segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

E choveu no deserto

Demorou, mas enfim chegou. Pela 6ª rodada da Taça Guanabara, o Vasco bateu o Americano por 3x0 em São Januário. Foi a primeira vitória do time da Colina na competição, onde não tem mais chances de classificação. Os gols da vitória foram marcados por Marcel, Dedé e Jéferson. A partida marcou a estréia de Ricardo Gomes no comando da equipe cruzmaltina. No próximo fim de semana, o Vasco encerra sua participação na Taça GB jogando fora de casa contra o América.
Inicialmente, venho pedir desculpas pela ausência de postagem após o jogo de quinta, contra o Volta Redonda. Anunciei essa provável ausência no twitter, mas não por aqui. E sobre esse jogo, vou comentar um pouco lá embaixo. O texto estava todo pronto na cabeça e teria o título "Mais fácil chover no deserto", sobre a persistente má fase vascaína. O time foi excelente contra o Voltaço, mas faltou o mínimo detalhe do gol. Detalhe que não faltou ontem.
Em sua estréia, Ricardo Gomes deu moral a um jogador que andava esquecido: Caique. Ele foi o armador do esquema 4-4-2 em losango. Na teoria pelo menos, já que era o jogador mais avançado, mas na prática, o construtor de jogadas era Jéferson. Apesar do forte calor, o time apresentou uma velocidade muito acima da mostrada nos jogos anteriores. Éder Luís, que já jogara bem na quinta, mostrou parte do bom futebol de 2010.
A armação em losango, permitiu as tabelas entre meio-campistas e laterais. Não à toa, Ramon fez sua melhor partida no ano, lembrando as atuações brilhantes de 2009, quando esquema era semelhante. Foi em uma tabela dele com Jéferson, que acertou excelente cruzamento na cabeça de Marcel, que só teve o trabalho de deslocar o goleiro. Vascão 1x0. Foi a primeira vez que o Gigante da Colina saiu na frente do placar em jogos oficiais em 2011.
E isso era tudo que precisávamos. Apesar da fraqueza evidente do adversário, o maior rival do Vasco era a própria ansiedade, nervosismo e pressão. O que ficou um pouco para trás após o primeiro gol. A torcida se animou, já que, implicâncias à parte, o que todos querem é ver o Vasco vencer.
O placar na primeira etapa só não foi maior pelas boas intervenções do goleiro Jefferson, que deve ter se inspirado no seu xará do Botafogo. Na volta do intervalo, Felipe entrou no lugar de Caique, que, verdade seja dita, fez sua melhor partida pelo Vasco.
Mantendo a armação inicial, mas agora com um jogador de toque mais refinado na armação, o Vasco subiu de produção. As tabelas saíam com facilidade e acima de tudo com velocidade, o que não víamos com Carlos Alberto e Felipe juntos, pela característica deles.
As chances saíam e Jefferson salvava. Com a má fase recente, o placar de 1x0 era perigosissímo. Mas logo aos 8 minutos, Jéferson cobrou escanteio na cabeça de Dedé, que cabeceou no ângulo, sem chances para o goleirão. 2x0 Vasco.
E que tal um gol de Felipe, para selar a paz com a torcida? Em um chute tirou tinta da trave, em outro, a bola caprichosamente acertou o pé da baliza. Um pecado!
Após o tempo técnico, o Americano deu dois sustos na torcida vascaína. No maior deles, o jogador ficou em condição clara de finalização, sendo derrubado por Eduardo Costa. Pênalti, que merecia expulsão. O juiz errou e deu apenas cartão amarelo ao camisa 8, que fora esse lance, teve atuação muito boa, a exemplo de todas que fez até aqui.
Reação campista? Não! Após tanto sofrimento, a torcida merecia um domingo feliz e Fernando Prass defendeu com os pés a cobrança do adversário.
Passado o susto, o Vasco voltou a pressionar e chegou ao terceiro gol. Premiando uma bela atuação, Jéferson bateu de canhota no canto do goleiro. 3x0. Após mais alguns bons ataques e substituições, o placar ficou mesmo no 3x0. Pouco para o que o time jogou. Porém, se o objetivo era dar um chega pra lá na crise, o resultado foi ótimo.
Agora Ricardo Gomes tem uma semana livre para trabalhar, conhecer melhor o grupo e mostrar o que quer aos jogadores. Uma semana bem mais tranquila, com menos protestos e reclamações da torcida.
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Na quinta-feira contra o Volta Redonda, o Vasco jogou muito bem. Jogou como não jogava há muito. Pressionou, massacrou, infernizou o adversário. Mas a pontaria...Por nervosismo, azar e incompetência, a bola não entrou de jeito nenhum. Em anos e anos de estádio, só me lembro de uma partida em que tantas vezes falei "Uhhhh" e a bola não entrou.
Tantas vezes que até apareci no Globo Esporte de sexta-feira, com o grito entalado e as mãos na cabeça. Bom futebol é feito de um monte de coisas e na quinta, o Vasco fez 90% do que um time precisa fazer para vencer um jogo. Faltou somente o gol. Aí sobraram vaias, injustas, que ontem viraram aplausos e até um grito de "O campeão voltou". Devagar com o andor, nem um extremo, nem o outro, time só venceu um jogo.
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Lamento muito a saída de Carlos Alberto. Se taticamente o time não se encontrou, ele era apenas parte da engrenagem. Um Clube pode até viver sem títulos, mas sem ídolos, ele não resiste. E queiram alguns ou não, Carlos Alberto é ídolo de grande parte da torcida e não cabe aqui nesse parágrafo enumerar os motivos, o que espero fazer em texto ainda essa semana.
Em contrapartida, chega Leandro (Grêmio) e pode chegar Alecsandro (Inter). Dois jogadores que chegam para encorpar o elenco, apesar de ao meu ver não serem da posição mais carente do elenco.
Que as negociações tenham sucesso e possamos no fim ter um elenco mais forte. Só temo que pela corrida por reforços, a folha salarial inche e não tenhamos condições de pagar os salários em dia, gerando descontentamento
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Sds vascaínas a todos!

2 comentários:

Claudio Henrique disse...

O Vasco finalmente venceu uma partida. Ricardo Gomes fez o time se acertar rapidamente. Prefiro acreditar nisso do que em boicote ao PC.

Abraços!

Rui Moura disse...

Uff!... Finalmente. A Taça Rio será melhor, certamente.

Abraços Gloriosos!