
Outras boas chances em chutes de Carlos Alberto (tirou tinta da trave) e Márcio Careca (grande defesa do goleiro). Após o tempo técnico, Magno entrou em lugar de Léo Gago, em uma tentativa de dar mais ofensividade ao time. O camisa 17 não foi mal, mas o time parecia satisfeito com apenas a vitória.
Márcio Careca e Carlos Alberto forçaram o terceiro amarelo para entrarem limpos na semifinal. Vinicius, do Resende, deu carrinho por trás e foi expulso. Aos 42, Magno deu lindo passe para Dodô, mas o artilheiro perdeu um gol que não costuma perder.
No fim, valeu pela vitória, manutenção dos 100% e pela artilharia de Dodô. Valeu também por mais uma atuação da segura da defesa, que a contrário de outros por aí, não dá sustos na torcida.
Agora é hora dos aprontos finais, para que o time entre em totais condições técnicas e psicológicas para o que realmente importa nesse campeonato, as semifinais. Sobre o adversário, Fla e Flu tem virtudes e hoje não faz diferença enfrentar um ou outro. Aliás, se quisermos ser campeões, temos que vencer qualquer um.
O Vasco atuou com: 1-Fernando Prass; 2-Élder Granja, 4-Fernando (44-Thiago Martinelli), 13-Titi e 15-Márcio Careca; 8-Rafael Carioca, 14-Sousa, 27-Léo Gago (17-Magno) e 19-Carlos Alberto [cap] (41-Robinho); 30-Philippe Coutinho e 10-Dodô.
.
Sds vascaínas a todos!